26 de abr de 2013

Palhaço Sapequinha é preso suspeito de aliciar aluna há quatro anos

Que a direção da PUC Goiás não siga a histórica impostura da igreja católica de acobertar os casos de abuso sexual em nome da preservação da imagem institucional. 

O papa Francisco já deu o seu exemplo: tolerância zero com os abusadores de crianças e adolescentes.


“Goiânia - Funcionário do Instituto Dom Fernando, projeto de extensão mantido pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC), o palhaço Sapequinha, foi preso nesta segunda-feira (22/4) suspeito de aliciar uma aluna há 4 anos. A prisão foi feita por policiais da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), em Goiânia. O homem está preso temporariamente na Casa de Prisão Provisória (CPP) e responderá judicialmente por estupro de vulnerável” (Fonte: A Redação). 

Segundo a delegada titular da DPCA, Renata Vieira, foi possível descobrir os fatos através de uma amiga confidente da adolescente que relatou o caso à família da vítima. Imediatamente a mãe da menor, L.N.I., registrou o ocorrido a polícia, que deu início as investigações. ‘Nós tivemos as primeiras informações por familiares, e em depoimento, a jovem confessou que tinha envolvimento afetivo com o indivíduo, desde quando tinha 11 anos, época que entrou na escola de circo. A partir daí, iniciou uma série de elogios e cantadas à vítima. Eles começaram a namorar, e em seguida, o cidadão comprou uma aliança de compromisso com a promessa de casamento’, explica à delegada. O circense Manoel é graduado em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Goiás (UFG), é casado e tem duas filhas. Mas conforme a delegada, “ele iria se separar da esposa e casar com a menor de idade. Fato que gerou muita esperança na adolescente que isso acontecesse”, afirma.

Durante a apresentação de Manoel Alves na DPCA, a reportagem do Diário da Manhã teve acesso ao depoimento da menor L.N.I. à polícia, onde a jovem aponta que o Palhaço Sapequinha dizia que ela era cheirosa e passou a cumprimentá-la com beijos no rosto. No documento também consta que Manoel havia levado a vítima, para o camarim do circo e dado um beijo em sua boca. O palhaço também dava presentes e dinheiro para menina. Em setembro de 2012, a garota manteve relação sexual pela primeira vez, de forma consentida, com Manoel, dentro do veículo dele. Ainda de acordo com o depoimento da vítima, o suspeito teria usado preservativo enquanto mantinha a relação sexual, mas ela não sabe precisar quantas vezes teve este tipo de envolvimento com o sujeito.

 

Escola e Família sabiam

A delegada Renata Vieira disse que a família da menor pedia às vezes ajuda e apoio de Manoel Alves em relação ao comportamento ruim da jovem. No entanto, a escola de circo e os responsáveis da menor tinham conhecimento de cartas escritas pela jovem ao abusador sexual. A menina chegou a enviar para Manoel algumas cartas de cunho sexual.  A família e a escola tomaram conhecimento na época e guardaram as cartas. Mas ele (Manoel) afirma que houve uma conversa com a mãe da menor, onde ele  explicou a situação. Eles não investigaram e nem levaram o caso a fundo’, afirma à delegada.     

Após isso, o acusado e vítima  marcaram uma viagem às escondidas da família para cidade de Teresópolis, no final do mês passado, durante o feriado de Semana Santa. O que não aconteceu.

 

Assumiu

Em depoimento a delegada Renata Vieira, o suspeito admitiu o relacionamento amoroso com  a vítima desde que ela tinha 11 anos, época em que o autor afirma que a jovem sofria com certos tipos de preconceitos na escola de circo. “Manoel tentava elevar a autoestima da vítima com conversas individuais. Foi neste momento que ambos acabaram se envolvendo. Ele afirma ter praticado atos libidinosos com a jovem entre os 11 e 12 anos de idade, mas que a prática sexual propriamente dita, somente ocorreu a partir dos 14 anos”, conta a titular da DPCA. A delegada disse ainda que não descarta a possibilidade de envolvimento do suspeito com outras vítimas, pois Manoel trabalha como educador cênico, de um projeto da PUC-GO, onde 150 crianças, a partir de sete anos,  realizam atividades.

O circense Manoel afirma que foi a primeira vez que se envolveu com uma menor de idade e que está ciente do que vai acontecer com ele. O palhaço nega a prática do ato sexual com a L.N.I., quando ela tinha menos de 14, além  de assumir toda a confissão da menor de idade. Provas contra o suspeito foram reunidas pela DPCA, como as próprias cartas e conversas feitas pela rede social Facebook. Eles mantinham relacionamentos sexuais em banheiro de lan house, dentro de um veículo, atrás da escola em que a jovem estudava, o Colégio Municipal Pedro Ciriaco de Oliveira, na Vila Concórdia. Manoel afirmou em depoimento que as relações sexuais também aconteciam no estacionamento da PUC-GO, que não foi especificado.

A prisão de Manoel é temporária e se fundamentou com base na oitiva de testemunhas tanto da vítima, quanto do suposto autor. “Finalizando esse processo, nós vamos indicia-ló por estupro de vulnerável, porque ele não nega a prática do ato libidinoso, mesmo a menina tendo menos de 14 anos”, explica Renata Vieira. O suspeito, se condenado, pode pegar até 15 anos de reclusão.

A assessoria de comunicação da PUC-GO disse não ter sido informada sobre o caso e que, posteriormente, iria se posicionar por meio de nota” (Fonte: Diário da Manhã).

Um comentário:

  1. olha eu conheço o manoel como palhaço e magico... nunca imaginei que ele teria coragem de tal ato. ele sempre se mostrou uma pessoa responsavel. lamentavel o ocurrido ele e um bom profissional. fisco triste com a perca do grande profissional. sobre o que ele fez, ele ja esta conciente de tudo o que jogou fora.

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