22 de dez de 2009

Coordenadora veste a camisa da Campanha Não Bata Eduque.


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Curso Macrorregional Sudeste de Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA) e a Rede de Atenção e Proteção às Pessoas em Situação de Violência é a estruturação da Vigilância de Violências e Acidentes, promovido pelo Ministério da Saúde, de 9 a 11 de dezembro de 2009, em Brasília.







A coordenadora da Área Técnica de Vigilância e Prevenção de Violências e Acidentes do Ministério da Saúde, Marta Silva, apresenta os dados da Notificação Compulsória de Casos de Violência Doméstica, Sexual e/ou Outras Violências vestida com a camisa da campanha Não Bata Eduque.


Segundo Marta, "minha intenção aqui é destacar como a violência física intrafamiliar tem impactado negativamente a saúde de crianças, adolescentes e mulheres no Brasil".

Nos dados coletados pelo Sistema Nacional de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), de janeiro a novembro de 2009, nos serviços de saúde que realizam a notificação compulsória de violências doméstica, sexual e outras violências, verificou-se que o tipo de violência mais freqüente foi a física.

Para Marta Alves, "o setor saúde precisa colocar em sua agenda de prioridades o enfrentamento da aceitação social de práticas violentas na educação familiar, pois essas práticas colocam crianças e adolescentes em permanente risco".

Por fim, a coordenadora recomenta que "é fundamental que os Núcleos de Prevenção das Violências e Promoção da Saúde das Secretarias de Saúde estaduais e municipais coloquem em seu planejamento para o ano de 2010 ações de promoção da saúde e de cultura de paz que incentivem práticas educativas não violentas. Como afirmam Simone Assis e Suely Deslandes "a violência intrafamiliar potencializa a violência social", finaliza.



Saiba mais sobre o curso


Vejam os gráficos abaixo:






Fonte: VIVA SINAN/SVS/MS 2009.


18 de dez de 2009

Em meu coração "forever"

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Cida !

Que coisa boa!

Linda medalha, linda porque em seu colo brilhou mais! você é especial!

Gostaria muito de ter ido, mas tive que ficar de repouso absoluto, mas estou super bem!

você é muito linda ....seus cachinhos são lindos, o vestido está muito chic ...de bolinha...o cinto vermelho...nossa caiu super bem...suas filhas são lindas....sua família ....seu amigos todos , que pena que não pude ir ,mas olha você está em meu coração foreverrrr

beijocas e parabéns !

Glaucia Sales
Graduada em língua estrangeira

Gostei também de ver a Railda.

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Cida,
Amei ver você!
Você está linda!

Gostei também de ver a Railda.
Recomendações e minhas saudades.

Cida, de novo e mais forte, meus Parabéns!
Parabéns também pelo seu aniversário que vem chegando! E o da Railda também não é.
Beijos,

Neiva Magna
Psicóloga e integrante da ordem das Irmãs Clarissas.
São Paulo - SP

Lembranças de guardas-chuva magenta com uma estrela em destaque

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"Cida,

Ressalto aqui o que já afirmara em e-mail pessoal a você, antes mesmo do evento que a homenageou.

Sei que fará ainda muito mais por quem precisa, mas não concordo que ainda não era momento para o reconhecimento público da Assembléia Legislativa.

Tenho certeza que só servirá para animá-la ainda mais (como se fosse possível vc desanimar n'algum momento!).

Lembranças de guardas-chuva magenta com uma estrela em destaque, em grandes e memoráveis caminhadas pela cidade de Goiânia.

Parabéns, grande mulher! Merece até pensar e construir vôos mais altos, mas essa é a mesma história"!

Cláudio Marques Duarte
Jornalista
Goiânia - Goiás

O blog é DEZ!



Lindas filhas!
Linda homenagem!
Como mulher, fico orgulhosa,
como rede Não Bata, Eduque, confiante!
Parabéns! O blog é DEZ!

Eleonora Ramos
Jornalista e coordena o Projeto Proteger
Salvador - Bahia


Sobre o Projeto Proteger

O Projeto Proteger, coordenado por Eleonora Ramos, desenvolve, no estado da Bahia, um importante trabalho de esclarecimento e orientação sobre os efeitos novivos da prática de se educar crianças e adolescentes por meio de castigos físicos e humilhantes. O material pedagógico publicado pelo Proteger é excelente.

Para maiores informações
entre em contato com Eleonora Ramos pelo e-mail:
nora.ramos@hotmail.com


Cida Alves

17 de dez de 2009

Cida recebe medalha de honra ao mérito

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A homenagem me deixou muito contente, claro! Mas às vezes fico
sentindo que ela aconteceu meio cedo, pois compreende que ainda
tenho muito a fazer pelos direitos humanos de pessoas
que vivem situações de violência.

Mas uma coisa é certa, adorei ter um motivo
para falar com pessoas que amo demais e que nem sempre
a rotina do trabalho nos permite esse gosto.
Receber palavras e gestos tão afetuosos de todos vocês foi maravilhoso!

Amigos e amigas, me senti tão mimada por vocês.
Foram tantas mensagens , cada uma mais linda do
que a outra, que resolvi publicá-las no blog, logo abaixo das fotos.







Cida Alves
Goiânia









Clara Alves (filha da Cida), Deputado Mauro Rubem e Cida Alves, durante a solenidade de entrega da medalha de honra ao mérito.













Minha filha Clara Alves topou me ajudar na
divulgação da Rede Não Bata Eduque,
que visa erradicar os castigos físicos e
humilhantes em crianças e adolescentes
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Clara e Cida na fila dos homenageados.



A turma das medalhas.


Meu preciso sobrinho Miguel Alves


Meus amigos e parceiros de luta,
Walderes Brito,
Rezende e Padre Geraldo


As jornalistas Maria Glória e Jeiza Reis
e a desing indutrial Méria Cristina.
Todas irmãs, de sangue e de coração.


Eu e minha doce e linda filha Cecília Alves



Eu e o meu esposo Rosimar Silva.



Medalha na mão: Minha irmã caçula,
Méria Cristina, filha Clara Alves e eu.

Eu e minha irmã do coração Railda Martins, psicóloga, militante
do Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua e mestranda
do Programa de Pós -graduação da Faculdade de Educação - UFG,



Cida e o sobrinho Nelson Bezerra, estudante de Ciências Sociais da UFG.


Marcélia Fernandes, psicóloga em Goiânia,
ex-colega de graduação na faculdade de Psicologia
- UCG e minha amiga do coração.

Magno Medeiros, irmão querido, jornalista,
doutor em comunicação e diretor da
Faculdade de Comunicação e Relações Públicas da UFG.


Meus amados pais: duas presenças que me encheram de alegria.


Entre os queridos amigos, Ronaldo Ferreira e Luciana.




A bela de amarelo é a assistente social Ana Maria da
Secretaria Municipal da Saúde de Goiânia e da Casa da Juventude.
Ela também foi homenageada pela comissão de direitos humanos
da Assembléia Legislativa do Estado de Goiás


Cida e Clara momentos antes da entrega da homenagem.


Meus pais (Manuel e Antônia) e minha irmã Méria
na galeria do Plenário da Assembléia Legistativa, local da
Solenidade.



Clara, Glória e Cida após a entrega da medalha.

"Estou a pensar em seus pais, suas filhas, seu marido e suas irmãs"

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Cidinha,
agora já estou um pouco mais tranqüila para responder aos e-mails que recebo, já que no dia-dia a faculdade toma muito o meu tempo. O seu é o primeiro da lista.
Inicio este com o seu comentário.

Sim, também acho que você é nova. Mas, pensando melhor, pelo que eu conheço - não de ouvir contar - você, sempre, mostrou ter competência, garra e bravura para a luta, especialmente, contra as desigualdades e a violência que atinge pesado os despossuídos. Creio que foram esses elementos que a comissão levou em conta ao elegê-la merecedora da premiação.

Somada a todas essas qualidades você ainda tem uma sensibilidade ímpar. É! É isso mesmo! Acho que não dava para não ser reconhecida. No seu caso, não são anos contados que devem somar muitas décadas, mas anos plenamente vividos na busca da paz, de maior justiça e igualdade para todos.

É justo! É seu o prêmio. Desejo, de coração, que este a fortaleça para os próximos rounds. Ou, como ainda deve ser dito: a luta continua!

Estou a pensar em seus pais, suas filhas, seu marido e suas irmãs. Como devem estar? Absolutamente orgulhosos, não é mesmo? E seus amigos, suas amigas (aí me incluo, serena e humildemente)? Orgulhosos também, por tudo, e mais ainda, por merecermos sua amizade e consideração.

De fato, você é grandiosa! Viva a Cidinha! Muitas vezes. Viiiiiiiivaaaaa!
Abraço-a com carinho.

Paz e Bem!

Dalva P. Andrade
Professora Universitária
Goiânia (GO)

"Faz a diferença"

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Fiquei feliz com seu convite. Que pena não pude estar presente por motivo trabalho agendado.
Saiba mais uma vez. VOCÊ FAZ A DIFERENÇA.
Abraços.

Ágda Alves
Pedagoga
Goiânia (GO)

"Sinta-se abraçada por mim!!"

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Querida Cida!
Fico muito feliz e orgulhosa por você!! Você merece sim..., muito bom ver o trabalho de pessoas comprometidas, competentes e éticas que realmente se dedicam ao Bem e que contribuem ativamente para um mundo com menos Violência, mais Paz e mais Justiça!! Desejo a você muito sucesso de coração e sinta-se abraçada por mim!! PARABÉNS!!
E aproveito para desejar um FELIZ NATAL e um ANO NOVO de muita saúde, alegrias e realizações junto aos seus!
Beijos grande!

Mércia Gomes O de Carvalho
Consultora Técnica
CGDANT/DASIS/SVS/MS
SAF SUL, Trechos -02-Lotes 05/06- Bloco F
Torre 1 Edifício Premium- Térreo
Sala 14. CEP: 70.070-600. Brasília/DF
61-3306-7120

"Não digo isso por acaso"

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Bom Cida,

Infelizmente não foi possível participar de sua homenagem.

Estamos no período de fechamento de semestre nas duas instituições (Faculdade Montes Belos e UEG) e tive que trabalhar na segunda à noite.

Mas não poderia deixar de agradecer o convite e parabenizá-la pela HOMENAGEM.
Penso que a homenagem é justa sim. O que talvez seja injusto é que você merece mais que uma homenagem. Nunca lhe disse, mas percebi a pessoa especial que você é desde o dia que tive oportunidade de conversar com você pela primeira vez.

Não digo isso por acaso, é que acho que tenho habilidade para identificar pessoas que tem bom coração, assim como as que não tem (rsrsrsrs).

Tenho certeza que você é especial para muitas pessoas. Aliás sua atuação é na defesa do ser humano, especialmente, aqueles que mais precisam de ajuda.

Desejo-lhe, de coração, muitas felicidades neste final de ano e no próximo que está para iniciar.

Festeje bastante, você merece.

Um forte abraço,

Marlúcio Tavares do Nascimento
Professor Universitário
São Luiz de Montes Belos

"Sua história de lutas pelos direitos humanos"

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Cida,
Fiquei sem abrir meu e-mail e só vi esse convite agora.
Que pena.
Espero que tenha sido maravilhoso para você, pois esse reconhecimento é totalmente legítimo, por sua história de lutas pelos direitos humanos.
Parabéns.
É um privilégio estar perto de você.
Beijos

Karen Michel Esber
Mestre em Psicologia Social
Especialista em: Terapia de Famílias e Casais, Terapia Sexual e Psicologia Jurídica
Consultora em Atenção à Violência
Secretaria de Estado da Saúde de Goiás - Área Técnica de Saúde Mental
Clínica Cenarium (62) 3212-66-14

"Ação de cidadania"

Oi Cida,
parabéns por sua ação de cidadania, por sua iniciativa pela vida.
faz uma festa para comemorar a ocasião e o aniversário.
Assim a gente pode dar presente.
abração,

Katya Alexandrina Matos Barreto Motta
Psicóloga
Goiânia (GO)

"Merecida - Cidissimas"

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Cida, só agora abri o meu e-mail depois da solenidade, mas mesmo tardiamente envio minhas saudações pelo homenagem.
Aliás, muito merecida - Cidissimas.

Com carinho,

Certilândio Santos
Psicólogo
Goiânia (GO)

Em meu nome e do Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua.

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Bom dia Cida

Só vi seu e-mail hoje, pois cheguei ontem de Brasília. Parabéns pela homenagem em meu nome e do Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua.

Abraços

Cida Martins
Psicóloga e militante dos direitos de crianças e adolescentes
Goiânia (GO)

15 de dez de 2009

Fiquei muito feliz por você

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Cida...
Penso que não é necessário muitas palavras para demonstrar o carinho e
admiração que tenho por você, fiquei muito feliz por você...
Parabéns!
Um abraço!

Arleide Maria dos Santos Santos.
Assistente Social
Goiânia (GO)

Pela dedicação

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Você merece esta homenagem sim, pela dedicação, empenho e por ser uma pessoa especial. Parabéns e que você seja sempre iluminada. Se não nos vermos, desejo a você e sua família um natal esplendoroso, cheio de muita saúde, paz e alegria. Que o ano novo seja repleto de muitas alegrias e conquistas.
Um grande abraço e dê um abraço para Railda também.

Nilva Pereira
Coordenadora do CREAS
Goiânia (GO)

Homenagem justa

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Bom Cida,

Que bom falar com você; uma homenagem justa e certa para pessoa que você é e tem feito;
Parabéns!!!!!!

Beijos,

Terezinha de Jesus Aguiar
Professora e sindicalista
Jornalista
Goiânia (GO)

Companheira Cida!!!!!!!

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Não sei se poderei estar, mas fico profundamente feliz pela homenagem a você, que tanto merece!
Parabéns, companheira Cida!!!!!!!

Cláudio Marques Duarte
Jornalista
Goiânia (GO)
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Querida Cida,
Receba meu abraço e parabéns.
Gostaria muito de estar presente na homenagem, dividir com você as alegrias deste momento.
Beijo muito grande,

Herculano Campos

Mande as fotos de esse momento especial.

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Cida,
Parabéns! E com certeza você merece sim.
Espero que seja um sucesso. Obrigada pelo convite, mas infelizmente não tenho como sair de Brasília.
Mande as fotos de esse momento especial.
Um beijo.

Janaina Gomes B. Fagundes
Educadora Física
Brasília (DF)
Coordenação Geral de Vigilância de Doenças e Agravos Não-transmissíveis
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Cida, parabéns pela homenagem e pelo belo trabalho.
Atenciosamente,

Paulo Edison Fleury C. de Oliveira
Gerente da Caixa Econômica Federal.
Goiânia (GO)

pela sua luta para amenizar o sofrimento das mulheres e crianças vítimas de violência

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Querida Cida

Parabéns pela justa homenagem. Fico muito feliz pela sua luta para amenizar o sofrimento das mulheres e crianças vítimas de violência. Sou sua fã.

Beijos

Angela Oliveira
Jornalista
Goiânia (GO)

Você merece sim!!!!

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Parabéns Amiga!!!
Você merece sim!!!!
Estou em Uberaba com minha filhota fazendo vestibular ,e não chegarei a tempo.
Beijos

Mara Lucia Evangelista da Rocha
Socióloga
Goiânia (GO)

Reflexo de todo o trabalho

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Querida Cida,

Bom dia.
Parabéns, penso que esta medalha é um reflexo de todo o trabalho que você vem desenvolvendo ao longo dos anos.

Infelizmente não poderei estar presente, no entanto, saiba q sinceramente me alegro com você em mais esta conquista.

Na oportunidade lhe agradeço por ter aceito o convite da semas, grata pela sua atenção, sua palestra foi muito bem avaliada pelo grupo.

Um grande abraço e sucesso um 2010 com realizações em dobro.
Que deus a abençoe ricamente.

Com carinho.

Karine Marques Rodrigues Teixeira
Assistente Social
Goiânia (GO)

O mérito é todo seu.

Que chique, poderosa!
Parabéns!!!! O mérito é todo seu.
Beijos grande

Maria Regina dos Reis Dutra
Psicóloga
Goiânia (GO)

Daqui estarei unida a você

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Oi minha amiga Cida, você é mesmo muito humilde!
Você merece e muito!
Eu daria a você todas as medalhas!
Não precisaria repetir que sou sua admiradora.
Perco muito por não poder conviver com você.
PARABÉNS!!!!!!!!!!!!!!!!
Daqui estarei unida a você neste 14.12.09 às 19h.
Grande abraço.

Neiva Magna Martins
Psicóloga
São Paulo (SP)

14 de dez de 2009

"Colocando em prática muito de nossos sonhos"


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Cida...


Claro que você merece, lembra quando sonhávamos com mudanças, fazer o bem aos mais necessitados, ser justos, protestávamos contras as mazelas do nosso país?

Hoje estamos colocando em prática muito de nossos sonhos dos anos 80.

Parabéns, eu, Vera e Gabriel ficamos felizes com essa homenagem justa.

Um beijo...

Silvano Lira
Palma (TO)

P.S: Vocês são especiais, amigos de verdade, mesmo sem a convivência nos últimos tempos o sentimento não acaba, pois nossa amizade é sólida.

"Você que acredita e luta pelos outros"

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Olá,

É uma homenagem merecida, quem dera tivéssemos muitas, muitas outras pessoas como você que acredita e luta pelos outros, especialmente as crianças/adolescentes que de fato precisam de nossa ajuda. Sabemos que não é uma luta fácil e muitos a acham inócua, pois já perderam a esperança até em si mesmos e como tal acham que ninguém mais tem jeito e tudo já está determinado.

Parabéns continue fazendo este trabalho lindo e especial, aqui a gente também faz o que pode e segue em frente.

Abraços,

Maria Aurora
Professora Universitária
São Luiz dos Montes Belos (GO)

"Afetuoso abraço"

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Cara Cida,

Parabéns pela merecida homenagem!

Um grande e afetuoso abraço,

Fausto Jaime
Médico sanitarista
Goiânia /GO

"Chique"

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Oi Cida, nossa, mas que chiqueeee!!!

Parabéns pelo reconhecimento que é muito justo! Infelizmente não poderei ir porque estarei em Brasília.

Forte abraço e parabéns!!!

Edson Ferreira Alves
Professor Univesitário
São Luiz dos Montes Belos (GO)

"lavoura" de bens realizados em prol da humanidade

Querida Cida,

Me sinto sensibilizada com seu convite, aproveitando a oportunidade para parabenizá-la pela grandeza de suas ações e pelo presente de ter conhecido alguém como você! Que a vida te dê retornos pela linda "lavoura" de bens realizados em prol da humanidade. Pessoas que se colocam em "brechas" que dão continuidade a luta pela vida e pelos valores reais que precisamos resgatar.

Estou muito feliz por você! Feliz demais!!

Um grande beijo, querida.

Márcia Torres
Psicóloga e Pedágoga
Goiânia/GO

"mérito talhado no dia-a-dia"


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Parabéns Cidoca!


Estou muito orgulhoso em ter uma irmã reconhecida internacional e planetariamente pelo trabalho desenvolvido em prol dos direitos humanos. A medalha faz jus ao mérito talhado no dia-a-dia.

Abraços e beijos.

Magno Medeiros
Jornalista
Diretor da Faculdade de Jornalismo da UFG
Goiânia / GO

"Noooossssa..."

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Noooossssa, você esta demais heim?

Estarei la com muito orgulho para homenageá-la.

Beijos,

Mary Signorelli Faria Lima
Assistente Social
Goiânia/GO

" Estaremos lá"


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Uauuuuuu!!!!


Cida, que delícia de notícia!

Fico muito contente com o mais que merecido reconhecimento do seu esforço.
Sei da seriedade com que conduz suas empreitadas.

Estaremos lá, com certeza...

Mega parabéns!

Walderes
Jornalista
Goiânia/GO

"Meus parabéns"

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Comadre,

Infelizmente (por motivos óbvios) não poderei estar com vocês nesta data tão importante.

Fiquei muito feliz de saber da premiação. Meus parabéns e um abraço muito, muito, muito forte.

Horácio Antunes
Professor
Universidade Federal do Maranhão
São Luiz do Maranhão

"Você é uma referência"

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Querida Cida,

parabéns pelo reconhecimento público!

Você é uma referência e tem nos ensinado muito sobre a necessidade de integrar as várias dimensões de nossa existência.

Sempre penso em você como a pessoa que consegue, no cotidiano, aplicar os princípios de garantia dos direitos humanos, tanto na dimensão micro, quanto macro.

Sinto não poder ir pois tenho reunião de Departamento-planejamento 2010.
Celebro com você!

Saudações carinhosas!

Dais Rocha
Odontóloga
Brasília - DF

"Minha amiga"

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Minha amiga,

Parabéns pela homenagem e reconhecimento merecido.

Um beijo

Agenor Vieira de Moraes Neto
Psicólogo
Campinas (SP)

"Muito legal"

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Oi Cida,

Muito legal! Parabéns!

beijos,

Ana Luiza

"generosidade"

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Querida Cidinha,

Com certeza essa homenagem é mais do que justa, a sua generosidade é tamanha e pude experimentá-la quando me acolheu em sua casa durante o período que fiz a disciplina no programa da Pós. Imagino que a sua atuação seja muito relevante aí no seu Estado...Se não tivesse avaliação aqui na segunda-feira com certeza iria prestigiá-la. Mas desejo-lhe sucesso, saúde e felicidades!

Parabéns pela merecida homenagem!

Um abraçao!

Lucia Valente
Universidade Federal de Uberlândia – Campus de Ituiutaba
Faculdade de Ciências Integradas do Pontal
Av. José João Dib, 2545- Bairro Progresso
38302-000 - Ituiutaba-MG

"Fazer valer"

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Querida Cida,

Este prêmio (homenagem) é mais do que merecido. Reflete sua dedicacão e esforco por todos os anos de trabalho voltados a "fazer valer" os direitos humanos. Parabéns!!

Infelizmente não poderei comparecer pois viajo de férias na segunda, mas tenha certeza de que tenho muito orgulho de conhecer uma pessoa como você, merecedora deste mérito.

Um abraço!

Lícia Melo
Goiânia/GO

"conte com nosso apoio"

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Cida,

Parabéns pela iniciativa e conte com nosso apoio.
beijos.

Marcy Gomes
Assessora Técnica
Terra dos Homens - ABTH
21 2524-1073 r.22

"trabalho sério, dedicado, competente"

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Cida, você sabe como eu te admiro.

Parabéns pelo reconhecimento. Ele é reflexo de seu trabalho sério, dedicado, competente. Você ainda vai muito mais longe nessa sua luta pelos direitos infanto-juvenis e vai colher muitos mais frutos bons.

Estou muito orgulhosa de você. Que bom ser sua irmã.

Te amo muito, do fundo de meu coração.

Glória
Jornalista
Goiânia/GO

"Parabéns pela medalha"

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Cida,


Que bacana! Parabéns pela medalha. Eu iria representar o prof. Wolmir nesta solenidade, mas surgiu uma agenda mais urgente (negocição com o DCE) e não poderei ir.
Mais uma vez parabéns.

Abraços

Sonia Margarida
Psicóloga
Goiânia/GO

Os que estão com você nessa travessia se sentirão todos homenageados

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Prezada Cida,

É com grande satisfação que recebo a mensagem-convite. Com certeza é uma homenagem mais que merecida, pois as causas nobres que embalam os corpos com seu ímpeto para agir, merecem ser reconhecidas sim nesses corpos que nela se embalam. Corpos que exalam aroma de esperançar (não aquela que espera, mas a que é esperAção...). Os que estão com você nessa travessia se sentirão todos homenageados.

Continuo repetindo: libertar a palavra.

Luiz Nascimento
Psicólogo
Goiânia/GO

Homenagem Merecida

Oi Cida,

A homenagem é muito merecida!!!!
Parabéns...farei o possível para estar lá...abraços.

Eliane Terezinha
Pediatra
Goiânia/GO

12 de dez de 2009

Assembléia Legislativa de Goiás homenageia Cida Alves



Goiânia (GO) – Cida Alves (foto) será homenageada dia 14 de dezembro pela Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Estado de Goiás, às 19horas, no plenário da Assembléia, com a Medalha ao Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira.

O evento será durante a sessão solene em comemoração aos 61 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Segundo o Deputado Mauro Rubem, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Goiana, “Cida será, justamente, homenageada em sinal de reconhecimento pela dedicação e empenho na defesa dos Direitos Humanos no Estado de Goiás e no Brasil”.

Cida é psicóloga, formada pela Universidade Católica de Goiás, com formação em psicodrama terapêutica, mestra em Educação Brasileira pela Faculdade de Educação da UFG, onde apresentou a dissertação “A violência física intrafamiliar como método educativo punitivo-disciplinar e os saberes docentes”, que faz uma reflexão crítica sobre a prática familiar de se bater para “educar” crianças e Adolescentes.

Atualmente Cida é doutoranda pelo Programa de Pós-graduação da Faculdade de Educação da UFG, na linha de pesquisa Formação e Profissionalização Docente.

Atuação
Cida Alves é uma das principais especialistas no atendimento de pessoas em situação de violência no estado de Goiás. Desde 1986 sua vida é marcada pela militância em defesa dos direitos de crianças, adolescentes e mulheres, bem como de comunidades excluídas, como foi o caso da Aldeia indígena Karajá de Aruanã (GO), às margens do Rio Araguaia, quando liderou um grupo de jovens na defesa da recuperação das terras dos índios karajá.

Cida pertence ao Núcleo de Prevenção das Violências e Promoção da Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia; participa do Conselho Regional de Psicologia do Estado de Goiás e é colaboradora do Ministério da Saúde na Área de Vigilância em Violências Domésticas e sexual.

Como defensora dos direitos das crianças, Cida participa da campanha pela erradicação dos castigos físicos e humilhantes em crianças e adolescentes no Brasil, inclusive participou nos dias 2, 3 e 4 de dezembro, no Rio de Janeiro, do “1º Simpósio Nacional de Direitos da Criança e Adolescentes: pela erradicação dos castigos físicos e humilhantes”, onde representou o núcleo de prevenção e promoção da saúde, da prefeitura de Goiânia.

Neste simpósio, Cida apresentou a proposta de se implantar no Brasil o Pré-natal Afetivo, cujo objetivo “é capacitar mães e pais sobre o desenvolvimento infantil e as práticas não violentas de se educar”.

Sobre erradicação dos castigos físicos em crianças e adolescentes, Cida disse que “25 paises no mundo têm leis aprovadas que asseguram à crianças e adolescentes o direito de não sofrerem castigos físicos e humilhantes”, destaca. Diz também que “nesses países nenhum ser humano, adulto ou criança, pode receber qualquer tipo de castigo físico e humilhante, nossa luta é conseguir esse avanço para o Brasil, como já existe nos vizinhos Uruguai, Venezuela e Costa Rica”, finaliza.

Fonte: Girbrasil



2 de dez de 2009

“Educar para a Convivência"

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O curso “Educar para a Convivência" foi concebido como instrumento para práticas necessárias à prevenção do comportamento violento e ao desenvolvimento da autonomia na administração das diferenças interpessoais, à inclusão de crianças rejeitadas pelo grupo e ao manejo dos conflitos entre os alunos e destes com seus professores.

Desta forma proporcionará a professores e psicólogos o contato com ferramentas educativas voltadas para a prática e a ampliação do repertório comportamental de professores e de alunos.

O programa constitui-se, então, numa alternativa de atuação para psicólogos e professores que poderão adaptar as atividades constantes do programa às necessidades de seu trabalho.

PÚBLICO ALVO: Psicólogos e alunos do último ano do curso de psicologia e professores do ensino fundamental

OBJETIVOS:

Psicólogos:


• Analisar os aspectos sociais e emocionais da relação professor-aluno;
• Implementar o programa de educação social e afetiva como estratégia de atuação nas escolas e;
• Identificar possíveis dificuldades no desenvolvimento do programa e buscar alternativas que viabilizem mudanças efetivas.

Professores:

• Promover o desenvolvimento pleno dos alunos, trabalhando suas relações sociais;
• Desenvolver habilidades que permitam à criança superar e evitar o surgimento de problemas de comportamento e/ou emocionais e relativos à aprendizagem;
• Manejar situações problemáticas em sala de aula ao se depararem com:

- Alunos que não participam das atividades escolares com os demais, ficando aquém do nível sócio-cognitivo dos demais colegas;
- Problemas de comportamento de alguns alunos, que repercutem no andamento da classe;
- Relações agressivas, brigas, ambiente tenso em sala de aula, que levam à rejeição de crianças que expressam tais comportamentos;
- Crianças excessivamente tímidas, inseguras ou com relações conflitivas com os demais, que, em decorrência, apresentam um desempenho escolar deficitário.

DURAÇÃO: O treinamento terá a duração total de 20 horas, realizado em cinco dias consecutivos, com data prevista para janeiro/2010, mas sujeita à modificação

DOCENTE: Profª Drª Márcia Helena da Silva Melo. Psicóloga clínica infantil, com experiência acadêmica em treinamento para professores do ensino fundamental. Graduada em Psicologia pela Universidade federal do Pará (1996), mestre em 1999, doutora em 2003, com pós-doutorado no ano de 2006 – todos em Psicologia, pela Universidade de São Paulo. Autora de artigos científicos voltados para as áreas de competência social e prevenção.

CONTEÚDO:
O treinamento consta de atividades práticas e vivenciais voltadas aos seguintes temas:

1. Interações sociais entre as crianças e destas com seus professores;
2. Problemas comportamentais e emocionais;
3. Rejeição entre aluno e aprendizagem;
4. Habilidades sociais: comunicação, civilidade, assertivas, empáticas e expressão de sentimento positivo;
5. Manejo de situações difíceis em sala de aula: ausência de participação dos alunos em atividades com os demais, problemas de indisciplina, timidez e agressividade.
O conteúdo será apresentado em aulas expositivas e treinadas as atividades que compõem o programa de educação.

MATERIAL UTILIZADO:
• Material escrito/impresso do conteúdo do treinamento;
• Textos indicados pela ministrante;
• Material de apoio criado pela ministrante (ilustrações, jogos);
• Recursos áudios visuais.

LOCAL DO CURSO: Vitally Centro de Saúde – Rua 10, nº 1073, St. Oeste (próximo à Pça. Do Sol).
Fone: (62) 3954 7099/ 3954 7199
e-mail: contatovitally@gmail.com

VALORES DO CURSO:
• Matrícula : R$20,00 (vinte reais)
• Valor: R$300,00 (trezentos reais)
• Condições de pagamento:
- à vista – 10% de desconto
- parcelamento em 3 X – entrada e cheque para 30/60 dias;
- grupos de 3 pessoas ou mais, desconto de 10% e parcelamento em 2X (*)

21 de nov de 2009

Papéis conjugais e parentais na situação de divórcio destrutivo com filhos pequenos

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Sensibilizada pelo debate estabelecido no blog Educar sem violência a partir da postagem “O judiciário e a arriscada aposta em vínculos familiares idealizados e artificiais”, a pesquisadora Mariana Martins Juras, disponibilizou a sua dissertação para os interessados em aprofundar o tema da Síndrome da Alienação Parental. A sua pesquisa teve como orientadora conceituada Profª Drª Liana Fortunato Costa da Universidade de Brasília.

A dissertação de Mariana Martins Juras faz uma profunda reflexão crítica sobre a Síndrome da Alienação Parental. Considero que o seu trabalho é uma referência obrigatória para os profissionais que atuam com crianças, adolescentes e famílias.

Veja aqui o resumo e as considerações finais de sua dissertação. Os interessados em conhecer a dissertação completa é só enviar um e-mail que encaminho o texto em pdf.

15 de nov de 2009

A tragédia das meninas do Hamas e a pequena conquista de duas mulheres de coragem



Foto: Getty Images

Nujood Ali (esq.) e Shada Nasser (dir.), advogada da menina, recebem o prêmio Glamour Women of the Year de 2008, em Nova York, 02 de novembro de 2009



A jornalista e escritora franco-iraniana Delphine Minoui conta em um livro a história de Nojoud Ali, uma menina iemenita de 10 anos que foi a um tribunal e obteve o divórcio do marido, mais de 20 anos mais velho que ela, com a ajuda e determinação do juiz.

Em entrevista, a autora explica que a história contada no livro Moi Nojoud 10 Ans Divorcee (Eu Sou Nojoud, 10 Anos e Divorciada, em tradução livre) é a prova de que, apesar da permanência destas práticas, que atentam contra os direitos mais elementares da infância e das mulheres, "há esperança" para as meninas que são obrigadas a se casar.

"Apesar de seu caso ser trágico, assim como, infelizmente, da metade das meninas do Iêmen, a coragem da pequena" foi o que incentivou Minoui a escrever o livro, conta.

A menina "quebrou um tabu e foi se refugiar em um tribunal para pedir o divórcio, depois que a casaram com um homem 30 anos mais velho, que abusava sexualmente dela".

"Teve a sorte de encontrar um juiz que aceitou ouvi-la, que se comoveu com sua história e prometeu ajudá-la, advertindo, no entanto, que a vitória não era certa", conta a escritora, cujo pai é iraniano e que vive no Líbano.

Cumprindo o prometido, "o juiz se mobilizou, contratou uma advogada especialista em direitos das mulheres, que divulgou o caso à imprensa e pressionou para que Nojoud recebesse o divórcio".

"Segundo estatísticas que encontrei na Universidade de Sana (capital do Iêmen), mais da metade das meninas no Iêmen se casa antes dos 18 anos e é comum ver menores de 11, 12 ou 13 anos carregando os filhos nos braços", narra.

De acordo com a jornalista, "isso faz parte da normalidade, não só no Iêmen, mas também em países como Afeganistão, Egito e outros da região", onde muitas vezes se impõe a lei do silêncio e transforma o tema em tabu.

No entanto, afirma que "o fabuloso por trás da tragédia de Nojoud é que há esperança, porque ela ousou fazer o que nunca ninguém tinha feito antes", como conta o livro, já traduzido para mais de 20 idiomas.

Para a jornalista, as dificuldades da vida das mulheres nesta região do mundo são devido a vários fatores, "entre eles, o religioso, já que, em muitos países, as leis são inspiradas na lei islâmica, ou sharia".

"Mas é um clichê atribuir a situação da mulher apenas à religião, já que existe também o fator tribal, onde prevalece a questão da honra, principalmente nas aldeias, onde e mal visto que uma menina cresça sem se casar", explica.

"Temem que brinque com outras crianças, que seja sequestrada por um homem, que tenha relações - não necessariamente sexuais - antes do casamento, por que estas coisas sujariam a honra da família, da tribo e do bairro", afirma a jornalista.

Outro fator para explicar os casamentos com meninas menores de idade é a pobreza.
"Tomemos o caso de Nojoud. Seu pai está desempregado, casou-se duas vezes e tem 16 filhos. Para ele, casá-la é livrar-se de uma carga, é uma boca a menos para alimentar", diz.

A educação também tem papel crucial e Minoui ressalta que o fenômeno acontece no Afeganistão ou no Egito, mas não no Irã - por exemplo -, onde a mulher tem acesso à educação.

"Mais de 90% das mulheres são escolarizadas e, com isso, já conseguiram a primeira etapa para sua liberdade e emancipação", opina.

Assim, "inclusive jovens de meios tradicionais, que vão ao colégio e à universidade, aprendem a refletir e a reivindicar seus direitos".

"Sem educação e sem consciência de seus direitos, quando um pai diz à filha que esta se casará amanhã, ela não sabe que tem direito de dizer não. A mulher é submetida e vê que a mãe e as irmãs maiores tiveram o mesmo destino", conta.

Mas há pessoas que lutam ativamente contra esta prática, mas, às vezes, a um preço muito alto. "As mulheres que trabalham nas ONG são ameaçadas de morte, são emitidas fatwas (éditos religiosos) contra elas, acusam-nas de serem manipuladas pelo Ocidente e muitas acabam por abandonar", conta.

Além disso, a jornalista fala que, muitas vezes, "as autoridades não fazem fada para que as meninas tenham acesso à educação ou aos serviços de saúde. A maioria delas dá à luz em casa e o planejamento familiar é nulo".

No entanto, "o caso de Nojoud, que apareceu na imprensa local e nas televisões, contribuiu para que as coisas comecem a mudar, mas de modo muito lento".

Depois de Nojoud, outras menores de entre 10 e 11 anos no Iêmen obtiveram o divórcio. "Isso é encorajador. Na Arábia Saudita, uma menina era casada com um homem 50 anos mais velho, mas a mãe soube do caso de Nojoud e pediu o divórcio para a filha, e conseguiu", afirma Minoui.

Notícia encaminhada pela psicóloga Márcia Kafuri: “Cida, tudo bem? Veja só a última que recebi. Não chega a ser ótima a notícia, mas é, sem dúvida, um ótimo começo o fato de reconhecer o problema e suas dimensões”.



A HISTÓRIA OCULTA DO MUNDO
A PEDOFILIA DO HAMAS


Um evento de gala ocorreu em Gaza. O Hamas foi o patrocinador de um casamento em massa para 450 casais. A maioria dos noivos estava na casa dos 25 aos 30 anos; a maioria das noivas tinham menos de dez anos.

O mundo desconhece uma das histórias mais nojentas de abuso infantil, torturas e sodomização do mundo vinda do fundo dos esgotos de Gaza: os casamentos pedófilos do Hamas que envolvem até crianças de 4 anos. Tudo com a devida autorização da lei do islamismo radical.

A denúncia é do Phd Paul L. Williams e está publicada no blog thelastcrusade. org e é traduzida com exclusividade no Brasil pelo De Olho Na Mídia (ninguém mais na imprensa nacional pareceu se interessar pelo assunto).

Grandes dignatários muçulmanos, incluindo Mahmud Zahar, um líder do Hamas foram pessoalmente cumprimentar os casais que fizeram parte desta cerimônia tão cuidadosamente planejada.








"Nós estamos felizes em dizer a América que vocês não podem nos negar alegria e felicidade", Zahar falou aos noivos, todos eles vestidos em ternos pretos idênticos e pertencentes ao vizinho campo de refugiados de Jabalia.







Notícia encaminhada pela Izabela Barbosa,
advogada e coordenadora do Programa Liberdade Assistida da Secretaria Municipal de Assistência Social de Goiânia - GO.


12 de nov de 2009

Invertendo a Rota recebe Prêmio da FINEP


Foto: Rai Reis
Malu Moura, coordenadora do Instituto Dom Fernando, da UCG, em Goiânia, recebe em Cuiabá prêmio da FINEP, “estamos muito felizes - especialmente por pautamos via premiação o tema infância e adolescência neste espaço de reconhecimento publico e produção de conhecimento, que de forma inédita fomos vencedores por meio de uma proposta de enfrentamento a violação dos direitos humanos junto a população infanto-juvenil de nosso Brasil”.


O projeto de enfrentamento da exploração sexual infanto-juvenil em Goiás - “Invertendo a Rota”, da Universidade Católica de Goiás - UCG (2004 – 2007), foi o único vencedor na categoria Tecnologia Social do Prêmio FINEP - Região Centro-Oeste, entreque dia 5 de novembro de 2009, em Cuiabá - MT


O "Invertendo a Rota" foi coordenado por Benedito dos Santos, Maria Luiza Moura Oliveira e Mônica Barcellos Café. A equipe era composto pelos pesquisadores Maria Aparecida Martins, Karen Michel Esber, Noemi Assis, Núbia Ângelica de Jesus e Iraides Campos da Luz. Também participaram do projeto os alunos pesquisadores Ângelo da Paixão, Daiane de Oliveira Bronzi, Ellen Cristina Martins Lopes, Waneide Clemente A. Lopes, Patrícia de Melo e Vanirlene Ferreira Lima.

O Prêmio FINEP de Inovação é a maior premiação à inovação tecnológica do país, foi criado para premiar esforços inovadores realizados por empresas, instituições de ciência e tecnologia e organizações sociais brasileiras, desenvolvidos no Brasil e aplicados no País e no exterior.

Segundo Francisco Daltro, Secretário de Ciência e Tecnologia do Mato Grosso, "este Prêmio é uma ação multiplicadora, que estimula a todos que fazem inovação no País".


Comentário de Mônica Café

Invertendo a Rota foi um projeto de pesquisa-ação de enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes em Goiás bastante amplo no sentido de abarcar desde a abordagem dos adolescentes na rua, formação dos profissionais para onde estes adolescentes seriam encaminhados (escola, unidades de saúde, unidades de atendimento social), fortalecimento da Rede de Atenção a Criança, Adolescente e Mulheres em situação de Violência de Goiânia, formação da mídia a fim de que esta pudesse veicular notícias informativas sem o caráter de banalização da violência, responsabilização e atendimento ao autor da violência sexual.

Para mim, o melhor do Projeto foi as pessoas se identificarem com o nome "Invertendo a Rota" como protetores de crianças e adolescentes com os direitos violados, principalmente no que se refere à violência sexual. O curso de formação e os seminários temáticos aprofundando o tema junto com a organização de campanhas construíram esta identidade. Quando as pessoas me encontravam em algum espaço, me diziam: "sou também do Invertendo a Rota". Muitas vezes esta pessoa tinha apenas participado de algumas formações. Mas estava me dizendo que eu poderia contar com ela para o enfrentamento desta situação.



Mônica Café
Psicóloga, mestre em educação brasiliera - UFG
Goiânia-GO




10 de nov de 2009

"Quando o silêncio é rompido"




Caro Sr. William,

(comentário da postagem O judiciário e a arriscada aposta em vínculos familiares idealizados e artificiais)


Sinceramente não compreendo como ao ler a descrição do medo e ansiedade vividos pela criança o Sr pode relatar tal fato com... “É preciso ter cuidado ao tomar lados, as vezes quem parece a vítima, é apenas o lobo em pele de cordeiro.”

O relato descreve de forma paulatina a tentativa de ajuda às crianças para um reencontro que envolvia muito sofrimento, é um texto descritivo!! E traz reflexões...não é uma peça do processo e portanto não deve ser tratado como tal!

O Sr. sugere um filme, eu gostaria de sugerir alguns livros e documentos ...

Sugiro especificamente os textos de Scodelario (2002), Araújo (2002) e Gabel (1997), Lamour (1997) Furniss (1993) para que possam compreender como se estabelece a Síndrome do Silêncio ...
Gostaria também de aproveitar o espaço para problematizar uma questão: quando o silencio é rompido, mesmo que num blog, ainda existem tentativas de silenciar a psicóloga desqualificando seu trabalho!

Gostaria que o debate pudesse ocorrer com base no conhecimento já construído e divulgado acerca da violência sexual... para isto não é preciso desqualificar a fala do outro, mas fundamentar a própria fala com algo que não seja o senso comum de uma sociedade até então adultocêntrica e patriarcal (vide Guacira Lopes Louro e Heleieth Saffioti)!

Segue abaixo minhas sugestões...

ABUSO sexual doméstico: Atendimento às vítimas e responsabilização do agressor. CRAMI -Centro Regional aos Maus Tratos na Infância. São Paulo: Cortez; Brasília, DF: UNICEF, 2002 (Série fazer valer os direitos; v. 1).

ARAÚJO, Maria de Fátima. Violência e abuso sexual na família. Psicologia em Estudo, Maringá,7(2), p. 3-11, jul.-dez., 2002

AZEVEDO, M.A. Crianças Vitimizadas: A Síndrome do Pequeno Poder. São Paulo: Iglu Editora LTDA, 1989.

BLOOM, Shelah S. VIOLENCE AGAINST WOMEN AND GIRLS A Compendium of Monitoring and Evaluation Indicators. USAID East Africa Regional Mission, 2008.

COHEN, C. Sáude Mental, Crime e Justiça. São Paulo: Edusp, 2006.

Falando sério sobre a escuta de crianças e adolescentes envolvidos em situação de violência e a rede de proteção. Conselho Federal de Psicologia, Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia (Orgs), 2009.

FURNISS, Tilman. Abuso sexual da criança: uma abordagem multidisciplinar. Tradução: Maria Adriana Veríssimo Veronese. 2. reimpr. Porto Alegre: Artes Médicas, 1993.

GABEL,M. Crianças Vítimas de Abuso Sexual . São Paulo: Summus Editorial,1997.

LAMOUR, Martine. Os abusos sexuais em crianças pequenas: sedução, culpa, segredo. In: GABEL, Marceline (org.). Crianças vítimas de abuso sexual. Tradução: Sonia Goldfeder. São Paulo: Summus, 1997, p. 43-61.

SCODELARIO, Arlete Salgueiro. A família abusiva. In: FERRARI, Dalka Chaves de Almeida; VECINA, Tereza Cristina Cruz (org.) O fim do silêncio na violência familiar: teoria e prática. São Paulo: Agora, 2002, p. 95-106.

Espero que apos considerar estas leituras possamos continuar o dialogo.





Ionara Vieira Moura Rabelo
Psicóloga
Goiânia (GO)






Doutoranda em Psicologia pela UNESP-ASSIS (2008) e pesquisadora do Nucleo de Estudos sobre Violência e Gênero (NEVIRG), mestrado em Psicologia pela Universidade Católica de Goiás (2003), possui graduação em Psicologia pela Universidade Católica de Goiás (1994), graduação em Educação Física pela Escola Superior de Educação Física de Goiás (1992). Faz parte do grupo de trabalho sobre treinamento de gênero que colabora com o INSTRAW- United Nations. É professora adjunta da Universidade Paulista (UNIP- Campus Flamboyant/Goiânia), no momento licenciada para cursar Doutorado, pesquisadora colaboradora da Universidade Católica de Goiás. É psicóloga do Núcleo de Prevenção à Violência e Promoção à Saúde da Secretaria Municipal de Saúde da cidade de Goiânia(licenciada para estudos fora do muícípio). Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Psicologia Social e Saúde atuando principalmente nos seguintes temas: processos psicossociais, gênero, saúde coletiva, reforma psiquiátrica e psicologia da saúde. (fonte: currículo lattes)

8 de nov de 2009

" Parabéns pela sua luta apaixonada"


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Saudações Cida,


Quero parabenizá-la por nos mostrar como esse recurso tecnológico-comunicacional que é a internet, pode contribuir para libertar a palavra, com todas as implicações que esse recurso possui para questionar as violências em atos e decretos que rodeiam o cotidiano em geral e o da atuação profissional em particular.

A leitura do drama vivido por essa criança, que nos chega por meio de seu testemunho, retira-o do anonimato e o coloca na arena pública, pra que possamos refletir e canalizar nossas ações para intervir e compreender o lastro das violências que o acompanham. Além da violência em ato, a violência implícita nos decretos legais. E para apreender a abrangência das questões trazidas pela posição firme dessa criança em garantir sua dignidade, só mesmo qualificando seu modo de agir (sua posição no mundo) como ética, que não se confunde como qualquer norma moral ou jurídica, porque fundada no princípio inalienável de afirmação do agir autônomo, ou seja, do agir ético que é o próprio fundamento do agir livre.

A despeito de qualquer ato arbitrário (do jurídico, do adulto ou da norma familiar) afirma em seu agir a recusa de encontros que venham a aumentar o seu padecer. Para nós fica o registro desse relato intenso, da arbitrariedade institucional do decreto e, finalmente, do valor de trazer para a arena pública um drama que deve ser refletido e diante do qual devemos nos posicionar.

Parabéns pela sua luta apaixonada e por se posicionar duramente diante de tudo que reduz a dignidade do viver, ao mesmo tempo em que mantêm a ternura e delicadeza de seus gesto e sorriso, os alimentam relações de companheirismo e amizade. Continue libertando a palavra que revela atos perceptíveis, pouco perceptíveis e imperceptíveis das violências que nos cercam e nos envolvem no cotidiano.

Luiz do Nascimento Carvalho
Professor UFG (Psicólogo)

* Luiz do Nascimento Carvalho possui graduação em Psicologia (2001) e mestrado em Psicologia pela Universidade Católica de Goiás (2005). Professor assistente I (Dedicação exclusiva) da Universidade Federal de Goiás-Campus Catalão (CAC/UFG). Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Psicologia Social, atuando principalmente nos seguintes temas psicologia e direitos humanos, processos psicossocias do desenvolvimento e da sexualidade humana. (fonte: currículo lattes)

30 de out de 2009

Dissertação sobre violência física intrafamiliar



Informo aos visitantes e leitores do blog "Educar sem violência", que podem acessar a minha dissertação de mestrado no link ao lado.

Sob o título "
A violência física intrafamiliar como método educativo punitivo-disciplinar e os saberes docentes", a dissertação foi defendida no Programa de Pós-gradução da Faculdade de Educação - Universidade Federal de Goiás - UFG, com a orientação da professora Doutora Ruth Catarina Cerqueira Ribeiro Souza. (Cida Alves)

29 de out de 2009

Réplica e tréplica


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Texto extraído da lista de comentários do blog “Educar sem Violência”:


Oi Cida,

Obrigado pela pronta resposta. Sou administrador e pai em processo de alienação de minha filha.

Apesar de não possuir diploma na área, tenho estudado muito o tema nas várias esferas (psicológica, judicial e filosófica).

Você por ser mulher, não tem como saber o quão difícil é para um pai lidar com a cultura "pró matter" hoje intrincada no inconsciente coletivo de nossa sociedade.

É algo mais ou menos assim: Qualquer ato, mesmo que nocivo a criança praticado pela mãe é justificado como "amor de mãe". Os menores deslizes por parte de um pai, tornam-se casos de policia por negligência e/ou abuso.

Veja que não estou aqui negando a existência de tais atos e estes quando comprovados devem sim ser punidos, sejam praticados pelo pai, sejam pela mãe.

Hoje mesmo estamos discutindo na lista casos de mães que jogam seus filhos no lixo (http://ultimainstancia.uol.com.br/noticia/TRIBUNAL+PEDE+PARA+MAES+NAO+JOGAREM+FILHOS+NO+LIXO_66385.shtml?idConteudo=TRIBUNAL+PEDE+PARA+MAES+NAO+JOGAREM+FILHOS+NO+LIXO_66385.shtml).

É preciso acabar com esse mito de que amor de mãe vale mais do que amor de pai e passar a tratar da questão dos filhos de forma mais equitativa e equilibrada.

Infelizmente é grande o número de mulheres que não consegue separar a frustração da falência da relação homem-mulher e acabam transferindo para seus filhos um peso que estes não deveriam carregar.

Pai e mãe são importantes na vida dos filhos e em nenhuma circunstância, uma criança deveria ser incentivada, "preparada", ou orientada a como lidar com seu pai.

Sobre a questão de discernimento de uma criança de 9 anos, ouvi outro dia um paralelo interessante. O que responderia a uma criança de 9 anos, caso esta dissesse que não deseja mais ir a escola? Seguiria a vontade dela?

O exemplo apesar do contexto diferente é categórico ao demonstrar que criança ainda precisa fazer aquilo que os adultos consideram melhor para elas.

Pelo que entendi do texto, não apenas o juíz, mas a equipe multidisciplinar, entenderam que trata-se de um caso de Alienação Parental, colocando em suspeita a acusação.

Da mesma forma que uma denuncia de abuso deve ser investigada com os devidos cuidados de não separar o pais dos filhos, o reconhecimento de que existe Alienação Parental deveria colocar a todos em alerta em relação as atitudes da mãe e principalmente em relação as verbalizações das crianças.

No mais, reforço o que disse no primeiro texto. Não tomei posição em nenhum dos lados e acho que você justamente por estar envolvida no caso e pelo lado da mãe, deveria ser mais cuidadosa com os posicionamentos.

A internet tem um alcance que às vezes desconhecemos e não temos nós o direito de afetar a vida das pessoas com base apenas em impressões.

Para terminar lhe digo que independente do que esteja escrito no processo, em qualquer demanda jurídica existem sempre tr6es verdades.

A verdade da parte I, a verdade da parte II e a verdade dos fatos.

Então cuidado, pois mesmo escrito em petição e anexado ao processo, é preciso que haja provas contundentes.

Alegações sem prova, não tem ou não deveriam ter valor.

[]'s

William


Resposta:

Willian (?),

Como uma pacifista e uma democrata convicta, acredito que sempre deve prevalecer o respeito e a tolerância às diferenças. Nesse sentido, vou respeitar todas as opiniões que parecerem no meu blog, sem nenhuma censura. É essa a minha meta.

Mas não gosto de dialogar com alguém em uma relação desigual.
Não temo nenhum debate! Mas exijo que ele seja franco, leal e sem dissimulação.
Eu assumi a minha posição e mostrei a minha cara.

Todas as pessoas que acessaram o meu blog e que deixaram depoimentos se identificaram, deixaram o nome real com pelo menos um sobrenome. São pessoas comprometidas e estudiosas do tema dos direitos da criança e dos adolescentes.

Você não me conhece, não conhece a minha trajetória profissional, não sabe de meus compromissos e na primeira oportunidade que estabelece contato comigo usa expressões no mínimo indelicadas.

Veja o que você disse:
"Essas supostas sessões de preparação das crianças me pareceu muito mais uma lavagem cerebral do que um ato de amor".

Você não é uma terapeuta, não conhece as minhas técnicas de trabalho e como está muito distante dos fatos é normal que não tenha real dimensão da gravidade da situação!

Você encerra o texto com uma afirmação muito complicada:
"É preciso ter cuidado ao tomar lados, as vezes quem parece a vítima, é apenas o lobo em pele de cordeiro".

As vítimas na situação que relato são as crianças, em especial a mais velha. Com essa afirmação fica parecendo que você insinua que elas são o lobo da história.

Se você esta sendo injustamente acusado e é um pai amoroso, não cometa o erro de defender esse pai. Ele é um homem perigoso, e segundo relatos, normalmente anda armado. E mais, a mãe não fez denúncias vazias, ela conseguiu até mesmo uma foto que evidencia o contato corporal inadequado com sua filha, que na época era um bebê.

É importante que eu esclareça mais um detalhe:

A equipe multiprofissional que atende a menina e a família, desde 2003, não concorda com a alegação de alienação parental. O juiz não teve o cuidado de ouvir essa conceituada e experiente equipe.
Atualmente, essa equipe é uma das mais importantes referências no atendimento psicossocial de crianças e adolescentes do Estado de Goiás.

O foco atual do meu estudo é a violência física, nessa forma de violência a mulher geralmente é a principal agressora. Não tenho ilusões sobre o tão alardeado amor instintivo e incondicional das mães. Sei e testemunhei violências terríveis cometidas por mães.

Um Exemplo:
Uma adolescente que atendi, tinha todo o corpo marcado, pois sua mãe a cortava com facas e a queimava com peças de metal incandescente. Por duas vezes essa menina tentou o suicídio em função das recorrentes violências psicológicas que a mãe cometia.
Tal mãe acusava a filha de ter tirado o marido dela, pois o pai passou a abusar sexualmente dessa filha quando ela tinha 7 anos. Ele abusou também de outra irmã mais nova. Após anos de abusos, já na adolescência, essa menina consegue contar ao professor sobre as violências sexuais sofridas. Denunciado, o pai incestuoso, é afastado de casa. A mãe em vez de proteger e defender a filha resolve torturá-la com acusações e ameaças.

Tenho a plena consciência que nem todas as mães, nem todos os pais, são figuras parentais protetoras e compreendem o seu papel em relação aos filhos.

A partir do sua última postagem, pude compreender melhor por que você me atacou de forma tão incisiva. Se suas palavras são verdadeiras e você se sente um injustiçado, deveria se identificar com a luta da menina de 9 anos que foi chamada pelo pai de mentirosa. Se você quer lutar para que a justiça prevaleça não se alie nem defenda esse pai que é acusado de abusar sexualmente da filha ainda bebê.
Você não é igual a ele, com certeza deve ser um homem e um pai, muito, mais muito distinto dele.

Apoio a sua luta pela verdade, mas vai uma sugestão: escolha melhor os seus aliados e quem defende.

Um grande abraço

Cida Alves

Obs.: Agradeço a todos e todas que estão partipando do blog. Informo que de agora em diante postarei apenas textos devidamente assinados e identificados (Cida Alves).

"Cida, estamos juntos nesta luta"


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Cida,

Parabéns pelo blog.

Nós que estudamos e atuamos em defesa dos direitos da criança e do adolescente precisamos de espaços como esses para divulgarmos nossas lutas, conquistas e principalmente os desafios que encontramos sempre nesta árdua tarefa de contribuir para um mundo melhor e menos violento. Li seu relato a respeito da menina que sofreu maus tratos e abusos sexuais e que, lamentavelmente a justiça permite que o próprio abusador, pai biológico continue a manter contatos com ela.

Li também o comentário do Sr. Wilian, o que infelizmente não me causa surpresa. Depois de longos anos trabalhando nesta área, estou acostumada (porém não resignada) a ver defesas explícitas ou implícitas dos abusadores. E, para isso, valem-se de todo tipo de argumentos, até mesmo esse de que a criança está mentindo, pois teria sido influenciada (a tal lavagem cerebral) por outras pessoas. Insistem em desacreditar as crianças, torná-las sem voz, invisíveis, mas as marcas deixadas na alma e às vezes no corpo dessas crianças falam mais alto.

Não se preocupe, Cida estamos juntos nesta luta e não deixaremos que as difíceis duras conquistas sejam esquecidas.

Um abraço!

Da amiga
Veralúcia Pinheiro
Assistente Social


*Veralúcia Pinheiro possui graduação em Serviço Social pela Universidade Católica de Goiás (1985), mestrado em Educação Brasileira pela Universidade Federal de Goiás (2000) e doutorado em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (2006). Atualmente é assistente social da Universidade Federal de Goiás e docente de ensino superior doutor da Universidade Estadual de Goiás. Tem experiência na área de Serviço Social, com ênfase em Serviço Social, atuando principalmente nos seguintes temas: violência, educação, juventude, adolescente e família (Currículo Lattes).

28 de out de 2009

Pediatra e outros profissionais acusados de abusar e explorar sexualmente de meninos no Amapá

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Mesmo com o flagrante da Polícia Federal, a justiça do Amapá não aceita denúncia de abuso e exploração sexual contra um pediatra, um funcionário do tribunal de contas do estado e um motorista de uma juíza local.

Cara amiga,

É lamentável e até cruel, essa situação e muitas outras que acontecem. Realmente temos que nos fortalecer e levar a discussão para o máximo de pessoas possíveis.

Esta situação e mais outras vem nos preocupando aqui no estado do Amapá também. Recentemente a Polícia Federal deflagrou uma operação denominada "Inocência", onde apresentou provas e inclusive foi feito um flagrante, de abuso e exploração sexual, cometidos contra crianças e adolescentes do sexo masculino. Os acusados: um pediatra, um funcionário do tribunal de contas do estado e um motorista de uma juíza. A operação foi acompanhada e dado flagrante com a presença de uma conselheira tutelar, que serviu de testemunha. Em fim, depois de ter feito todo o procedimento legal, pasmem! O juiz não aceitou a denuncia por falta de provas. Mesmo com a denuncia também da mãe de umas das crianças.

Então veja só, estamos fazendo um trabalho de articulação em rede e sensibilizando a sociedade para que denunciem as violências contra crianças e adolescentes. No entanto, quando é feita a denúncia, o que acontece?! Em um evento recente da rede e do comitê estadual de enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes, fiquei muito preocupada quando o presidente do conselho municipal de direitos da criança e do adolescente e um defensor público do estado, declararam que o poder judiciário é soberano e que tudo que se decide por eles nada podemos fazer.

Para você ver a tamanha frustração e indignação que passa, alguns
membros da rede, por conta de algumas decisões por parte de alguns juristas.

Mobilização

Fizemos um ato público contra essa decisão e na
conferência estadual dos direitos das crianças e dos adolescentes, que
aconteceu recentemente e uma moção para encaminhar à conferência
nacional.
Estamos esperando uma documentação oficial da justiça que
prove que foi arquivado o processo, para fazermos uma denúncia ao
conselho nacional de justiça.

O judiciário ainda é o nosso maior problema, precisamos nos mobilizar
para que este e outros assuntos e situações, sejam levados para uma
ampla discussão e forçar o envolvimento do judiciário neste processo.
Sei que não será fácil, mas todos somos sujeitos de direitos e deveres. O mundo e as pessoas não estão prontos e acabados, não podemos nos calar e muito menos desistir.
Este é meu desabafo!

abraços

Silvia C.C. Maués
Grupo de Atividades e Monitoramento de Agravos por Fatores Externos (GAMAFE).
Coordenadoria de Vigilância em Saúde - CVS
Secretaria de Estado da Saúde
tel. 096 3212-6149 - trabalho

25 de out de 2009

O judiciário e a arriscada aposta em vínculos familiares idealizados e artificiais


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Caros amigos e amigas,


Sinto a necessidade de compartilhar com vocês uma grave situação acontecida em meu estado (Goiás). Um juiz de uma comarca do interior autorizou a visita de um pai biológico acusado de abusar sexualmente da filha, quando esta tinha apenas dois anos de idade. A autorização da visita tem como base a lei da alienação parental.

Hoje, essa menina (supostamente abusada) tem nove anos de idade. Ela vive com a mãe, a irmã mais nova e o padrasto, que afetivamente o considera seu pai. Transcorridos seis anos de distanciamento do pai biológico (que desde 2008 se nega a pagar a pensão das filhas), a menina não aceita a idéia de passar um minuto sequer na companhia paterna e chora compulsivamente quando o assunto da visita é apresentado a ela. A mãe, sem saber o que fazer, procura a ajuda da antiga terapeuta da filha.

Como o caso chegou até mim:
No dia 19 de outubro de 2009, uma colega do Centro Psicossocial (Capsi) Água Viva, da Secretaria Municipal da Saúde de Goiânia, solicita a minha ajuda para tentar reverter uma decisão judicial, que, para ela, traria graves consequências para uma criança que ela atende. Com o objetivo de me inteirar melhor da situação, me encontrei com a mãe da criança no dia 21 de outubro de 2009. Nesse encontro, a mãe relatou algumas violências cometidas pelo pai biológico e informou sobre a situação atual do processo judicial que tem como mérito a garantia da visita paterna.

Decisão do Juiz
No dia 15 de outubro de 2009, às 22 horas, o advogado da mãe da menina supostamente violentada comunica, por telefone, que ela deveria comparecer a uma audiência no dia seguinte (16/10), em uma comarca do interior. Ele pede que sua cliente esteja pronta para viajar às 3 horas da madrugada. Nessa audiência, de acordo com o relato da mãe, o juiz determinou que o pai biológico, acusado de abusar sexualmente de sua filha, visitasse a garota, em Goiânia, no dia 24 de outubro. Segundo a mãe, o juiz deixou claro que, se não fosse cumprida a ordem judicial, ela perderia a guarda das filhas.

As denúncias de abuso sexual e outras violências
Em março de 2003, após ser atendida pela equipe do ambulatório de vítimas de violência sexual do Hospital Materno Infantil, da Secretaria de Saúde do Estado de Goiás, e pela Delegacia de Proteção de Crianças e Adolescentes (DPCA), vinculada à Secretaria de Segurança Pública do Estado de Goiás, uma menina de dois anos é encaminhada ao Capsi Água Viva para receber o suporte psicossocial, pois havia a suspeita de abuso sexual. Durante um longo período, essa menina recebeu atendimento psicológico nessa unidade de saúde. Nas sessões de terapia, a psicóloga (acima citada) tomou conhecimento das acusações de violências cometidas pelo pai biológico. Para preservar o sigilo profissional não apresentarei o conteúdo de violência relatado pela mãe da criança. Mas faço uma ressalva: são histórias com componentes de grande crueldade e perversão. No entanto, algumas violências se tornaram públicas nessa comarca do interior do estado.

Vejam alguns exemplos notórios:
  • Espancar várias vezas a barriga da esposa grávida. O bebê, que seria a primeira filha do casal, não resiste e morre logo após o parto;
  • Apontar uma arma de fogo para a cabeça da menina, quando ela tinha menos de um ano de idade, ameaçando-a de morte;
  • Fugir com a filha e só a devolvê-la após uma tumultuada operação de busca e apreensão realizada pela polícia dessa comarca;
  • Circular pelas estradas próximas de sua fazenda com a menina na camionete, dando tiros para cima e dizendo que ela era dele.

Providências
Ao tomar conhecimento dos fatos relatados pela mãe e pela psicóloga, busquei orientação com alguns especialistas da área da Segurança Pública e do Ministério Público. A primeira medida tomada, por orientação de uma conceituada jurista, foi destituir o advogado (da mãe) que estava acompanhando o processo e contratar outro mais confiável e competente.

No dia 23 de outubro, às 15 horas, depois de muita peleja, chegamos à conclusão de que não havia tempo hábil para nenhuma medida judicial que suspendesse a decisão. Cientes de que não era possível evitar a visita nem desobedecer a ordem do Juiz da comarca do interior, decidimos, eu e a colega psicóloga do Capsi, realizar uma sessão de preparação da família e das crianças para a visita paterna. Essa sessão consistiu em apresentar às crianças as regras da visita e orientar os familiares e as crianças sobre as obrigações legais mediante uma decisão judicial.
Informamos as meninas sobre o período de duração da visita (das 9h às 17h) e que elas estariam acompanhadas, o tempo todo, por alguém de confiança. No período da manhã elas seriam acompanhadas pela tia materna e no período vespertino pela avó materna.

Questionamentos infantis
A menina mais velha, que sofreu o possível abuso sexual, demonstrou em suas perguntas um maior grau de ansiedade. Em um dado momento da sessão terapêutica, ela perguntou à mãe se teria que comer alguma coisa na casa em que ficaria, pois temia que o pai biológico colocasse alguma coisa na sua comida. Para demovê-la desse receio e convencê-la de ir à visita, a mãe sugeriu que se levasse um lanche para ela se alimentar nesse dia.

A cada nova questão apresentada pelas crianças, a mãe, o padrasto e a avó materna buscavam construir uma alternativa que tranquilizasse as meninas, visando convencê-las da necessidade daquela visita. A criança mais nova (de 8 anos), querendo ajudar na resolução do impasse criado pela irmã mais velha, que relutava em não aceitar a visita, disse: “eu vou. É só um uma dia mesmo. Quando uma coisa é ruim, é melhor fazer logo para acabar logo”.

Temores e verdades
Movida pelo temor da possível perda da guarda das filhas e apoiada em suas convicções religiosas, a mãe apela para idéia do perdão, ao tentar convencer a filha de aceitar o reencontro com o pai. A mãe diz: “Filha, o perdão é coisa de Deus. Você tem que perdoar. Talvez o seu pai tenha mudado” Mas a menina mais velha é incisiva: “Eu não vou perdoar nunca meu pai”.

Após um longo diálogo, em que as crianças expressavam as suas dúvidas e inquietações e nós, adultos (familiares e profissionais), buscávamos construir recursos objetivos e subjetivos para tranqüilizá-las, iniciamos o desfecho da sessão de preparação para a visita. É nesse exato momento em que a filha mais velha cai em prantos e diz: “Eu não vou, ninguém pode me obrigar a fazer o que não quero”. Ao explicarmos que uma ordem judicial não pode ser questionada, ela retrucou imediatamente: “Por que não? Esse juiz não pode mandar na minha vontade. E os meus direitos? Por que esse juiz não me perguntou se eu queria ou não essa visita?”

Por uns segundos, ficamos todos paralisados ante a força e convicção dessa pequena menina. Eu e minha colega psicóloga tivemos que engolir a seco essas palavras, tão verdadeiras. Nessa hora, eu desejei profundamente que o juiz que autorizou a visita do pai estivesse naquela sala e ouvisse como as palavras dessa criança ecoaram por todas as paredes do recinto. Parafraseado o poema Divisa de Jacob Levi Moreno, desejei que esse juiz estivesse perto, pois assim “arrancar-te-ia os olhos e colocá-los-ia no lugar dos meus; e arrancaria meus olhos para colocá-los no lugar dos seus; então ver-te-ias com os meus olhos” a imensa dor e desespero que a sua decisão acarretou no coração e na mente dessa menina de 9 anos.

Visita e desespero
Na tentativa de minimizar a sua ansiedade em relação ao encontro com o pai me comprometi de estar presente no momento da visita paterna. Chegamos todos mais cedo no local acertado pelo acordo judicial. Antes da chegada do pai, as meninas estavam brincalhonas e amistosas. Mas quando são comunicadas que chegara a hora do pai levá-las, a filha mais velha entra em pânico, chora e se nega a sair do lugar em que se encontrava e ir até a porta da rua para receber o pai. A mãe, em um ato desesperado, ordena que a filha vá, pelo menos até a calçada para que o pai a veja. Quando a menina chegou à porta e viu o pai, ela começou a gritar que não queria ir; que não iria perdoar o pai, que ele a roubou.

Numa luta titânica, com uma força inimaginável para uma menina tão pequena, ela fincou os pés no chão e não saiu do lugar onde estava. Ao ouvir os gritos e protestos da filha, o pai biológico disse que a filha "estava mentindo; que nunca fez nada contra ela; que foram outras pessoas que puseram coisas na sua cabeça (...); que ela é uma mentirosa".

Em sua luta desatinada pelo que acreditava ser justo, ou seja, o respeito de sua própria vontade, ela assegurou nos seus gritos, choros e, principalmente, na imobilidade de seu corpo, que não fosse levada à visita.

Onde estão os seus direitos?
Eu já presenciei, nos 12 anos em que atendo pessoas em situação de violência, crianças, adolescentes e mulheres não se renderem, compassivamente, às arbitrariedades a elas expostas. Já vi muita gente determinada e forte. Mas, o mais comum é acontecer o contrário, pois as pessoas que passam por situações de violência ficam tão frágeis e vulneráveis que nem sempre conseguem força para fazer valer as suas vontades. Enfraquecidas e sem um suporte profissional, tendem a se resignar ante a violência, aceitando assim o lugar de vítimas das circunstâncias ou do destino.

Essa menina me fez sentir, ao mesmo tempo dois sentimentos antagônicos: admiração por sua extraordinária força psíquica e vergonha das ordens e regras do nosso mundo adulto. Não foram os instrumentos legais dos profissionais do Direito, nem os laudos técnicos dos psicólogos, nem tão pouco os argumentos das pessoas que lutam em defesa dos direitos da criança e do adolescente que fizeram valer a vontade e autonomia dessa criança. Foi ela, somente ela, ninguém mais, que fez imperar os seus direitos. Apesar do sofrimento, da dor e do desespero presente no momento da visita, pude vivenciar uma cena de beleza estética e ética inigualável. Em seu drama pessoal, uma menina de nove anos reivindica o leme de sua vida e, como protagonista principal de sua própria história, se afirma como um sujeito íntegro e dono de sua vontade.

Reflexões e alertas
Após presenciar a dinâmica da família atual da menina atendida pela psicóloga do Capsi e os sentimentos expressos por ela e a irmã na seção de preparação para visita e no momento do encontro com seu pai biológico, sugiram algumas dúvidas:
  • Quando existe uma incompatibilidade de direitos, como no caso do pai biológico que quer estar com sua filha e o da filha de não concordar com a proximidade física desse pai, qual direito deveria prevalecer?
  • Na balança do juiz não deveria sempre pesar mais os direitos das crianças e dos adolescentes, pois como afirma o artigo 4º do Estatuto da Criança e Adolescente eles são uma prioridade absoluta?
  • Será que nos casos de dúvidas entre a palavra do pai e a da mãe, não seria prudente ouvir a opinião da criança?
  • Nos casos que a criança ainda é incapaz de expressar sua vontade não seria pertinente ouvir a equipe multiprofissional que a atende?
  • Qual visão de vínculo parental sustenta uma decisão judicial que não considera todas as partes envolvidas, particularmente as crianças? Seria a visão idealizada, portanto irreal e falsa, do incondicional amor paterno e materno?
  • Sem considerar o contexto e as dinâmicas familiares, as decisões baseadas na alienação parental não estariam de fato investido em vínculos artificiais?
Para algumas crianças a simples presença do pai agressor ativa muitas sensações e lembranças negativas, que é quase insuportável para elas qualquer aproximação. Algumas passam mal, tem ânsias de vomito, então, qual o real benefício desta aproximação?

Em 2001, em conjunto com outros profissionais do Centro de Estudo, Pesquisa e Extensão Aldeia Juvenil – UCG, atendi 5 irmãos (3 meninas e 2 meninos) que sofreram violências sexuais do pai biológico. Ainda me lembro dos danos e sofrimentos causados aos cinco irmãos, quando esses eram obrigados a visitar o pai na prisão. Essa visita acontecia por insistência de uma assistente social do sistema prisional de Goiás, que de forma intransigente, defendia o direito do pai de conviver com seus filhos. No entanto, essa mesma assistente social não viu, nem tão pouco imaginou, as conseqüências deixadas, no corpo e na mente desses irmãos, das repetidas chantagens e coações que esse pai fazia aos fillhos no momento da visita dominical.

Não tenho dúvidas de que o juiz que autorizou a visita do pai, suposto autor de violências sexuais contra a filha, é um grande jurista e um profundo conhecedor da Lei de Alienação Parental. Acredito ainda, que a assistente social, que insistia na visita dominical dos 5 filhos do sentenciado por violência sexual, é uma competente profissional e uma grande defensora dos direitos dos apenados. No entanto, esses dois profissionais ensinaram as crianças, que foram afetadas por suas decisões, o profundo e complexo significado da canção Agora eu sei, que diz: “Tem gente boa que me fez sofrer. Tem gente boa que me faz chorar, me faz chorar "(Freddy Haiat / Guilherme Isnard).