29 de abr de 2013

Fundación Anar crea mensagen "SOLO PARA NIÑOS" – publicitad contra el maltrato infantil

A Grey España cria campanha publicitária para a Fundação Anar que veicula uma mensagem de alerta só para crianças com menos de 10 anos. Nessa mensagem ela divulga um telefone para denunciar situações de violências contra crianças e adolescentes.


Veja no vídeo abaixo como a publicidade pode contribuir com o enfrentamento das violências contra crianças e adolescentes.


Enviado por Luiz Otávio Maciel Miranda, Consultor Técnico daCoordenação Geral de Doenças e Agravos Não Transmissíveis - Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde - Secretaria de Vigilância em Saúde/Ministério da Saúde, em 29 de abril de 2013.

Fonte: Blogcitário – o seu blog da publicidade

Curso de inglês para doutorandos e docentes da UFG

Divulgando!

Prezados Coordenadores,
dando continuidade à iniciativa de incentivar o aprendizado do idioma Inglês, principalmente por parte dos doutorandos, informamos que o Centro de Línguas/FL/UFG oferecerá no segundo semestre deste ano duas turmas para curso
de Inglês, sendo uma para continuidade dos que iniciaram no ano passado e outra para iniciantes.

Estas turmas são destinadas a alunos de doutorado e docentes UFG que tenham interesse em fazer doutorado sanduíche ou pós-doutorado no exterior. Assim, solicitamos que divulguem amplamente em seus programas. As inscrições serão endereçadas à PRPPG, que enviará a lista para o Centro de Línguas.

Os prazos para inscrição serão divulgados em breve.

Atenciosamente,


Profa. Mara Rúbia da Rocha
Coordenadora Geral de Pós-Graduação
Universidade Federal de Goiás

27 de abr de 2013

Canto para Oxum

No Yorubá, religião de matriz africana, “a água é força das Grandes Mães, a força da mulher, a origem da vida. Falar da água é falar da energia feminina que comanda o mundo”. Nessa religião existem muitas divindades relacionadas à água, mas uma em especial me encanta, a deusa das águas doces: Oxum.

 

mãe negra

“Oxum é a mãe das crianças, sua provedora. Oxum não concebe as coisas más do mundo; ela tem remédios gratuitos e dá mel para as crianças, quando as cura não apresenta honorários aos pais. A palavra de Oxum é meiga; ela deixa as crianças abraçarem seu corpo com as mãos. Não pode haver relação mais próxima que a de uma criança com Oxum, só uma criança pode abraçá-la. A água ninguém segura – só a criança, no ventre de sua mãe. É Oxum que envolve as crianças no ventre materno”.

 

mãe negra 1

Oxum não vê defeitos em seus filhos, não vê sujeiras. Seus filhos, para ela, são verdadeiras joias, ela só consegue enxergar seu brilho. É por isso que Oxum é a mãe das crianças – seres inocentes e sem maldade -, zelando por elas desde o ventre até que adquiram independência. Seus filhos são, antes joias, sua riqueza”.

 

 

“Oxum é o amor em todas as dimensões que esse sentimento abrange. Seu poder é tão grande que ela é capaz de engolir a força negativa!”

 


Fonte das citações: Candomblé - A Panela do Segredo (2008), livro de autoria de Rodnei William Eugenio (Pai Cido de Osun Eyin). Fotos capturadas na internet.

Compartilhado por Perla Ribeiro em seu perfil do Facebook em 27 de abril de 2013.

26 de abr de 2013

Palhaço Sapequinha é preso suspeito de aliciar aluna há quatro anos

Que a direção da PUC Goiás não siga a histórica impostura da igreja católica de acobertar os casos de abuso sexual em nome da preservação da imagem institucional. 

O papa Francisco já deu o seu exemplo: tolerância zero com os abusadores de crianças e adolescentes.


“Goiânia - Funcionário do Instituto Dom Fernando, projeto de extensão mantido pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC), o palhaço Sapequinha, foi preso nesta segunda-feira (22/4) suspeito de aliciar uma aluna há 4 anos. A prisão foi feita por policiais da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), em Goiânia. O homem está preso temporariamente na Casa de Prisão Provisória (CPP) e responderá judicialmente por estupro de vulnerável” (Fonte: A Redação). 

Segundo a delegada titular da DPCA, Renata Vieira, foi possível descobrir os fatos através de uma amiga confidente da adolescente que relatou o caso à família da vítima. Imediatamente a mãe da menor, L.N.I., registrou o ocorrido a polícia, que deu início as investigações. ‘Nós tivemos as primeiras informações por familiares, e em depoimento, a jovem confessou que tinha envolvimento afetivo com o indivíduo, desde quando tinha 11 anos, época que entrou na escola de circo. A partir daí, iniciou uma série de elogios e cantadas à vítima. Eles começaram a namorar, e em seguida, o cidadão comprou uma aliança de compromisso com a promessa de casamento’, explica à delegada. O circense Manoel é graduado em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Goiás (UFG), é casado e tem duas filhas. Mas conforme a delegada, “ele iria se separar da esposa e casar com a menor de idade. Fato que gerou muita esperança na adolescente que isso acontecesse”, afirma.

Durante a apresentação de Manoel Alves na DPCA, a reportagem do Diário da Manhã teve acesso ao depoimento da menor L.N.I. à polícia, onde a jovem aponta que o Palhaço Sapequinha dizia que ela era cheirosa e passou a cumprimentá-la com beijos no rosto. No documento também consta que Manoel havia levado a vítima, para o camarim do circo e dado um beijo em sua boca. O palhaço também dava presentes e dinheiro para menina. Em setembro de 2012, a garota manteve relação sexual pela primeira vez, de forma consentida, com Manoel, dentro do veículo dele. Ainda de acordo com o depoimento da vítima, o suspeito teria usado preservativo enquanto mantinha a relação sexual, mas ela não sabe precisar quantas vezes teve este tipo de envolvimento com o sujeito.

 

Escola e Família sabiam

A delegada Renata Vieira disse que a família da menor pedia às vezes ajuda e apoio de Manoel Alves em relação ao comportamento ruim da jovem. No entanto, a escola de circo e os responsáveis da menor tinham conhecimento de cartas escritas pela jovem ao abusador sexual. A menina chegou a enviar para Manoel algumas cartas de cunho sexual.  A família e a escola tomaram conhecimento na época e guardaram as cartas. Mas ele (Manoel) afirma que houve uma conversa com a mãe da menor, onde ele  explicou a situação. Eles não investigaram e nem levaram o caso a fundo’, afirma à delegada.     

Após isso, o acusado e vítima  marcaram uma viagem às escondidas da família para cidade de Teresópolis, no final do mês passado, durante o feriado de Semana Santa. O que não aconteceu.

 

Assumiu

Em depoimento a delegada Renata Vieira, o suspeito admitiu o relacionamento amoroso com  a vítima desde que ela tinha 11 anos, época em que o autor afirma que a jovem sofria com certos tipos de preconceitos na escola de circo. “Manoel tentava elevar a autoestima da vítima com conversas individuais. Foi neste momento que ambos acabaram se envolvendo. Ele afirma ter praticado atos libidinosos com a jovem entre os 11 e 12 anos de idade, mas que a prática sexual propriamente dita, somente ocorreu a partir dos 14 anos”, conta a titular da DPCA. A delegada disse ainda que não descarta a possibilidade de envolvimento do suspeito com outras vítimas, pois Manoel trabalha como educador cênico, de um projeto da PUC-GO, onde 150 crianças, a partir de sete anos,  realizam atividades.

O circense Manoel afirma que foi a primeira vez que se envolveu com uma menor de idade e que está ciente do que vai acontecer com ele. O palhaço nega a prática do ato sexual com a L.N.I., quando ela tinha menos de 14, além  de assumir toda a confissão da menor de idade. Provas contra o suspeito foram reunidas pela DPCA, como as próprias cartas e conversas feitas pela rede social Facebook. Eles mantinham relacionamentos sexuais em banheiro de lan house, dentro de um veículo, atrás da escola em que a jovem estudava, o Colégio Municipal Pedro Ciriaco de Oliveira, na Vila Concórdia. Manoel afirmou em depoimento que as relações sexuais também aconteciam no estacionamento da PUC-GO, que não foi especificado.

A prisão de Manoel é temporária e se fundamentou com base na oitiva de testemunhas tanto da vítima, quanto do suposto autor. “Finalizando esse processo, nós vamos indicia-ló por estupro de vulnerável, porque ele não nega a prática do ato libidinoso, mesmo a menina tendo menos de 14 anos”, explica Renata Vieira. O suspeito, se condenado, pode pegar até 15 anos de reclusão.

A assessoria de comunicação da PUC-GO disse não ter sido informada sobre o caso e que, posteriormente, iria se posicionar por meio de nota” (Fonte: Diário da Manhã).

24 de abr de 2013

Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro divulga dossiê de violência doméstica e familiar contra crianças e adolescentes

A Rede Não Bata Eduque divulga em seu último boletim o Dossiê Criança & Adolescentes 2012 do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro. Esse dossiê traz à tona o alarmante índice de violência doméstica e/ou família familiar ao qual às as crianças e os adolescentes estão expostas.

A lesão corporal dolosa (aquela na qual o indivíduo ofende intencionalmente a integridade física de outra pessoa) corresponde à maior parte dos delitos sofridos por crianças e adolescentes, chegando a 35,2% do total de casos registrados. A ameaça aparece em segundo lugar, com 16,2% de casos. Já a lesão corporal culposa vem em terceiro lugar, com 13,3% do total de vítimas e o estupro surge em quarto lugar, com 12,8% de vitimizados.

Acesso os resultados do dossiê AQUI

22 de abr de 2013

Capacitação sobre vigilância das violências e acidentes –CEPSI-PUC Goiás

Folder da Malu

 

Com o objetivo de sensibilizar e capacitar alunos (as) dos cursos de psicologia, serviço social, medicina e enfermagem da PUC Goiás, e profissionais da rede pública hospitalar, para a Vigilância de Violências e Acidentes, especialmente para a notificação de violências, sobre a utilização da Ficha de Notificação/Investigação de Violência Doméstica, Sexual e a outras Violências vinculadas ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN NET).

Neste sentido, sob a coordenação do CEPSI e demais parceiros da área da saúde elaboramos proposta de capacitação a ser realizada nos dias 25, 26 e 27 de abril, Auditório da Área I- PUC Goiás - Goiânia  um minicurso sobre “A NOTIFICAÇÃO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA, SEXUAL E OUTRAS VIOLÊNCIAS – CONTRIBUIÇÕES NO PROCESSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL”.

Por se trata de temática de caráter intersetorial  e dimensão inter-departamental, aproveitamos a oportunidade e envolveremos os alunos e alunas a participarem desta capacitação, ainda durante sua vida acadêmica.

Em tempo, ressaltamos que a referida formação compõem a programação local e nacional do 18 de maio - Dia Nacional de Combate a Violência Contra Crianças e Adolescente.

Desde já agradecemos a atenção e contamos com seu apoio na divulgação do minicurso.

Atenciosamente,

Malú Moura (62)3946-8744

18 de abr de 2013

Secretaria de Direitos Humanos inaugura centro de referência e assina termo de adesão com a prefeitura de Goiânia (GO)

Foi lançado, oficialmente, nesta 4ª feira, o Centro de Referência em Direitos Humanos João Bosco Burnier, sediado na Casa da Juventude.

 

Nesta quarta-feira (17), uma equipe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) inaugurou o Centro de Referência de Direitos Humanos (CRDH) da capital goiana e assinou com a prefeitura o termo de adesão à Política Nacional para População em Situação de Rua.

Representando a SDH/PR, o diretor de Promoção de Direitos Humanos, Marco Antônio Juliatto, explicou que o município havia sido selecionado para receber um CRDH no ano passado, através de um edital.

“Apesar de estarmos muito focados nesses lamentáveis incidentes, o Centro de Referência serve para defender todos direitos das minorias”, disse o diretor, referindo-se às pessoas em situação de rua assassinadas na Grande Goiânia desde agosto. O equipamento atenderá a todos os casos de violação de Direitos Humanos de crianças e adolescentes, idosos, pessoas com deficiência, população LGBT, entre outros.

O prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, ao assinar o termo de adesão, frisou que é importante o empenho de todos para superar essa onda de crimes contra a população em situação de rua. “A adesão à esta política mostra que não estamos nos omitindo frente a essa grave situação social, que é responsabilidade de todos nós”, afirmou.

Garcia ainda anunciou que o município está começando a reforma do atual abrigo e pretende criar outros quatro, além de construir três Centros de Referência Especializados para a População em Situação de Rua (Centros Pop). O prefeito também assinou o decreto que cria o Comitê Gestor Municipal Intersetorial da Política Nacional para a População em Situação de Rua.

Centro de Referência – Localizado junto à Casa da Juventude (Caju), no Setor Universitário, esse é o primeiro CRDH do Estado de Goiás e integra uma rede de 30 centros distribuídos em todo o país. A estrutura atende diretamente à população nos mais diversos casos de promoção e defesa dos seus direitos, oferecendo assistência jurídica e psicossocial. Em Goiânia, o CRDH, com uma equipe de nove profissionais, será mantido através de convênio com a Caju, para a qual serão repassados aproximadamente R$ 350 mil. O endereço da Caju é 11ª Avenida, 953 – Setor Universitário.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social – página da Secretaria de Direitos Humanos

Abaixo fotos do evento

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fotos capturadas no link: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.440956482659089.1073741839.178549728899767&type=1

16 de abr de 2013

Ministra pedirá federalização de crimes contra moradores de rua em Goiânia

 

(Foto: Divulgação)


Maria do Rosário ressaltou ainda que a secretaria não tem "qualquer dúvida" do envolvimento de grupos de extermínio na morte dos moradores de rua, e que policiais já foram apontados como responsáveis e participantes dos assassinatos. A ministra ressalvou, no entanto, que há falta de políticas públicas para a população de rua


 

Bruno Bocchini
Da Agência Brasil

A ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, disse que pedirá a federalização de todo processo de denúncia, investigação e julgamento dos crimes praticados contra a população em situação de rua na cidade de Goiânia.

Na madrugada desta terça-feira (16/4), foi registrada mais uma morte, elevando para 30 o número de assassinatos de pessoas que vivem nas ruas da capital de Goiás, em menos de oito meses.

"Vou registrar junto ao procurador-geral da República um pedido de federalização, porque não basta federalizarmos nesse caso [apenas] a investigação. Não se trata de a Polícia Federal entrar ali para dar apoio ao estado. Trata-se de verificarmos se em Goiânia e em Goiás nós temos no tecido do estado o envolvimento de pessoas com crime", disse a ministra.

"Não basta pensarmos em federalizarmos a investigação, nós precisamos que o inquérito seja federal. Nós precisamos que a denúncia seja por parte do Ministério Público Federal e que o julgamento seja pelas autoridades federais", acrescentou.

Segundo a ministra, a secretaria está fazendo um levantamento das deficiências dos inquéritos da polícia e de circunstâncias relevantes não denunciadas ao Ministério Público para apresentar o pedido de deslocamento de competência dos casos para a esfera federal. A petição será feita ainda esta semana.

"Nós temos criminosos agindo ao mesmo tempo em que as autoridades fecham os olhos e os mantêm impunes. Isso é uma responsabilidade do estado, e o estado de Goiás não está cumprindo. Vamos pedir ao MPF a federalização desses crimes, uma vez que nem a polícia, nem o Ministério Público, nem o Judiciário do estado de Goiás demonstram estar a altura da missão que têm, de manter a ordem e os direitos humanos da sua população", destacou a ministra.

Maria do Rosário ressaltou ainda que a secretaria não tem "qualquer dúvida" do envolvimento de grupos de extermínio na morte dos moradores de rua, e que policiais já foram apontados como responsáveis e participantes dos assassinatos. A ministra ressalvou, no entanto, que há falta de políticas públicas para a população de rua.

"[A situação em Goiânia não é decorrente] apenas da ausência de política pública. É, de um lado, a ausência de política pública, de acolhida e de atendimento mas, de outro lado, a inoperância ou envolvimento, as autoridades do estado me respondam, se é exclusivamente inoperância ou envolvimento de agentes do estado com a morte desses moradores, dado o fato da investigação não levar à responsabilização de ninguém".

O chefe da Delegacia de Investigações de Homicídios (DIH), delegado Murilo Polati, rebateu hoje as denúncias de que as mortes estariam associadas à atuação de um grupo de extermínio que contaria com a participação ou a conivência de policiais e de autoridades do governo estadual.

"Vejo uma tentativa de politizar o assunto. O que me parece é que a morte de um morador de rua tem mais peso do que a vida dele, porque vejo muito pouco sendo feito para tirá-los da rua. Vejo as críticas e as acusações às polícias Civil e Militar e penso que [enquanto estavam] vivos essas pessoas não receberam a mesma atenção", disse o delegado.

14 de abr de 2013

Beijo: um discurso amoroso sem palavras!

Beijo no asfalto

Enquanto uns gastam a sua energia e paixão na guerra, outros apostam no amor e no cuidado. A cena do BEIJO NO ASFALTO foi protagonizada pelo casal Alexandra Thomas e Scott Jones. No confronto entre torcedores de hockey e a polícia canadense, Alexandra Thomas foi derrubada por um policial e caiu no chão. O fotógrafo Richard Lam registrou o momento em que Scott Jones dava um beijo de consolo na namorada.  O velho slogan dos pacifistas da década de 60 ainda está valendo: FAÇA AMOR NÃO FAÇA GUERRA!

beijo de Fernanda

A atriz Fernanda Montenegro, de 83 anos, deu um beijo na boca da atriz Camila Amado, de 77, em protesto contra a permanência do deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) no comando da Comissão de Direitos Humanos da Câmara - Foto de Cristina Granato.

 

Maradona e Caniggia

Maradona e Caniggia se beijam na comemoração de um dos gols da goleada do Boca Juniors por 4 a 1 sobre o River Plate.

 

Beijo na enfermeira

Marinheiro americano beija a enfermeira Edith Shain na Time Square
durante a celebração da vitória sobre o Japão – 1945.

 

beijo em paris

Foto de Robert Doisneau mostra um casal se beijando em frente a Prefeitura de Paris, logo depois da Segunda Guerra.

 

10 de abr de 2013

ONU recomenda a extinção da Polícia Militar no Brasil

 

Vítimas da violência policial

 

 

Estimado (a) leitor (a),

Tem três dias que uma imagem me atormenta. No domingo, logo após assistir a reportagem do fantástico que tratava das mortes de moradores de rua em Goiânia, vi uma imagem que me chocou profundamente e só a fato de recordá-la me vem a sensação de náusea.

Cena:

Um homem desce de um moto com capacete no rosto e atira a queima roupa em um menino de 14 anos, desarmado e totalmente indefeso.

E quem era esse atirador? Ainda não se sabe, mas de acordo com informações da própria Polícia Militar oito policiais foram detidos como suspeitos de envolvimento nesse assassinato (zona leste de São Paulo).

 


Veja o vídeo na reportagem “PMs são presos suspeitos de envolvimento em mortes de jovens em SP”

 


Quem assistiu, ou melhor quem deu conta de assistir, a cena pode perceber claramente como esse homem já rompeu com o valor supremo do respeito à vida. Matar para ele parece seu algo corriqueiro, “normal”!

Até quando a sociedade, as instancias de responsabilização criminal vão ser coniventes com os crimes cometidos por policiais?

Será que é essa a mensagem que vai imperar, de que existem homens que tem licença para matar? Existem homens que estão acima da lei?

 

“Aquele que combate monstros deve tomar cuidado para que ele mesmo não se torne um. E, se olhar muito tempo para o abismo, o abismo te encara de volta” (Friedrich Nietzsche).

8 de abr de 2013

Em tempos de barbárie: 27 moradores de rua são assassinados em Goiânia

Força tarefa investiga assassinatos de moradores de rua em Goiânia

Moradores de rua assassinados em Goiânia

Manifesto em repúdio aos assassinatos de moradores de rua

 


“O coordenador do Centro de Direitos Humanos tem outra opinião. ‘Tem situações em que há uma clara simulação. Quando eu vejo três pessoas descerem de um carro e matarem dois moradores a pauladas, como foi o caso desse penúltimo assassinato, eu creio que estão dissimulando a forma de assassinar’, avalia Eduardo Mota, coordenador do Centro de Direitos Humanos de Goiás.

Maria Madalena Patrício, que trabalha com moradores de rua há 30 anos, defende uma ação policial integrada. ‘É uma questão muito grave, a  Polícia Federal precisa ajudar a resolver o que está acontecendo em Goiás’”.


REPORTAGEM DO FANTÁTICO SOBRE OS ASSASSINATOS DE MORADORES DE RUA AQUI

 

Mas barbárie:

PMs são presos suspeitos de envolvimento em mortes de jovens em SP

7 de abr de 2013

Dança: um encontro com si mesmo

 

Corpo 1

"Talvez eu e meu corpo formemos uma conspiração pelas costas de minha própria mente."

Friedrich Nietzsche

 

 

Nietzsche (corpo)

“O corpo é uma grande razão, uma multiplicidade com um único sentido, uma guerra e uma paz, um rebanho e um pastor. [...].

‘Eu’, dizes; e ufanas-te desta palavra. Mas ainda maior, no que não queres acreditar – é o teu corpo e a sua grande razão: esta não diz eu, mas faz o eu. [...].

Atrás de teus pensamentos e sentimentos, meu irmão, acha-se um soberano poderoso, um sábio desconhecido – e chama-se o ser próprio. Mora no teu corpo, é o teu corpo.

Há mais razão no teu corpo do que na tua melhor sabedoria. E por que o teu corpo, então, precisaria logo da tua melhor sabedoria?”

 

 

Dance, dance… caso contrário estamos perdidos”.

Pina Bausch

 

“Temos a arte para não morrer da verdade”.
Friedrich Nietzsche


Referencia:

Friedrich Nietzsche (1844-1900)
NIETZSCHE, F. Assim falou Zaratustra: Um livro para todos e para ninguém. Trad. Mário da Silva. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998.

Fonte: http://rodrigofenomeno9.blogspot.com.br/2010/06/o-corpo.html

4 de abr de 2013

Os Cinco Olhos do Diabo: os castigos corporais nas escolas do século XIX

Estimado (a) Leitor (a),

Compartilho com você o artigo de Daniel Cavalcanti de Albuquerque Lemos, “Cinco olhos do diabo”, que discute o uso dos castigos corporais nas escolas do século XIX.

 

Cinco olhos do diabo

“O pior que ele podia ter, para nós, era a palmatória. E essa lá estava, pendurada do portal da janela, à direita, com os seus cinco olhos do diabo. Era só levantar a mão, dependurá-la e brandi-la, com a força do costume, que não era pouca” (Assis, 1959, p. 534).

 


Daniel Cavalcanti de Albuquerque Lemos

RESUMO – Os Cinco Olhos do Diabo: os castigos corporais nas escolas do século XIX. O presente trabalho analisa a prática de castigos corporais nas escolas primárias da Corte, investigando-a como forma de disciplinar, constituir e consolidar uma determinada cultura escolar, aqui entendida como um conjunto de normas, posturas e condutas impostas aos jovens, como forma de se obter uma disciplinarização do corpo e do espírito. A Palmatória, foi um objeto que assim como o livro, o quadro, a pena, marcou sua presença na escola e no imaginário da sociedade sobre a escola. Ao ponto de serem retratadas na literatura da época. Analiso fontes que demonstram os rumos da discussão acerca dos castigos corporais, os limites da autoridade do professor e a intervenção da sociedade nesse debate.

Palavras-chave: Castigos Corporais. Disciplinarização. História da Educação.

Acesse o artigo completo AQUI


REFERÊNCIA:

ASSIS, Joaquim Machado de. Conto de Escola. In: ASSIS, Joaquim Machado de. Obra Completa, v. 2. Rio de Janeiro: Aguilar, 1959. P. 532-537.

2 de abr de 2013

A influência de crenças religiosas na imagem negativa da criança

Estimado(a) Leitor(a),

Compartilho com você um fragmento do capítulo “A VIOLÊNCIA FÍSICA E A SOCIALIZAÇÃO DAS NOVAS GERAÇÕES” de minha dissertação (SILVA, 2008) em que discuto a influência de crenças religiosas na construção de uma imagem negativa da criança que justificam a prática de violências contra o seu corpo.

 

 


A história da criança tem sido também a história de um mundo de violência perpetrada contra ela na forma de escravidão, abandonos, mutilações, filicídios e espancamentos.

Viviane Guerra.


 

 

A violência física contra crianças, além de ser utilizada como um método de controle populacional/natalidade, seleção racial e manutenção da aparente moral religiosa, podia ter uma função litúrgica em sacrifícios místico-religiosos. As práticas rituais de mutilação do corpo da criança ou sacrifício de suas vidas são exemplos dessa prática mística. Para Mott (1993), as manifestações de ataque ou extermínio ao corpo infantil por razões eminentemente religiosas eram menos freqüentes. No infanticídio, ritual da antigüidade, as crianças eram executadas, na maioria das vezes, por meio do apunhalamento ou do holocausto no fogo.

O primeiro registro encontrado da prática do infanticídio ritual data de 4000 a.C. na região da antiga Suméria. No ritual sumeriano, os recém-nascidos eram sacrificados em reverência ao deus Anu. Por volta de 2000 a 1500 anos antes de Cristo, segundo os sumerianos, o deus Moloch (ou Molek) somente se acalmava quando era homenageado com o sacrifício ritual de criancinhas inocentes. Para o deus Javé, divindade inspirada em Moloch, o sacrifício dos primogênitos humanos foi substituído pelas primícias ou pelo holocausto de animais. Em Israel, o frustrado sacrifício de Isaac por Abraão e o efetivo holocausto da filha de Jefté demonstram como estavam presentes nos primórdios da matriz religiosa cristã os infanticídios ritualísticos (MOTT, 1993).

Mott (1993) destaca que a prática do infanticídio foi registrada também em outras áreas, como: Mesopotâmia, Síria, Fenícia, Cananéia e terra dos moabitas, Egito, China, Índia e entre os primeiros habitantes bárbaros da Escócia e Rússia. Os estudos antropológicos das sociedades primitivas também localizaram a prática do infanticídio ritual entre os esquimós, na Polinésia, no Taiti e Havaí, nos aborígines da Austrália e nos Ibo da África Ocidental, nas tribos pina do Arizona e da Carolina do Norte, nos guaicuru do Brasil Central e maias.

Para compreender melhor as razões do infanticídio ritual, é fundamental reportar-se à idéia de que o Criador é proprietário de todas as criaturas, afirma Mott (1993). Na bíblia, no Êxodo, essa idéia está expressa claramente: “Todo primogênito me pertence, disse o Senhor” (apud MOTT, 1993, p. 122). A autoridade divina exige, em sua reverência, o que os humanos mais esperam e estimam: a vida dos primogênitos humanos, os animais e as primícias da agricultura. Paradoxalmente, ao sacrificar a vida da criança ou mutilar os seus corpos, os humanos revelavam uma valoração positivo da criança, pois só poderia ser ofertado às divindades aquilo que era considerado precioso, estimado e puro.

Em outras interpretações teológicas, ao contrário, postulam-se a idéia de que os recém-nascidos são imperfeitos, presas do espírito do mal (MOTT, 1993), ou seja, está subjacente uma valoração negativa da criança. Nessas vertentes teológicas, as crianças são impuras, e só podem integrar à comunidade dos filhos de Deus quando submetidas aos rituais purificatórios. Certas seitas heterodoxas justificam a prática do infanticídio ritualístico como uma solução para afastar certos capetinhas do rebanho dos santos, pois essas crianças ameaçam poluir a comunidade dos eleitos.

Para Gimeno Sacristán (2005), a tradição cristã que percebe a criança como a corporificação do mal tem como principal referência teórica o quarto livro Esdras, que foi escrito por um judeu, um século depois de Cristo. Nesse livro, que teve uma importante divulgação entre os cristãos, Adão aparece como o responsável pela queda de toda raça humana e legou a toda sua descendência a semente do pecado. Essa doutrina foi difundida por Santo Agostinho, que antes de sua conversão era maniqueísta. De acordo com essa vertente do cristianismo, a prática do batismo tem como objetivo primordial liberar as crianças desse pecado original herdado. Mott (1993) lembra que na tradição católica, “o ritual do batizado incluía o exorcismo, acreditando-se que antes de ser lavada pela água sacramental, a criancinha era presa de Satanás” (p. 124).

Do pecado de origem, surge o desequilibro do ser humano, assim um conflito estabelece-se entre duas dimensões: a carne (o corpo), que simboliza as tendências que expõem a pessoa ao mal, os apetites em busca de prazeres e satisfações e o espírito (a alma), que representa a razão iluminadora da justa vontade que a distancia do pecado e a aproxima de Deus (SACRISTÁN, 2005). A pedagogia, a disciplina rigorosa e quase sempre violenta, constitui-se, nessa abordagem religiosa, uma importante ferramenta para assegurar o predomínio do espírito sobre carne. As punições físicas são utilizados a fim de promover a renúncia às satisfações dos prazeres e às necessidades do corpo. A encíclica Divini illus magistri, publicada por Pio XI em 1929, deixa recomendações aos educadores:

A estupidez está ligada ao coração do jovem; a vara da correção a distanciará dele. Portanto, é preciso corrigir as inclinações desordenadas, fomentar e ordenar as boas, desde a mais tenra infância e, sobretudo, é preciso iluminar com verdades sobrenaturais e os meios da Graça, sem a qual não é possível dominar as perversas inclinações nem alcançar a devida perfeição moral (...). Por isso mesmo, todo naturalismo pedagógico é falso [...], e é errôneo todo método de educação que se funda, em todo ou em parte sobre a negação e o esquecimento do pecado original e da Graça e, portanto sobre as formas solitárias da natureza humana (apud SACRISTÁN, 2005, p. 90).

Essa concepção da natureza humana marca uma espécie de antropologia negativa que justifica as atitudes precavidas e as práticas repressivas contra o mal. Tal tradição vê com receio, quando não terror, a natureza irrefreável que as crianças expressam ocasionalmente. A idéia de que o homem nasce marcado pela culpa coletiva do pecado original de Adão e a visão maniqueísta sobre a maldade natural do homem contribuíram para perpetuar a crença de que na criança existe algo maligno contra o qual é preciso sempre se prevenir.

A crença na maldade das crianças legitimou durante muito tempo o tratamento distante, duro e agressivo destinado a elas. Na unidade familiar os maus-tratos, a rudeza e o castigo foram justificados como benéficos para crianças e jovens. Muito ditados populares ilustram essa forma de conceber a criança, como os que dizem: “Não quer bem seu filho quem diminui seu castigo; As crianças devem ser disciplinadas quando ainda pequenas, porque depois não há castigo para elas; Amor de criança, água em cesto; Quem te quer bem te fará chorar, e quem te que mal, rir e cantar; Aprenda chorando; rirá ganhando; Aprender é amargura, o fruto é doçura” (apud SACRISTÁN 2005, p. 87).


REFERÊNCIA:

SILVA, Maria Aparecida A. da. A violência física intrafamiliar como método educativo punitivo disciplinar e os saberes docentes. 2008. 224 p. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2008.