10 de abr de 2013

ONU recomenda a extinção da Polícia Militar no Brasil

 

Vítimas da violência policial

 

 

Estimado (a) leitor (a),

Tem três dias que uma imagem me atormenta. No domingo, logo após assistir a reportagem do fantástico que tratava das mortes de moradores de rua em Goiânia, vi uma imagem que me chocou profundamente e só a fato de recordá-la me vem a sensação de náusea.

Cena:

Um homem desce de um moto com capacete no rosto e atira a queima roupa em um menino de 14 anos, desarmado e totalmente indefeso.

E quem era esse atirador? Ainda não se sabe, mas de acordo com informações da própria Polícia Militar oito policiais foram detidos como suspeitos de envolvimento nesse assassinato (zona leste de São Paulo).

 


Veja o vídeo na reportagem “PMs são presos suspeitos de envolvimento em mortes de jovens em SP”

 


Quem assistiu, ou melhor quem deu conta de assistir, a cena pode perceber claramente como esse homem já rompeu com o valor supremo do respeito à vida. Matar para ele parece seu algo corriqueiro, “normal”!

Até quando a sociedade, as instancias de responsabilização criminal vão ser coniventes com os crimes cometidos por policiais?

Será que é essa a mensagem que vai imperar, de que existem homens que tem licença para matar? Existem homens que estão acima da lei?

 

“Aquele que combate monstros deve tomar cuidado para que ele mesmo não se torne um. E, se olhar muito tempo para o abismo, o abismo te encara de volta” (Friedrich Nietzsche).

Um comentário:

  1. Tenho a mesma sensação que você: fico chocada, indignada, pois
    a população é a maior vítima de atos de truculência, abuso de poder e despreparo por parte de alguns policiais militares que deveriam proteger a sociedade, mas fazem o contrário. E se o cidadão, principalmente o pobre e simplório, questiona abordagens truculentas, é preso por desacato.
    Quando se ingressa numa carreira, tem que ter preparo emocional, equilíbrio. Veste-se uma farda, usa um armamento, tem que ter preparo. Se não é de família, de berço, que a instituição tente instruir e mostrar qual é o seu papel e verificar se realmente a pessoa está apta a exercer essa função de tamanha responsabilidade. Porque, do contrário, rasga-se qualquer cartilha de comportamento e abordagem policial, qualquer mandamento em relação a direitos humanos.
    Um ser que se diz “autoridade” tem que ter o conhecimento básico de leis, de Direito, de Direitos Humanos. A pessoa de bem se sente constrangida, tratada como bandido, mesmo estando com sua documentação em dia. E quando o cidadão lembra o policial que seus direitos constitucionais não estão sendo respeitados, a situação é invertida. O policial leva a pessoa para a delegacia, detida, por “desobediência”, “desacato”. Isso é muito mais comum do que se imagina. Não é possível que se trate todo mundo como se fosse bandido, com abordagens truculentas, em carro com crianças, idosos, trabalhadores.
    Prevaricação nós temos bastante. Concussão também – policial recebendo dinheiro. Mas, atualmente, abuso de autoridade é campeã.
    Quando se ingressa numa carreira, principalmente nessa, lê os editais, aceita, ou não. Sabe-se qual vai ser o salário. Nada justifica cometer um crime. Como agente público, é preciso ter uma conduta. Salário não é justificativa para não cumprir ou cumprir muito mal a obrigação que assumiu perante o Estado e a sociedade. Infelizmente, ainda existe essa praga que não deixa de ser um resto da ditadura militar.

    ResponderExcluir

Participe! Adoraria ver publicado seu comentário, sua opinião, sua crítica. No entanto, para que o comentário seja postado é necessário a correta identificação do autor, com nome completo e endereço eletrônico confiável. O debate sempre será livre quando houver responsabilização pela autoria do texto (Cida Alves)