27 de abr de 2013

Canto para Oxum

No Yorubá, religião de matriz africana, “a água é força das Grandes Mães, a força da mulher, a origem da vida. Falar da água é falar da energia feminina que comanda o mundo”. Nessa religião existem muitas divindades relacionadas à água, mas uma em especial me encanta, a deusa das águas doces: Oxum.

 

mãe negra

“Oxum é a mãe das crianças, sua provedora. Oxum não concebe as coisas más do mundo; ela tem remédios gratuitos e dá mel para as crianças, quando as cura não apresenta honorários aos pais. A palavra de Oxum é meiga; ela deixa as crianças abraçarem seu corpo com as mãos. Não pode haver relação mais próxima que a de uma criança com Oxum, só uma criança pode abraçá-la. A água ninguém segura – só a criança, no ventre de sua mãe. É Oxum que envolve as crianças no ventre materno”.

 

mãe negra 1

Oxum não vê defeitos em seus filhos, não vê sujeiras. Seus filhos, para ela, são verdadeiras joias, ela só consegue enxergar seu brilho. É por isso que Oxum é a mãe das crianças – seres inocentes e sem maldade -, zelando por elas desde o ventre até que adquiram independência. Seus filhos são, antes joias, sua riqueza”.

 

 

“Oxum é o amor em todas as dimensões que esse sentimento abrange. Seu poder é tão grande que ela é capaz de engolir a força negativa!”

 


Fonte das citações: Candomblé - A Panela do Segredo (2008), livro de autoria de Rodnei William Eugenio (Pai Cido de Osun Eyin). Fotos capturadas na internet.

Compartilhado por Perla Ribeiro em seu perfil do Facebook em 27 de abril de 2013.

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