30 de out de 2010

Nova edição do boletim da Rede Não Bata, Eduque



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Confira as notícias do boletim, clique
aqui.


A Rede Não Bata Eduque está também no Tumblr e no Twitter!

Endereços: nãobataeduque.tumblr.com e twitter.com/RedeNBE

29 de out de 2010

Lançamento da Campanha pelos Bons Tratos em Salgueiro - PE - 29 de outubro (hoje)

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"Plante essa idéia.
Plante a semente dos bons tratos"



O Centro Dom Helder Câmara de Estudos Sociais, em sua 7ª edição da Campanha pelos Bons Tratos de Crianças e Adolescentes, desenvolve ações de apoio ao Projeto de Lei que altera o Estatuto da Criança e Adolescentes que visa garantir o direito de crianças e adolescentes serem educados e cuidados sem o uso de castigos físicos ou de tratamentos degradante e humilhantes.








Agenda da campanha:

29 de outubro (hoje)

Lançamento da Campanha pelos Bons Tratos em Salgueiro - PE

Local: Escola Don Malan
Rua Antonio F. Sampaio, 134
Santo Antonio - Salgueiro/PR

Horário: 13h30


Apoio:








Co-financiada:













Parceria:






Acesse o material educativo no site:

www.bonstratos.org.br


27 de out de 2010

I Seminário Sociedade, Subjetividade e Educação - Faculdade de Educação/UFG

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O Núcleo de Pesquisas Estudos Sociedade, Subjetividade e Educação (NUPESE) da
Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás constitui espaço de discussão no âmbito de várias áreas do conhecimento como filosofia, artes, ciências sociais, história, pedagogia e psicologia, privilegiando análises fundamentadas nas abordagens do marxismo e da teoria crítica. Participam do NUPESE docentes, discentes, funcionários da graduação e da pós- graduação da Faculdade de Educação e outras unidades acadêmicas da UFG, bem como de outras IES.

O I Seminário do Núcleo de estudos e Pesquisas Sociedade,
Subjetividade e Educação, constitui evento fundamental para demarcar a interação do Núcleo com o Programa de Pós-graduação da Faculdade de educação bem como com alunos e professores da UFG e de outras IES do Estado de Goiás, cumprindo assim, com o objetivo de prosseguir o trabalho pelo qual justificou sua criação desde o ano de 2009. Trabalho este pautado pela intenção de criar um ambiente acadêmico livre e aberto para discussões sobre o marxismo e a teoria crítica visando acrescentar fundamentos do conhecimento à formação de alunos da graduação e da pós-graduação. Mas, sobretudo, ampliar os estudos referentes aos grupos existentes estendendo as discussões às mais variadas áreas do saber na interface com a educação e a cultura.


Programação

04/11 (quinta-feira)
Tema: Concepção de homem e sociedade em Marx e Adorno

8 horas – (Abertura) - Luis César Sousa (CAJ/UFG)

8:15 - Palestrantes: Mauro Iasi (UFRJ) e José Leon Crochik (USP)
Moderador: Hugo Leonardo Fonseca (UFG)
Local: Auditório FE/UFG

Tema: Concepção de Educação em Adorno e Marx
19 horas -Palestrantes: Rita Maria Vilela (PUC/MG) e Paulo Tumolo (UFSC)
Moderadora: Márcia Torres (UFG)
Local: Auditório FE/UFG

Tema: Cultura, infância e fundamentos da educação
05/11 (sexta-feira)
8 horas - Palestrantes: Ângela Mascarenhas (UFG) e Antônio Zuin (UFSCar)
Moderador: Pítias Lobo (UFG)
Local: Auditório FE/UFG

19 horas - Palestrantes: Paolo Nosella (UFSCar) e Sílvia Zanolla (UFG)

Moderadora: Simei Araújo (UFG)
Local: Auditório FE/UFG

Maiores informações:
Danilo Oliveira: nupeseufg@hotmail.com
Telefone: 62 – 3209-6220

24 de out de 2010

Ministério Público baiano intensifica apoio ao projeto de lei que proíbe os castigos físicos e humilhantes em crianças e adolescentes

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O seminário contou com uma ampla participação:
mais de 300 integrantes da rede de garantia de direitos
de Salvador (BA) estiveram presentes no evento.




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Mesa de abertura: Ana Rita Neves - coordenadora da Superintendência de Direitos Humanos; Maria da Glória Silva - coordenadora de Acompanhamento Escolar do Município de Salvador; Walmir Mota - diretor da Fundação da Criança e do Adolescente (Fundac); Márcia Guedes - coordenadora do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça da Infância e Juventude (Caopjij); Eleonora Ramos - membro do Conselho Gestor da Rede Não Bata Eduque; Reni Pereira - tenente coronel da Polícia Militar e Marília Dourado - representante da Nacional Redsolares no Brasil.

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“Castigo físico não é instrumento de educação”

“Educar não significa adestrar”. A frase apresentada pela coordenadora do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça da Infância e Juventude (Caopjij), promotora de Justiça Márcia Guedes, durante o ‘Seminário Educar sem Castigo’ realizado pelo Ministério Público estadual durante o dia de hoje (22), resume a ideia defendida pelos palestrantes de que não se pode educar por meio do castigo físico.

A educação, argumentaram eles diante de uma plateia lotada, deve partir de um ato de compreensão e respeito para com a criança. Tolerar qualquer forma de violência, assinalou Márcia Guedes, “é inadmissível”. Por isso, o MP está buscando fomentar a discussão e elucidar dúvidas sobre o projeto de lei nº 7672/2010, popularmente conhecido como “lei da palmada”. A Instituição estimula a discussão e sugere a adesão ao projeto de lei, informou a promotora, manifestando sua posição a favor da aprovação do projeto “por ser extremamente contra o castigo físico exercido contra crianças”. De acordo com ela, o documento não apresenta nenhuma proibição ao direito dos pais de corrigir ou exercer sua autoridade sobre os filhos.

O direito da criança e do adolescente de serem educados e cuidados sem o uso de castigos corporais ou de tratamento cruel ou degradante já foi assegurado em 27 países, entre eles o Uruguai e a Venezuela, informou Eleonora Ramos, que é membro do Conselho Gestor da Rede ‘Não bata. Eduque’. Segundo ela, o projeto de lei brasileiro não tem sua atenção voltada à palmada, como muitos fazem parecer. Esse ato é apenas um dos símbolos de educar com violência, esclareceu.


Para o promotor de Justiça Millen Castro, isso ocorre porque as pessoas, sem ter o conhecimento do teor da lei, já começaram a desdenhá-la, “o que é lamentável”. Mas ninguém é contra o castigo como sanção pedagógica, esclareceu o membro da Seção Brasil Defense for Children International (Anced-DCI) Wanderlino Nogueira, que apresentou palestra discutindo o castigo na perspectiva dos direitos humanos. Ele, que é procurador de Justiça aposentado e já chefiou o MP baiano, defendeu que o título de “lei da palmada” foi empregado no sentido de diminuir a importância da lei. Isso ocorre porque o Brasil tem uma cultura de violência, desrespeito e discriminação para com os mais fracos, alegou Wanderlino, indicando que o contraponto a esse discurso, “que infelizmente é majoritário”, é o discurso dos direitos humanos. De acordo com Wanderlino Nogueira, no Brasil, crianças e adolescentes não são vistos como sujeitos construtores da história, não sendo percebidos, portanto, como sujeitos de direito. A percepção que se tem é que a criança, o filho, é uma coisa sobre a qual se tem a posse e não castigá-la por qualquer erro passa a ser algo muito difícil.



Para Márcia Oliveira, coordenadora da campanha permanente da Rede Não Bata, Eduque, o projeto de lei é um marco ético que apoiará uma mudança cultural “que o uso dos castigos físicos e tratamento humilhante são uma violação da integridade física da criança e do adolescente”, tal como o efeito da Lei Maria da Penha para o combate a violência contra as mulheres. É o início de um processo de mudança de longo prazo como demonstra a experiência de outros países que já aprovaram a lei. Se as pessoas passam a perceber o uso dos castigos como “não natural” começarão a procurar alternativas, a conversar sobre o assunto, a discutir com seus familiares, a buscar apoio de profissionais, como estamos tendo a oportunidade de verificar agora com a discussão do projeto de lei.



A partir dos sistemas de informações do SUS, a psicóloga Maria Aparecida Alves da Silva (Cida Alves) evidenciou como a violência física intrafamiliar tem impactado a saúde de crianças e adolescentes no Brasil:

A cada dois dias, em média, cinco crianças de até 14 anos morrem vítimas de agressão, ou seja, a cada dez horas, uma criança é assassinada no Brasil (Sistema de Informação de mortalidade do Ministério da Saúde, 2008).

10% das crianças que se apresentam nas urgências dos hospitais no Brasil, com menos de 5 anos, são vítimas de abuso físico
. Nas internações hospitalares, verifica-se elevada ocorrência de traumatismo craniano em crianças (Sistema de Informação de Internações Hospitalares do Ministério da Saúde, 2004).

Os resultados do Inquérito de Vigilância em Violência e Acidentes do Ministério da Saúde (VIVA 2007), apontam que 61 % das crianças e 92% dos adolescentes tiveram como causa principal de internação a violência física. Os inquéritos realizados nos anos de 2006 e 2007 evidenciam que a mãe (25%) seguida pelo pai (20%) são os principais autores de violências contra crianças (0 - 9 anos de idade).

Foram expostas ainda as consequências negativas que a prática de bater para educar resulta no desenvolvimento emocional e cognitivo de crianças e adolescentes. Essa prática "educativa" oferece um modelo inadequado, por parte dos adultos, de lidar com situações de conflitos, que é o uso da força, da violência; contribui para o desenvolvimento de fusões disfuncionais entre amor e dor; dificulta ou deteriora os vínculos afetivos entre pais e filhos; facilita o surgimento de desvio no comportamento, como esconder ou dissimular por medo do castigo físico, ressaltou Cida Alves psicóloga do Núcleo de Prevenção das Violências e Promoção da Saúde da Secretaria Municipal da Saúde de Goiânia.









O evento foi encerrado com o lançamento do livro “Infância, Direitos e Violência”, de autoria de Wanderlino Nogueira e Eleonora Ramos.









Walmir Mota
, Wanderlino Nogueira, Márcia Oliveira, Márcia Guedes e Emiliano José, integrantes e apoiadores da Rede Não Bata Eduque










Grupo de jovens artistas do Projeto Axé faz apresentação cultural no seminário Educar sem castigo



Fonte: Assessoria de Comunicação Social/Classificação da Notícia: Infância e Juventude 22/10/2010 16:48:41 - Redatora: Maiama Cardoso MTb/BA - 2335 e dados da apresentação “As marcas dos castigos na infância” da psicóloga do Núcleo de Prevenção das Violências e Promoção da Saúde da Secretaria Municipal da Saúde de Goiânia.



X Jornada Goiana sobre Adolescência



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"Adolescência e psicopatia na contemporaneidade"
é o tema da X Jornada Goiana sobre Adolescência, que acontecerá no dia 28 de outubro, das 19h às 22h no Auditório da Faculdade de Odontologia - UFG




Expositores convidados:


Dr. Alexandre Morais da Rosa

Vara da Infância e Juventude de Joinville– SC

Dr. Darlene Vianna Gaudio Angelo
Instituto de Atendimento Sócio-educativo do Espírito Santo
Escola Lacaniana de Vitória - ES

Realização:
PROEC
Faculdade de Educação
Núcleo de Estudos e Coordenação de Ações para a Saúde do Adolescente – NECASA
Sociedade Goiana de Pediatria

Apoio:











21 de out de 2010

Seminário Educar sem castigo – Salvador/BA

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O Ministério Público do Estado da Bahia e a Rede Não Bata Eduque realiza próximo dia 22 de outubro, das 8 às 16h, no Auditório J.J. Calmon de Passos, em Salvador, o Seminário "Educar sem castigo discutindo o Projeto de Lei N.º 7672/2010".



A intenção é promover um debate sobre a chamada "Lei da Palmada", que foi apresenta pelo Presidente da República ao Congresso Nacional em julho deste ano. O Projeto de Lei estabelece o direito da criança e do adolescente de ser educado e cuidado sem o uso de castigos corporais e tratamento cruel ou degradante.





De acordo com a proposta, a definição de “castigo” passa a ser incluída no artigo 18 do Estatuto como “ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso da força física que resulte em dor ou lesão à criança ou adolescente”. Aqueles que infringirem a lei podem receber penalidades como advertência, encaminhamento a programas de proteção à família e orientação psicológica, destaca Márcia Guedes (foto)
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PROGRAMAÇÃO


22/outubro / 2010, das 8h às 16h

8h15 – Credenciamento

9h – Apresentação do grupo Artístico do Projeto Axé

9h20 - abertura
Márcia Guedes
Coordenadora do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça da Infância e Juventude do Ministério Público do Estado da Bahia

Eleonora Ramos
Membro do Conselho Gestor da Rede Não Bata Eduque

9h40 – “O limite do castigo moderado, a normativa internacional e a lei brasileira”
Walderlino Nogueira
Consultor especial para Fundo das Nações Unidas para a Infância – Unicef, Membro da seção Brasil da defense of Children Internacional (ANCED – DCI) e Coordenador de Monitoramento Internacional do DCI – Brasil

10h20 – “O movimento internacional pelo fim dos castigos físicos”
Márcia Oliveira
Coordenadora do Projeto campanha permanente “Não Bata Eduque”

11h – Debates

12h – Intervalo para Almoço

14h – Exibição do vídeo “Era uma vez uma família”, do Instituto Promundo

14h20 – “As marcas dos castigos na infância”
Maria Aparecida Alves da Silva (Cida Alves)
Psicóloga do Núcleo de Prevenção das Violências e Promoção da Saúde da Secretaria Municipal da Saúde de Goiânia, Mestre em Educação Brasileira pela Universidade Federal de Goiás – UFG e Consultora Colaboradora do Ministério da Saúde

15h – Debates

15h30 – Lançamento do livro “Infância, Direitos e Violência de Walderlino Nogueira e Eleonora Ramos

16h - Encerramento

Maiores informações:
www.mp.ba.gov.br

71 3322-1871 (ramais 230 e 236).

Apoio: ABIH/BA
e Fundação César Montes


19 de out de 2010

VII Seminário: Problemas do Estado Democrático Contemporâneo









O Grupo de Est
udos da Democracia (GED) realizará, entre os dias 25 e 28 de outubro, o VII Seminário sobre Problemas do Estado Democrático Contemporâneo, intitulado Pensar os Direitos Humanos: Desafios à Educação nas Sociedades Democráticas.


O objetivo é am
pliar e aprofundar a análise das relações entre direitos humanos, democracia, cidadania e educação, buscando o diálogo entre a pesquisa acadêmica e o fazer prático, de modo a construir estratégias viáveis ao desafio de "educar" para os direitos humanos em uma sociedade democrática.

25 de outubro (2ª feira)

Conferência de Abertura: O paradoxo dos direitos humanos
Costas Douzinas (Birkbeck Institute for the Humanities / University of London)

19h às 21h30 – Salão Nobre

Faculdade de Direito da UFG. Av. Universitária, esquina com a 5ª Av., Goiânia-GO

Confira a programação completa no site grupo democracia




Mais informações:

E-mail: grupodemocracia@ymail.com
Programa de Direito Humanos da UFG: (62) 3209-6022


17 de out de 2010

Jornalistas “Amigos da Criança” entrevistam presidenciáveis


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Um time campeão




Criado em 1997, o projeto Jornalista Amigo da Criança, da Agência de Notícias
dos Direitos da Infância (Andi), patrocinado pela Petrobras, reconhece profissionais de comunicação cujo trabalho é pautado pelo compromisso com a agenda social e os direitos da criança e do adolescente. No total, 346 jornalistas do Brasil todo já foram homenageados. A Andi convidou nove deles para participar de uma coletiva virtual com os candidatos à Presidência da República com os maiores índices de intenção de votos.



Vejam o que eles disseram sobre o Projeto de Lei que proíbe os castigos físicos e humilhantes na educação e no cuidado de crianças e adolescentes.


Pergunta elaborada pelo Jornalista Amigo da Criança Marcelo Canellas*.

Qual é a sua posição sobre a chamada “Lei da Palmada”, que tramita no Congresso Nacional? O que é, em sua opinião, um castigo lícito e educativo? E qual o papel do Estado nessa questão?


Resposta de Dilma:

Qualquer forma de violência é inaceitável. E contra uma criança é ainda mais condenável. Existem procedimentos de disciplina não violenta, a começar pelo exemplo dos adultos, pelo diálogo e pelo uso de restrições que não causem dor ou humilhação. O papel do Estado nessa questão está nas ações de prevenção e proteção, definidas legalmente, como é o caso do Estatuto da Criança e do Adolescente, ou de programas, como os que existem sob a coordenação da Secretaria de Direitos Humanos. E, recentemente, o presidente Lula apoiou a iniciativa da Rede Não Bata, Eduque, que encaminhou um projeto de lei ao Congresso Nacional. Esse projeto deverá ser acompanhado em sua tramitação, com prioridade, no meu governo, caso eleita.


Resposta da Marina:

Há muito tempo sabemos que a proteção dos direitos fundamentais envolve também determinadas situações que se verificam no espaço da vida doméstica e que foram, tradicionalmente, tratadas como “questões privadas”. Graças a essa concepção, ninguém mais estranha que o Estado possa estabelecer regras que protegem as mulheres diante de uma tradição secular de violência doméstica. Não vejo por que não pensar a proteção das crianças da mesma forma. Até com muito mais razão, se tivermos em conta que as crianças não podem, por definição, se defender de uma agressão. Estamos aqui lidando com um tema que só é polêmico por mexer com uma cultura que legitima a violência, desde que “moderada”, contra as crianças. Vários países já aprovaram leis semelhantes. O primeiro deles, a Suécia, proibiu as punições físicas sobre as crianças em 1979. Na verdade, estamos muito atrasados neste tema. Por óbvio, proibir as punições físicas e todas as práticas humilhantes na educação dos filhos não significa defender uma educação permissiva. Educar pressupõe impor limites. Desde o momento em que a criança já pode compreender a necessidade de observar certas regras e cumprir combinações é importante que, em caso de descumprimento, possa receber algum tipo de sanção, o que também deve fazer parte da combinação. Não há qualquer razão, entretanto, que justifique a punição física ou um ato de desrespeito. Isso só ocorre por despreparo dos pais e mães, que, por isso mesmo, precisam ser auxiliados. A primeira coisa que eles devem perceber é que, quando batem em seus filhos, a única coisa que estão ensinando é que a violência é um ato legítimo para a superação de conflitos. Não por acaso, crianças e adolescentes violentos possuem, normalmente, um histórico de vitimização por violência doméstica.

Apesar de convidado a participar deste especial, o candidato José Serra (PSDB) não respondeu às questões enviadas à sua assessoria.




*Marcelo Canellas,

repórter especial da Rede Globo de Televisão desde 1990. É especializado na cobertura de temas ligados aos direitos humanos e autor de algumas das séries de reportagem mais premiadas da televisão brasileira, como “Fome” (2001 – Jornal Nacional), “Cerrado” (2004 – Jornal Nacional) e “Terra do Meio: Brasil Invisível” (2007 – Bom Dia Brasil). Já recebeu mais de 40 prêmios jornalísticos no Brasil e no exterior. Desde 2002, é Jornalista Amigo da Criança.




Ver entrevista completa no informativo "jornalistas Amigos da criança nas eleições".

Fonte: site da Andi, 17 de outubro de 2010.

15 de out de 2010

O Encontro Multicampi de Educação e Linguagem em Inhumas (Goiás)

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De de 13 a 16 de outubro acontece em Inhumas o Encontro Multicampi de Educação e Linguagem da faculdade de Inhumas (UEG)

No dia 16 de outubro (sábado), das 8h às 11 horas acontecerão os Minicursos:

  • Educação inclusiva: direito à diversidade

Profa. Esp. Carla Salomé Margarida de Souza – Secretaria Estadual da Educação e Secretaria Municipal da Educação de Santa Bárbara de Goiás

  • A violência física intrafamiliar e a socialização das novas gerações
Profa. Doutoranda Maria Aparecida Alves da Silva - Núcleo de Prevenção das Violências e Promoção da Saúde da Secretaria Municipal da Saúde de Goiânia


  • Aprendendo a aprender: filmes e estratégias de aprendizagem de LE

Profa. Dra. Eliane Carolina de Oliveira – FL/UFG


As novas tecnologias e o trabalho acadêmico

Prof. Ms. Guido de Oliveira Carvalho – UEG UnU Inhumas


  • Resiliência: lidando saudavelmente com as adversidades

Profa. Ms. Rosana da Costa Moura – Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia


  • Formação Continuada no CEPSS: GEGES e Saúde da Mulher

Profas. Eliane Costa Ávila, Marcela Alves Andrade e Yara Fonseca de Oliveira e Silva


Veja progração completa no site da UEG


13 de out de 2010

Publicada em Goiás lei que combate o bullying


Agora é lei. Todas as escolas de educação básica, públicas e privadas deverão incluir nos seus projetos pedagógicos medidas de conscientização, prevenção, diagnose e combate ao bullying. O Diário Oficial do Estado publicou no dia Mundial da Paz (21), a Lei 17.151 de 16 de setembro, que entrará em vigor em no máximo 180 dias.







O bullying foi definido pela lei estadual como prática de ato de violência física ou psicológica, de modo intencional ou repetitivo, exercido por um ou mais indivíduos, contra uma ou mais pessoa. O bullying tem como objetivo constranger, intimidar, agredir, causar dor, angústia ou humilhação à vítima.


Essa prática é mais corriqueira do que se imagina. Uma pesquisa realizada em 2009, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com 3.291 alunos do 9º ano do ensino fundamental, de 73 escolas públicas e particulares de Goiânia, revelou um dado alarmante. Cerca de 26% dos estudantes entrevistados alegaram ter sido vítimas de humilhações, ofensas e provocações em ambiente escolar.

A lei cita que o ato de promover e acarretar exclusão social, subtrair coisa alheia para humilhar, perseguir, discriminar, amedrontar, destroçar pertences, instigar atos violentos, inclusive utilizando-se de meios tecnológicos e ambientes virtuais são exemplos de bullying. De 1º de janeiro a 31 de agosto deste ano, 90 casos de agressões ocorridas em escolas foram registradas na Delegacia de Atos Infracionais (Depai) em Goiânia.

Geralmente, o bullying é confundido com brigas, desentendimentos e até com “brincadeiras” próprias de criança e adolescente. Foi assim com o estudante Diego Felix Ávila, 18 anos. O rapaz que veio de Porto Alegre para Goiânia relata que foi alvo de chacotas e gozações em sala de aula, devido ao forte sotaque sulista que ostentava.
Além disso, segundo ele, eram frequentes piadas e anedotas de mau gosto feitas pelos colegas por causa de sua origem. “Me colocaram apelidos desagradáveis e faziam piadas de gaúcho direcionadas a mim. Além de sofrer muito, eu brigava demais. Por causa disso, pedi para me mudarem de escola”, afirma.

Os pais de Diego o transferiram de colégio, porém os problemas com o bullying ainda persistiam. Dessa vez, além das piadinhas, era perseguido por causa de um detalhe físico. “Mudei de escola mas mesmo assim era zoado pelos meus colegas por causa da minha orelha”, diz.


Diante daquela situação, os pais da vítima se viram forçados a mudarem o rapaz de instituição de ensino pela terceira vez. Contudo, ele não teve que passar por situações vexatórias novamente, já que a diretoria da nova escola abordou o problema do bullying entre os alunos, por meio de trabalho de conscientização. Hoje, Diego faz cursinho e se prepara para ingressar a faculdade de Administração.


“A escola deve ser um espaço que trabalhe a diversidade”, diz doutora da PUC-SP


Segundo Maria Betânia Godin, psicológica e doutora em Psicologia Escolar pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o bullying além de causar sofrimento também ocasiona problemas psicológicos difíceis de serem superados. Ela afirma que a lei é importante, já que era passada a hora do poder público tomar alguma providência sobre o fato. “Era necessário fazer alguma coisa para conscientizar as pessoas, pois a escola deve ser um espaço que trabalhe a diversidade”, enfatiza.






De acordo com o promotor Everaldo Sebastião de Sousa, do Centro de Apoio Operacional a Infância, Juventude e Adolescente do Ministério Público de Goiás (MP-GO), diversas outras unidades da federação já possuem uma lei antibullying, e que em Goiás, servirá como um importante ferramenta no combate a esse tipo de violência. “A lei é tão importante que, se executado corretamente, poderá diminuir a evasão escolar relacionada ao bullying na rede pública de ensino”, afirma.




Fonte: Diário da Manhã - 26/09/2010

10 de out de 2010

Um ano de blog Educar Sem Violência



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Parque Nacional Cañón del Sumidero - Tuxtla Guiterrez, Chiapas/ México









Nesta região do México aconteceu o mítico gesto dos índios Chiapas que preferiam saltar ao fundo do Sumidero (foto), antes de serem dominados pelos espanhóis. Como o personagem sem-pernas, do livro capitães de areia de Jorge Amado, que se joga do alto do elevador Lacerda (Salvador/BA) para não se render aos policiais, homens, mulheres e crianças Chiapas preferiam a morte à rendição.


Com essa postagem, em 10 de outubro de 2009, inicio as publicações do Blog Educar Sem Violência. Para comemorar essa data, compartilho com você leitor algumas reflexões sobre o que aprendi com os sobreviventes que acompanhei ao longo de meu trabalho como psicóloga.



¡Nuestra mayor venganza es ser feliz!






Marcas trágicas de la conquista del paraíso*
versão em português logo abaixo


(...) tú dices que aquí ocurrió el gesto mítico de los indios Chiapas. Según los informes, elles eligieron ir al fundo del Sumidero a entregarse a los españoles. Los hombres, mujeres e niños Chiapas preferieron la muerte a la rendición.


Del punto de vista romántico és muy bello el gesto de los chiapas! Pero, si pienso que la vida és el valor más preciso, ¿lo que debo hacer frente a los demás que quieren imperiosamente nuestra dominación? ¿Cómo lidiar con algo o alguien que quiere usurpar mi libertad y mi voluntad? ¿Sobre qué camino tomar y qué precio a pagar: la rendición por la supervivencia o el confort; o la muerte por la insurreición ?

Si la rendición es absoluta, muere a la integridad del ser y si no es permitido ningún tipo de subordinación, puede tomarse cómo el precio la destrucción del propio sujeto. Los dos extremos pueden ocasionar la muerte: del cuerpo o de la mente (psique).



¡Bueno, este dilema es la materia prima de mi oficio!


Mi trabajo es cuidar de la gente que tuvo la integridad de su cuerpo y su mente atacados. Normalmente, alguien muy cercano (padres, hijos o maridos) no respetaron los deseos, las necesidades, los sueños, las preferencias o los valores de sus hijos, sus esposas o sus padres ancianos.

No hay ligereza posible cuándo nos hemos comprometido a cuidar de aquellos que han sufrido o están sufriendo por la violencia. En estas situaciones, las salidas fáciles o rápidas son poco probables. En eso sentido, cómo profesional, no debo comprar o vender ilusiones de "Happy End” instantáneas y duraderos. En el territorio de las relaciones violentas reina la incertidumbre.


La vida es imprecisa, llena de contratiempos, pero también de buenas sorpresas .... Ajena a nuestros planes más elaborados, algunas veces, la vida usurpa nuestro poder de elección. Grandes o pequeños, fuertes o débiles, no importa, las fuerzas imponderables de la naturaleza o de la violencia humana hacen a todos vulnerables.

Además del dolor y de las perdidas relacionadas directamente con el episodio de violencia, algunas personas tienden a lamentar el hecho de no tener lograda su propia defensa. Mismo consciente de que fueron sometidas a una fuerza superior (arma letal, fuerza física o amenaza de ataque a la integridad física o moral de los seres queridos) se sienten humillados y ultrajados. Se sintiendo culpables tienden a repetir siempre las mismas preguntas:



¿Por qué no he conseguido huir?
¿Por qué no puedo reaccionar?
¿Cómo me he entregado pasivamente a la violencia?


Bueno, yo lo sé que pocas palabras tienen el poder de dar consuelo en este momento. Sin embargo, debo decir que hicieron el crucial en esta situación: ¡mantenerse vivas!

Vivas, teneremos el día de la mañana para intertarmos virar el juego y quién sabe dar la ultima riza. El respeto de la vida y la posibilidad de ser feliz exige de nosotros menos valentias y más sabiduría, arte y irreverencia. Como dice Hannah Arendt, el mayor enemigo del autoritarismo es, por tanto: “(...) el desprecio, y la manera más segura para sabotearla es la risa”.


Una experiencia interesante de resistencia la dominación en el Brasil fueron los "quilombos". Impulsados por el lema “mato ou morro”, los esclavos negros huyeron para regiones de “matas” (bosques) o “morros” (montañas)” tan inaccesibles que los “capitães do mato” (cazadores de negros) nunca podrían los encontrar.




La venganza no era la fuerza que condocía sus luchas! Entre la justicia y la libertad eligieron volar. Entre el triunfo, la supremacía y el prazer eligieron bailar.
Por lo tanto, simplemente ignorarán el sufrimiento del pasado y, simbólicamente, dijeron a sus antiguos señores: "hasta la vista baby". Dieron la espalda al pasado y siguieron adelante luchando por su vida y felicidad. Estos antiguos esclavos han creado la más bella lucha marcial que conozco: la “capoeira”. La confrontación de los capoeristas en realidad es una bella danza, sus giros y saltos se asemejan a los vuelos.








Para mí, la vida y obra de Frida Kahlo es también una expresión maravillosa de la resistencia a la arbitrariedad. Encarcelada en un cuerpo frágil y mutilado por un accidente de autobús trágico, no se resignó a ser una víctima del destino, de la circunstancia y mismo atrapada en una cama o silla de ruedas fue capaz de inventar una pintura innovadora y libertaria.
¡El arte, la fantasia, la imaginación y el humor! Alternativas posibles a la muerte y a la rendición. Para mi, ese es la enseñanza más importante de la vida de Frida Kahlo.



“Navegar es preciso,
vivir no es preciso”.
Fernando Pessoa

En mi trabajo no hay mapas de navegación precisos. Mi acto de cuidar incluye pocas certezas. Si embargo, una convicción llevo conmigo:

Aunque la experiencia es radicalmente terrible, las personas que no sucumben al desatino o la nulidad son los que no permitieron que el violador se convertiera en el dueño de su alma. En sus pensamientos y sentimientos, esas personas pelearon valientemente contra la visión de que las cosas son así, que la violencia siempre ha existido y existirá en el mundo. Recalcitrantes, no aceptaron la violencia como algo normal, natural ...No creeron que por alguna razón merecían sufrir. ¡No se resignaron al sufrimiento!

Mismo que totalmente impotente contra la violencia del otro, estas personas mantuvieron en alguna parte de su mente un territorio libre de la opresión.
¡No permitieron la colonización de su mente!

Hay entonces una oportunidad pequeña, pero decisiva, de salvaguardar nuestra integridad, nuestra naturaleza contra los excesos y las injusticias del mundo:

mantener dentro de nosotros mismos territorios libres de ocupaciones arbitrarias. Hay partes de nuestro ser que no se deben domesticar. Ellas no están sujetas a ajustes, porque eso significaría la muerte de nuestra identidad como persona.







Nuestra mente, nuestra imaginación son la última frontera de la resistencia,
como se ilustra la película “Precious: Based on the Novel Push by Sapphire” (Oscar 2010). Nuestros deseos, preferencias y sueños son indomables y requieren siempre un espacio para su expresión. Si no se puede expresálos en nuestro mundo real, donde hay nuestro trabajo, nuestros logros sociales y culturales o en la complicidad de nuestra vida intima – donde hay nostros amigos y amores, ¡podremos aún expresálos en nuestro fantástico mundo mental!




Nuestra mente es un sitio fencundo donde se puede germinar todos los encantos. Como una madre generosa, ofrece refugio temporal a los tormentos de la injusta realidad,
alimentóndonos de esperanza y de fuerza. Ya más fuerte, tendremos más posibilidades de dar la vuelta a la tortilla.

Por fim, deixo de presente a você a cena que mais me emocionou nos últimos tempos: a beleza e a força de um sobrevivento muito especial.





Assista também o documentário “Sobreviventes” de Miriam Chnaiderman e Reinaldo Pinheiro, ele é imperdível.



Versão em português do texto
"Marcas trágicas da conquista do paraíso".

Nossa maior vingança é ser feliz!

(...) me disse que aqui ocorreu o místico gesto dos índios Chiapas. Segundo os informes, eles escolheram se jogar ao fundo do Sumidero a se entregaram aos espanhóis. Os homens, mulheres e crianças Chiapas preferiram a morte à rendição.

Do ponto de vista romântico é muito belo o gesto dos Chiapas! Mas, se penso que a vida é o valor mais precioso, o que devo fazer frente aos demais que querem imperiosamente a nossa dominação? Como lidar com algo ou alguém que quer usurpar minha liberdade e minha vontade? Que caminho tomar e que preço pagar: a rendição pela sobrevivência ou o conforto; ou a morte pela insurreição?

Se a rendição é absoluta, morre a integridade do ser e se não é permitido nenhum tipo de subordinação, pode ter como preço a destruição do próprio sujeito. Os extremos podem ocasionar a morte: do corpo ou da mente (psique).

Bem, este dilema é a matéria prima de meu ofício!

Meu trabalho é cuidar das pessoas que tiveram a integridade de seu corpo e de sua mente atacados. Normalmente, alguém muito próximo (pais, filhos ou maridos) não respeitaram os desejos, as necessidade, os sonhos as preferências ou os valores de seus filhos, de suas esposas ou de seus pais idosos.

Não existe leveza possível quando nos comprometemos em cuidar daqueles que sofreram ou sofrem pela violência. Nestas situações, saídas fáceis ou rápidas são pouco prováveis. Nesse sentido, como profissional, não devo comprar ou vender ilusões de “Happy End” instantâneos ou duradouros. No território das relações violentas reina a incerteza.

A vida é preciosa, cheia de contratempos, mas também de boas supresas... Alheia a nossos planos mais elaborados, algumas vezes, a vida usurpa nosso poder de escolha. Grandes ou pequenos, fortes ou fracos, não importa, as forças imponderáveis da natureza ou da violência humana fazem a todos vulneráveis.

Além da dor e das perdas relacionadas diretamente ao epsiódio violento, algumas pessoas tendem a lamentar o fato de não terem conseguido se defenderem. Mesmo conscientes de que foram submetidos a uma força superior (arma letal, força física ou ameaça de ataque a integridade física ou moral de seus entes queridos) se sentem humilhados e ultrajados. Se sentindo culpados tendem a repetir sempre as mesmas perguntas:

Porque não consegui fugir?
Porque não reagir?
Como me entreguei passivamente a violência?

Bem, eu sei que poucas palavras têm o poder de consolar nesse momento. No entanto, devo dizer que fizeram o crucial nesta situação: manterem-se vivas!

Vivas, teremos o dia de amanhã para tentarmos virar o jogo e quem sabe rir por último. O respeito a vida e a possibilidade de ser feliz exigem de nos menos valentia e mais sabedoria, arte e irreverência. Como disse Hannah Arendt, o maior inimigo do autoritarismo, é por tanto: “(...) o desprezo, e a maneira mais segura de miná-lo é a risada”.

Uma experiência interessante de resistência a dominação no Brasil foram os “quilombos”. Impulsionados pelo lema “mata ou morro”, os escravos negros fugiram para regiões de matas ou de morros tão inacessíveis que os capitães do mato nunca conseguiam encontrá-los.

A vingança não era a força que conduzia suas lutas! Entre a justiça e a liberdade, escolheram voar. Entre o triunfo, a supremacia e o prazer escolheram dançar. Por tanto, simplesmente desprezaram o sofrimento do pasado e, simbolicamente, dizeram a seus antigos senhores: “hasta la vista baby”. Deram as costas ao passado e seguiram adiante lutando por sua vida e felicidade. Estes antigos escravos criaram a mais bela luta marcial que conheço: a capoeira. A confrontação dos capoerista na realidade é uma bela dança, seus giros e saltos se assemelham a vôos.

Para mim, a vida e a obra de Frida Kahlo é também uma expressão magnífica da resistência à arbitrariedade. Pressa a um corpo frágil e mutilado por um trágico acidente de ônibus, não se resignou a ser uma vítima do destino, da circunstância e mesmo atada a uma cama ou uma cadeira de rodas foi capaz de inventar uma pintura inovadora e libertária. A arte, a fantasia, a imaginação e o humor! Alternativas possíveis a morte e a rendição. Para mim, esses foram os ensinamentos mais importantes da vida de Frida Kahlo.

Navegar é preciso,
Viver não é preciso.
Fernando Pessoa

Em meu trabalho não existem mapas de navegação precisos. Meu ato de cuidar inclui poucas certezas. Todavia, trago uma convicção comigo:

Ainda que a experiência seja radicalmente terrível, as pessoas que não sucumbem ao desatino ou a nulidade são as que não permitiram que o violador se convertesse em dono de sua alma. Em seus pensamentos e sentimentos, essas pessoas brigaram bravamente contra a visão de que as coisas são assim, que a violência sempre existiu e existirá no mundo. Inconformadas, não aceitaram a violência como algo normal, natural... Não acreditaram que por alguma razão mereceram sofrer. Não se resignaram ao sofrimento!

Mesmo que totalmente impotentes contra a violência do outro, estas pessoas mantiveram em alguma parte de sua mente um território livre da opressão. Não permitiram a colonização de sua mente!

Há então uma oportunidade pequena, mas decisiva, de salvaguardar nossa integridade, nossa natureza contra os excessos e as injustiças do mundo:

Manter dentro de nos mesmo territórios livres de ocupações arbitrárias. Há partes de nosso ser que não devem ser domesticadas. Elas não estão sujeitas a ajustes, porque isso significaria a morte de nossa identidade como pessoa.

Nossa mente, nossa imaginação são a última fronteira de resistência, como ilustra o filme “Precious: Based on the Novel Push by Sapphire” (Oscar 2010). Nossos desejos, preferências e sonhos são indomáveis e requerem sempre um espaço para sua expressão. Se não se pode expressá-los no mundo real, onde estão nosso trabalho, nossos fazeres sociais e culturais ou na cumplicidade de nossa vida íntima – onde estão nossos amigos e amores, podemos ainda expressá-los em nosso fantástico mundo mental!

Nossa mente é um solo fecundo onde pode germinar todos os encantos. Como uma mãe generosa, oferece refúgio temporário aos tormentos da injusta realidade, alimentando-nos de esperança e força. Fortalecidos, teremos mais possibilidades de dar a volta por cima!

*Fragmento de uma carta enviada ao amigo que me apresentou el Cañon del Sumidero
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9 de out de 2010

Nota do CFP em repúdio à demissão da psicóloga Maria Rita Kehl pelo jornal O Estado de S.Paulo





CFP repudia demissão da psicóloga Maria Rita Kehl pelo jornal O Estado de S.Paulo


Diante da agressão à liberdade de expressão cometida pelo jornal O Estado de S. Paulo contra a psicóloga e psicanalista Maria Rita Kehl, o CFP emitiu a nota a seguir. Para o Conselho, o jornal deu exemplo de produção de alienação pois, ao mesmo tempo em que se diz ameaçado em sua liberdade de expressão, impede a emissão de opinião por articulista que ali escrevia há anos.


O Conselho Federal de Psicologia (CFP) repudia a demissão de Kehl, solidariza-se a ela e externa preocupação com a atitude do Estadão que, ao demitir uma articulista que se posiciona de maneira contrária ao discurso do jornal, fere o direito à liberdade de expressão e de pensamento. Ou não é para garantir a diversidade de opiniões que os jornais, além de editoriais, publicam artigos?

A grande mídia tem acusado o governo de cercear a liberdade de expressão e o Estadão há meses questiona um processo de censura. Entretanto, a demissão da colunista expõe a fissura entre o discurso da mídia que se diz ameaçada em sua liberdade de expressão e suas práticas cotidianas, restritivas à liberdade de opinião.


Leia também artigo do jornalista Eugênio Bucci sobre o tema.


Fonte: Notícias da POl www.pol.org.br

7 de out de 2010

A grande mída nacional e a liberdade de expressão











"Tu clamas por liberdade
Mas só aquela que te convém (...)*"










"Fui demitida por um 'delito' de opinião".


A psicanalista Maria Rita Kehl foi demitida pelo Jornal O Estado de S. Paulo depois de ter escrito, no último sábado (2), artigo sobre a "desqualificação" dos votos dos pobres. O texto, intitulado "Dois pesos...", gerou grande repercussão na internet e mídias sociais nos últimos dias.



Veja mais

Nesta quinta-feira (7), ela falou a Terra Magazine sobre as consequências do seu artigo.

Entrevista completa na Terra Magazine

Artigo na integra no Estadão on line

*fragmento da canção Olha de Milton Nascimento

"Tu clamas por liberdade
Mas só aquela que te convém
Tu puxas a arma no escuro
E não suportas ninguém feliz

Persegues a quem trabalha
Calúnia, carga e traição
Te julgas o mais experto
Mas és mentira, só ilusão

Depois de passar o tempo
Colhe o deserto que é todo teu
Com todo teu preconceito
Segue pesando que enganas deus

E enganando a ti mesmo
Pois quem trabalha continuou
Em cada sonho suado
Que nem percebes o que custou"

Programação atualizada do SIMPÓSIO GÊNERO E PSICOLOGIA SOCIAL DIÁLOGOS INTERDISCIPLINARES






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Programação


12 de novembro de 2010 (Sexta feira)
Hora: 14:30 às 15:30
Racismo: um vírus em evolução
Conferência com o Professor Dr. Jorge Vala – Universidade de Coimbra

Hora: 15:50
Conversando com o autor

16 de novembro de 2010 (Terça feira)

Abertura
Hora: 14:30
The homecoming of society in social psychology
Conferência com o Professor Dr. Willem Doise - Universidade de Genebra

17:30 - Lançamento de livro

Coquetel

17 de novembro (Quarta feira)
De 14:00 às 15:45h
Atividade: Mesa Redonda
Campo de Gênero: Olhar Interdisciplinar
Ana Lúcia Galinkin – PG-PSTO/UnB - Estudos de Gênero na Psicologia Social
Tânia Mara Campos – PG-SOL/UnB - A transversalidade da categoria gênero nos estudos das Ciências Humanas e Sociais.
Maria Helena Fávero – PG – Processos de Desenvolvimento e da Saúde/IP/UnB Psicologia do Gênero: Psicografia, sociocultura e transformações.

De 16 às 17:45h
Atividade: Mesa Redonda
Violências de Gênero
Gláucia Diniz – PG- Clínica/IP/UnB - Conflitos e paradoxos das relações conjugais e familiares violentas.
Lourdes Bandeira - PG-SOL/UnB – Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) - Uma cartografia da violência de gênero a partir do olhar nas políticas públicas.
Danielle Martins – Promotoria de justiça do Ministério Público do DF; Núcleo de Direitos Humanos do Ministério Público do DF e Territórios -

18:00h - Lançamento de livros

18 de novembro (Quinta feira)
Atividade: Mesa Redonda
De 10:00 às 11:45h
Corpo, Gênero, Sexualidade
Claudiene Santos – PG/UFSe – A construção social da diferença.
Lia Zanotta – DAN/UnB -
Eveline Cascardo - Universidade Católica de Brasília - Amorosidade e sexo nos casais em situação de violência.

12:00h Feira de livros
Intervalo para almoço

De 14:00 às 15: 45h
Atividade: Mesa Redonda
Diversidade: Raça/Etnia e Gênero
Cláudio Vaz Torres – PG-PSTO/UnB - Diversidade e Inclusão nas Organizações.
Mireya Suarez – NEPEM/UnB - Nosotros y los Otros: Herança da conquista, colonização e mestiçagem.
Wivian Weller – PG/FE/UnB –Vivências acadêmicas de jovens negras que ingressaram pelo sistema de cotas na UnB.

De 16:00 às 17:45h
Atividade: Mesa Redonda
Reconstruindo corpos, reinventando o gênero
Jaqueline Gomes de Jesus – SENAD/Presidência da República - Mulher Transexual: Protagonista de sua Identidade.
Berenice Bento /UFRN - Nos limites discursivos do dimorfismo.
Tereza Cristina Cavalcanti Ferreira de Araujo – IP/UnB – Intersexualidade: Desafios Clínicos e Investigativos .

19 de novembro (Sexta feira)
Atividade: Mesa Redonda
De 10:00 às 11:45h
Relações homoafetivas e Homofobia
Aldry Sandro Monteiro – UNIP – Homossexuais em busca de visibilidade.
Waleska Zanello – IESB - Xingamentos masculinos e relações de gênero: atos de fala, homofobia e misoginia.
Marco Aurélio Máximo Prado – NPP/UFMG Homofobia e Democracia: é possível a emergência de um sujeito político em um sistema de humilhação?

12:00h - Feira de livros
Intervalo para almoço

De 14:00 às 15:45h
Atividade: Mesa Redonda
Gênero, Trabalho e Organizações
Ione Vasques-Menezes – PG-PSTO/UnB - Trabalhar e ser feliz.
Silvia Cristina Yannoulas – SER/NEPEM/UnB - As mulheres na Ciência e na Academia - pesquisa realizada em parceria com Ângela Maria Freire de Lima e Souza – Neim/UFBA.
Berlindes Astrid – Sociologia /UnB - Reconfiguração do trabalho produtivo no Envelhecimento.

De 16:00 às 17:45h
Atividade: Mesa Redonda
Relações de gênero: a política, o direito e a história
Ana Flávia Madureira – UniCEUB - Gênero, fronteiras simbólicas e imagens: implicações metodológicas e educacionais.
Lúcia Avelar – PG-Ciências Políticas/UnB - À direita e à esquerda: há lugar para as mulheres nos partidos políticos?
Ela Wiecko Wolkmer de Castilho – Faculdade de Direito/ UnB- Procuradoria Geral da República - A incorporação do conceito de gênero pelo Direito.

18:00h – Lançamento de livros

Coquetel

Coordenadora do Simpósio
Ana Lúcia Galinkin - Profa. PG-PSTO/IP/UnB
Local: da Universidade de Brasília – UnB
Campus Darcy Ribeiro

Maiores informações no telefone 61 9924 4549 ou www.fe.unb.br/geraju/