6 de set de 2011

Caso das crianças trancadas em casa: juiz de Itapecerica da Serra determina que seja feita uma investigação mais criteriosa

Louvável a postura de prudência do Juiz Gabriel de Campos Sormani!

Em situações que envolvam riscos ou suspeitas de violações de direitos de crianças e adolescentes todo o cuidado é pouco. Vale lembrar os casos da adolescente que foi barbaramente torturada pela empresária goiana Silvia Calabresi e dos irmãos João Vitor dos Santos Rodrigues e Igor Giovani Santos Rodrigues que foram brutalmente assassinados em Ribeirão Pires. Como em outros casos ocorridos no Brasil, nesses dois exemplos citados os conselhos tutelares locais foram acionados e não conseguiram oferecer uma devida atenção protetiva.

Uma criteriosa e aprofundada investigação é fundamental nesse caso. Como também é fundamental - independente das conclusões da avaliação técnica, que toda a família seja apoiada e encaminhada pra um serviço de atenção psicossocial para que os vínculos afetivos sejam cuidados e que outras situações de risco não se repitam.

Veja abaixo a matéria

Juiz manda crianças trancadas em casa para abrigo na Grande SP

Menores, entre eles bebê de 5 meses, moram em Itapecerica da Serra. Técnicos da Vara da Infância farão estudo psicossocial da família.

O juiz Gabriel de Campos Sormani, titular da 3ª Vara da Infância e Juventude de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, decidiu na noite desta segunda-feira (5) encaminhar a um abrigo da cidade os três filhos de Helena Alves Ferreira, suspeita de abandoná-los sozinhos em casa no último sábado (3). De acordo com o juiz, trata-se de uma medida para proteger as crianças enquanto algum familiar próximo dos menores, com idades de 5 meses, 2 anos e 12 anos, seja localizado.

O próximo passo dos técnicos da Vara da Infância é tentar achar parentes, ouvir vizinhos e fazer um estudo psicossocial da família até tomar uma decisão definitiva. “Tomamos essa medida para apurar melhor a denúncia, por prudência”, contou o juiz, no Fórum de Itapecerica da Serra. “Uma tarde é pouco para os psicólogos avaliarem a situação”, completou.

O filho mais velho, de 12 anos, ligou para a Polícia Militar dizendo que estava sozinho com a irmã de 5 meses e ela estava com fome. Também relatou aos policiais que sofria agressões. Em entrevista nesta segunda, a mãe das crianças, admitiu ter batido no garoto. Helena Alves Ferreira, entretanto, negou que tenha queimado o filho, como ele disse na ligação para a PM. O Conselho Tutelar diz que o menino, ao contrário do que afirmou aos policiais, não é vítima de maus-tratos.

Um conselheiro tutelar confirmou que as crianças não eram maltratadas e que um dos motivos que teria levado o garoto de 12 anos a ligar para a polícia é porque ele foi proibido pela mãe de jogar videogame em um bar.
A mãe dos menores afirmou que os filhos ficaram sozinhos por um mal entendido. “Foi um mal entendimento entre eu e o meu esposo porque saí para trabalhar.” Quando perguntada mais cedo por que o menino teria mentido, ela respondeu: “É criança. Porque ele estava com a nenê e eu deixei ele com os dois meninos”.

Um comentário:

  1. Ainda bem que o juiz se lembrou do caso monstruoso ocorrido em Ribeirão Pires...tomara
    que os outros magistrados também não se esqueçam
    daquele crime bárbaro, para que outras crianças
    não sejam assassinadas por quem deveria amá-las e protegê-las.
    Parabéns ao juiz Gabriel de Campos Sormani.

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