23 de out de 2013

Saúde e educação são as principais reivindicações de crianças e adolescentes indígenas

forum-direito-adolescentes-indigenas
Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil
Fruto de parceria entre Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente – CONANDA e a Organização Não Governamental Imagem da Vida, realizou-se nesta terça-feira (22), em Brasília, no auditório Freitas Nobre, da Câmara dos Deputados, das 9h às 12h30min,  o Fórum "Direitos e Cidadania na Visão de Crianças e Adolescentes Guarani Kaiowá".

O Fórum contou com a participação de cerca de 40 crianças e adolescentes Guarani Kaiowás oriundas das aldeias de Panambizinho, Tey Kue, Kurusu Ambá, Ipoy e Guaiviry. Na ocasião, os adolescentes indígenas apresentaram suas demandas e direitos aos representantes do poder público presentes, com o intuito contribuir para a formulação de políticas públicas que contemplem suas necessidades.

 

Crianças e adolescentes Guarani Kaiowás apresentaram nesta terça-feira (22), à ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), uma série de reivindicações. Os adolescentes participaram do 1º Fórum Direitos e Cidadania na Visão das Crianças e Adolescentes Guarani Kaiowá, que ocorreu na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Os garotos e garotas indígenas, que residem no Mato Grosso do Sul, reclamaram da falta de infraestrutura básica nas comunidades de Panambizinho, Te’ýikue, Kurusu Ambá e Rekopave. Foram várias as demandas apresentadas, dentre elas, destaca-se a reivindicação do adolescente Oseas Martins, de 16 anos, que reclamou da falta de escolas e postos de saúde dentro das aldeias. Essa medida, segundo o jovem, evitaria o deslocamento das comunidades para outros localidades. Outra pauta bastante demandada durante o evento foi a questão da demarcação das terras indígenas, que tem motivado grandes conflitos entre fazendeiros e comunidades indígenas em vários estados brasileiros.

Após ouvir vários dos meninos e meninas presentes, a ministra reafirmou o compromisso do governo federal com as populações indígenas e reconheceu a importância das demandas. “A gente veio aqui receber as propostas, ouvir o que vocês têm a dizer e buscar resolver as questões que vocês colocam”, afirmou.

A ministra afirmou ainda que vai propor uma parceria com o Ministério da Educação (MEC) para fazer um mapeamento das aldeias que não possuem escolas.  Ela ainda lembrou o caso do menino Denílson Barbosa, 15 anos, morto por funcionários de um fazendeiro por pescar em uma propriedade. A ministra também pediu paz e entendimento para assegurar a demarcação das terras. “Se os adultos não conseguem conversar e resolver, as crianças podem nos ensinar”.


Fonte: Assessoria de Comunicação Social SDH/PR

Enviado por Mariza Alberton, em 22 de outubro de 2013.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Participe! Adoraria ver publicado seu comentário, sua opinião, sua crítica. No entanto, para que o comentário seja postado é necessário a correta identificação do autor, com nome completo e endereço eletrônico confiável. O debate sempre será livre quando houver responsabilização pela autoria do texto (Cida Alves)