21 de abr de 2014

Morreu Hurricane Carter: o pugilista que enfrentou a injustiça americana

hurricanecarter

“O ex-pugilista Rubin “Hurricane” Carter, que passou quase vinte anos da sua vida preso por três assassinatos que não cometeu e cuja história inspirou uma célebre música de Bob Dylan, morreu este domingo em Toronto. Hurricane Carter, como era conhecido, faleceu aos 76 anos depois uma longa luta contra um cancro na próstata”.

Veja reportagem completa AQUI

 

No curso da campanha pela libertação de Rubin Hurricane Carter, Bob Dylan compôs a extraordinária canção que vocês podem apreciar no clip abaixo

 


“O sistema penal hoje é predominantemente um sistema racista”

“Eu tenho dito que o sistema penal hoje é predominantemente um sistema racista. E quando eu digo que é um sistema racista, não é necessariamente que aquele profissional que está atuando aí, delegado, promotor, juiz, que ele seja na sua essência um racista, que ele não gosta de negro. Não é isso. É que ele opera dentro de um sistema que ele não se da conta de que é racista. E ele cai na vala comum da atuação funcional dele. O que isso significa dizer? Você tem um sistema em que, de cada três mortos hoje no Brasil, duas são de negros. Você tem um sistema em que segundo estudos do IBGE, de 2013 a 2016 715 jovens entre 12 a 18 anos vão morrer assassinados [por mês], sendo que todos eles são negros. 715 pessoas por mês significa dizer três aviões Boeing caindo com cerca de duzentos e poucos negros todo mês e nós não nos damos conta disso. (...) isso é um extermínio, isso é uma política de extermínio. E que as pessoas dizem que isso não é racismo, isso é um problema social, isso é um problema que não tem nada a ver com racismo. Não tem a ver, quando essa moça é jogada na viatura, ela é jogada como um porco. Eles levaram ela como ela não fosse um ser humano. E isso ocorre todos os dias! O ator que nós acabamos de ver, o Vinicius Romão, ele foi tratado numa situação que se fosse um indivíduo branco não agiriam daquela forma. Ele estava no lugar errado na hora errada (...)” (Paulo Rangel,  desembargador do TJ-RJ - programa 3a1 da TV Brasil).

 

O programa 3 a 1 discute o racismo enraizado na sociedade brasileira

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