5 de jul de 2011

Professor racista é processado por aluno africano no Maranhão




Reprodução: TV Globo





O estudante nigeriano
Nuhu Ayúba, de 21 anos
é natural da Nigéria.







O aluno de engenharia química da Universidade Federal do Maranhão denunciou na polícia o professor José Clóvis Saraiva na polícia por racismo.

"Tirei nota baixa na prova e ele falou para eu voltar para a África", conta Nuhu Ayúba, universitário. A polêmica começou com um abaixo assinado dos colegas de Nuhu denunciando o fato. Ganhou a internet e foi parar na mídia nacional. O professor, em entrevista à televisão, tentou se explicar e mostrou mais racismo. Veja filme abaixo.

Solidariedade
O blog educar Sem Violência se solidariza com o estudante Nuhu Ayúba e parabeniza os colegas de Nuhu que não aceitaram a discriminação e denunciaram o fato.






Colegas do aluno
Nigeriano falam
sobre a discriminação
do professor.











Essa aluna relata que

também foi vítima
de
discriminação do professor

José
Clóvis Saraiva











José Clóvis Saraiva,
Professor universitário,
será investigado pela
Federal do Maranhão,
acusado de racismo em
sala de aula





A história
Nuhu diz que "nunca sofreu tanta humilhação na vida" como os momentos em que diz ter sido alvo de preconceito e racismo em sala de aula na Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Ele está há três meses no Brasil para estudar e, em entrevista ao G1 (portal de notícias da Globo), afirma que não pretende retornar à África mesmo após a polêmica.

"Acho que isso pode não dar em nada na faculdade, mas espero que a Justiça faça alguma coisa. Meu advogado abriu um processo criminal contra o professor. Mesmo com tudo isso, não vou voltar para a Nigéria agora, tenho que terminar o curso. Só volto para lá depois, para ajudar meu país", afirmou Ayúba. Natural de Bauchi, a nordeste da capital Abuja, o jovem está em São Luís estudando engenharia química, curso que tem duração de cinco anos na UFMA.

Ele veio ao Brasil por meio do Programa de Estudante-Convênio de Graduação (PEC-G), do Ministério da Educação, que oferece oportunidades de formação superior no Brasil para alunos de países em desenvolvimento.

“Nunca passei por uma humilhação como essa na minha vida, me senti muito mal. Essa pessoa não sabe o que faz, e é só ele que faz isso. As outras pessoas aqui gostam de mim, me querem muito bem", acrescenta Ayúba.

Colaborou: G1


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