15 de jun de 2011

Aplausos: ingenuidade ou cumplicidade?

Imprensa flagra aplausos de alguns militares na recepção de
grupo trazido ontem do presídio em Mato Grosso do Sul

Ante esses aplausos precisamos fazer algumas perguntas:
Os militares que aplaudiram acreditam sinceramente na inocência destes presos? Ou pior, têm consciência dos atos criminosos cometidos por esses presos e os aprovam? O que triunfará em Goiás: a violência e a impunidade ou a justiça e o respeito à vida humana?

Veja matéria completa aqui:

Abaixo uma síntese da reportagem:

Quinze policiais militares (veja os nomes no box ao lado) presos durante a Operação Sexto Mandamento em 15 de fevereiro foram trazidos do Complexo Prisional de Campo Grande (MS) para Goiânia na manhã de ontem. Os suspeitos de participação em grupos de extermínio saíram do aeroporto Santa Genoveva por uma área de hangares particulares e foram encaminhados para o novo Centro de Custódia da Polícia Militar, no Setor Leste Universitário. Ao chegarem na unidade, eles foram recepcionados com aplausos, conforme registrou a imprensa que acompanhou a recepção do grupo. Emissoras de televisão ainda flagraram alguns militares aplaudindo a chegada da tropa. O comando da PM afirmou que a manifestação foi individual e pode estar relacionada a fatos isolados. Os quinze PMs ficarão detidos por tempo indeterminado até o julgamento do caso.

Preso com o grupo, major Alessandri da Rocha Almeida, ainda permanece detido em Campo Grande. O comando geral da PM informou que ele não foi transferido com os demais militares devido a um equívoco na relação dos nomes. Na próxima semana, major Alessandri deverá ser remanejado para Goiânia, de acordo com informações reveladas pelo comando da corporação, e ficará detido com os outros 15 PMs.

Na época que foi deflagrada, 19 policiais foram presos na Operação Sexto Mandamento. Dois deles, os PMs Durvalino Câmara e André Ribeiro Nunes, que cumpriam prisão temporária foram soltos cinco dias depois. O 1 tenente da Rotam Vitor Jorge Fernandes foi o primeiro detido do grupo a ser remanejado para Goiânia. O PM foi liberado no fim de março após receber determinação da Justiça Estadual para ser solto por insuficiência de provas que comprovassem sua participação no grupo de extermínio. Alguns dias depois de chegar a Goiânia, a justiça determinou que ele fosse preso novamente. Vítor Jorge já está preso em uma das celas do Centro de Custódia junto com os 15 PMs que chegaram a Goiânia na tarde desta terça-feira.

Um dos militares trazidos para Goiânia é o tenente coronel Ricardo Rocha e o ex subcomandante da Polícia Militar em Goiás, Coronel Carlos César Macário, que teve pedido de habeas corpus negado pela justiça na semana passada. Ambos foram acusados de crime de homicídio qualificado à partir de denúncia levantada pelo Ministério Público do estado (MP-GO). Gravações telefônicas mantidas entre os dois militares, que ocupavam cargos de alta patente na corporação, mostram envolvimento em homicídio ocorrido em 2010.

Policiais

1 – Cel PM Carlos César Macário
2 – Ten Cel Ricardo Rocha Batista
3 – ST PM Hamilton Costa Neves
4 – ST PM Fritz Agapito Figueiredo
5 – 2º SGT PM Wanderley Ferreira dos Santos
6 – 3º SGT PM Geson Marques Ferreira
7 – CB PM Gilson Cardoso dos Santos
8 - CB PM José Francisco Ferreira Lopes
9 - CB PM Cláudio Henrique Camargo
10 - CB Alex Sandro Souza Santos
11 - CB PM Éderson Trindade
12 - CB PM Ricardo Rodrigues Machado
13 – SD PM Francisco Emerson Leitão de Oliveira
14 – SD PM Lourival Torres Inez
15 – SD PM Rodrigo Euzébio Pereira

Ficou em Campo Grande:

Maj PM Alessandri da Rocha Almeida

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