4 de mar de 2017

Bloco #NãoÉNão #CarnavalSemAssédio \ #NoEsNo #CarnavalSinAcoso - Goiás 2017

 
O bloco #NãoÉNão integrou a programação oficial do carnaval da Cidade de Goiás 2017
O bloco NãoÉNão foi idealizado por feministas e ativistas de Direitos Humanos e teve como objetivo mobilizar carnavalescas e carnavalescos para a defesa do respeito ao corpo feminino no momento da folia. O conceito central apresentado ao público foi o de “Consentimento”. Consentir significa permitir, autorizar, aderir, aprovar, significa acima de tudo, concordar.

NÃO É NÃO, SIM É SIM!
Atenção Pierrô, se a Colombina diz não dá meia volta e siga o cordão da folia. RESPEITO é ultra sex!

Data: 26 de fevereiro
Horário: 17 horas
Local de concentração: Praça do Coreto – Cidade De Goiás (Goiás\Brasil)



Estreia luminosa do Bloco #NãoÉNão




Foto: Weberson Dias


 

Senhora de 104 anos, que ama carnaval pediu que passássemos por sua porta para que pudesse ver o cortejo. Muito emocionante, mais uma que defende a alegria como uma trincheira.
  

Ao lado dos porta estandartes, Victor Luis e Cida Alves, Flávia Rabelo, secretaria de turismo da Cidade de Goiás, e Maria Meire de Carvalho – Coordenadora do G-Sex (Grupo de Gênero, Direitos e Sexualidade – Universidade Federal de Goiás, Campus Goiás).


Presença de feministas históricas, fundadoras das ONG’s "Eva de Novo" e "Transas do Corpo".





 
Com sorrisos e aplausos calorosos o bloco #NãoÉNão foi recebido pelos foliões que estavam na Praça do Coreto.  








 


 
 


 Leitura pública do manifesto do bloco #NãoÉNão - Carnaval Goiás 2017

#NãoÉNão"
Estamos aqui para “defender a ALEGRIA como umatrincheira”.
A alegria, o prazer, a sensualidade e a sexualidade estão a serviço da vida. Defenderemos a VIDA, a LIVRE passagem de nossas meninas e mulheres pelas ruas, pelo mundo.
Gracias poeta Mario Benedetti!
Somos herdeiras de VALENTES, ao longo de séculos, mulheres sofreram as mais pesadas penas e algumas deram suas vidas por nossa libertação.
Hoje, em tempos obscuros, seja por gratidão ou compromisso, devemos dar marcha as lutas destas mulheres valentes.
Hoje, em tempos de carnaval, devemos - por amor as nossas filhas e por responsabilidade com o futuro, gritar pelo direito à ALEGRIA.
“O erotismo é uma das bases do conhecimento de nós próprios, tão indispensável como a poesia”
Merci Anaïs Nin!
Viver sem medo, brincar sem medo, amar sem medo!
Nossas mulheres têm o direito de brincar livremente a festa da carne!
Não vamos recuar um passo, ergueremos trincheiras!
Nossos corpos não serão cobertos pela mortalha da repressão sexual.
Sexo não é sujo.
Nossa nudez não é feia.
Nenhuma nudez será castigada!
Nossos corpos e desejos são puro brilho e purpurina.
Escandaloso e horrendo é a violência, a crueldade!
Há muito tempo se sabe que a violência sexual e a repressão sexual são faces de uma mesma moeda. As aparências não enganam não, por ações e palavras distintas ambas querem minar ou barrar o avanço da autonomia da mulher. Por isso vamos botar o nosso bloco na rua para:
"Fazer o riso tremer o medo.
Fazer o medo virar sorriso”.
Obrigada Alceu Valença!
Não é Não, por que defendemos a ALEGRIA da não sujeição.
Não é Não, por que defendemos a AUTONOMIA de nossos desejos.
Fique esperto, estamos atentas e fortes, nossa sensualidade e a livre expressão de nosso erotismo não serão mercantilizados por sua ganância e arbítrio.
Sabemos o que queremos e quem queremos!
Nossos corpos, nossos desejos não serão colonizados!
A caminhada foi longa e juntas somos FORTES.
Seu dedo em riste não nos assustam!
Seu olhar carola e repressor não nos intimidam!
Não nos toque sem o nosso consentimento.
Estamos juntas uma pela outra e como muralhas de lantejoulas, fitas de cetim e purpurina desafiamos sua ordem arbitrária e sua violenta cobiça sobre nossos corpos.
Não é Não!


La lectura del manifiesto del "NoEsNo”- Carnaval Goiás 2017


#NoEsNo"
Estamos aquí para “defender la ALEGRÍA como una trinchera”.
La  alegría, el placer, la sensualidad y la sexualidad están al servicio de la vida. Defenderemos la VIDA, la libertad de circulación de nuestras chicas y mujeres por las calles, por el mundo.
¡Gracias poeta Mario Benedetti!
Somos herederas de VALIENTES, a lo largo de los siglos, las mujeres sufrieron las penas más pesadas y algunas dieron sus vidas por nuestra liberación.
Hoy, en tiempos oscuros, ya sea por gratitud o por compromiso, debemos poner en marcha las luchas de esas valientes mujeres.
Hoy, en tiempo de carnaval, debemos - por amor a nuestras hijas y por responsabilidad con el futuro, gritar por el derecho a la ALEGRÍA.
“El erotismo es una de las bases del conocimiento de uno mismo, tan indispensable como la poesía”
¡Merci Anaïs Nin!   
¡Vivir sin miedo, divertirse sin miedo, amar sin miedo!
Nuestras mujeres tienen derecho a disfrutar libremente ¡la fiesta de la carne!
No vamos a retroceder ni un paso ¡levantaremos trincheras!
Nuestros cuerpos no serán cubiertos por la mortaja de la represión sexual.
El sexo no es sucio.
Nuestra desnudez  no es obscena
“¡Nenhuma nudez será castigada!”, Nelson Rodrigues.
Nuestros cuerpos y deseos son puro brillo y purpurina.
Lo escandaloso y horrendo es ¡la violencia, la crueldad!
Hace mucho se sabe que la violencia sexual y la represión sexual son dos caras de una misma moneda. Las apariencias no engañan, por acciones y palabras distintas ambas quieren minar o impedir el avance de la autonomía de la mujer. Por eso vamos todas a la calle para:
"Fazer o riso tremer o medo.
Fazer o medo virar sorriso”.
¡Obrigada
Alceu Valença!
No es No, porque defendemos la ALEGRÍA sin sujeción.No es No, porque defendemos la AUTONOMÍA de nuestros deseos.
Atención, estamos atentas y fuertes, nuestra sensualidad y la libre expresión de nuestro erotismo no serán mercantilizados por tu ganancia y arbitrio.
¡Sabemos lo que queremos y a quién queremos!
Nuestros cuerpos, nuestros deseos ¡no serán colonizados!
La caminata fue larga y juntas somos FUERTES.     
Que nos señales con el dedo ¡no nos asusta!
Tu mirada mojigata y represora ¡no nos intimida!
No nos toques sin nuestro consentimiento .
Estamos juntas una por todas y como murallas de lentejuelas, cintas de raso y purpurina desafiamos tu orden arbitrario y tu violenta codicia sobre nuestros cuerpos.
¡No es No
!

A vereadora Cristina Lopes Afonso (ao centro de camisa vermelha) esteve presente durante todo o cortejo do bloco #NãoÉNão.





  Foto: Weberson Dias


Meire Carvalho - coordenadora do G-Sex, manda o recado do bloco #NãoÉNão. Carnaval sem assédio: "Pierrot, se a Colombina diz NÃO dá meia volta e segue o cordão da folia".
 
Um momento de pura magia, algumas crianças aceitaram o convite e entraram no cordão do bloco #NaoÉNão.
  


 


 




 




Professora Ionara Rabelo manda o recado do Bloco #NãoÉNão: respeitem o corpo da mulher, não nos toquem sem o nosso consentimento!


 
Pais e filhas de mãos dadas na luta pelo respeito ao corpo da mulher.

  


 

  
 

  Foto: Weberson Dias
O encerramento da apresentação do bloco #NãoÉNão foi na toca do bloco Caçador. Cida Alves, no momento da leitura do manifesto e dos agradecimentos aos componentes do bloco. Agradecimento em especial à turma da percussão do "grupo coró de pau" que garantiu o ritmo e alegria durante todo o cortejo.
 














Turma da diretoria desce a ladeira e faz o caminho de volta. A folia acabou, mas a luta segue!


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Fotos: Adriana Crispim
Autoria do texto do manifesto: Cida Alves


Comissão Organizadora
Cida Alves - Psicóloga administradora do blog Educar Sem Violência
Ionara Rabelo – Professora Dra da Faculdade de Psicologia – Campos Goiás (UFG)
Flávia Rabelo (Secretaria de Cultura da Cidade de Goiás)
Cecília Alves Silva – estudante de psicologia (PUC Goiás)
Victor Luiz Vieira – estudante de Relações Internacionais (PUC Goiás)
Meire Carvalho Grupo G-Sex - Universidade Federal de Goiás - Campus Goiás
Adriana Crispim

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