17 de dez de 2016

Dom Paulo Evaristo Arns: coragem, fé e resistência, homem feito catedral de luta

O culto ecumênico em honra Vladimir Herzog organizada por Dom Paulo na Catedral da Sé, 31 de outubro de 1975, foi o maior ato contra a ditadura.



  Arquivo:Folhapress
 
A versão de suicido não convenceu a Dom Paulo Evaristo Arns e no pronunciamento na missa de 7º dia de morte de Herzog ele sentencia em seu:


“Não matarás. Quem matar, se entrega a si próprio nas mãos do Senhor da História e não será apenas maldito na memória dos homens, mas também no julgamento de Deus!”
Trecho publicado no livro Dossiê Herzog – Prisão, Tortura e Morte no Brasil, de Fernando Jordão.



Foto: livro de Audálio Dantas As duas guerras de VLADO HERZOG - Da perseguição nazista na Europa à morte sob tortura no Brasil.
 
Cerca de 8.000 pessoas se reuniram na Praça da Sé, aproximadamente 500 policias estavam prontos para reprimir a movimentação e “metralhariam a população se houvesse protestos”, conforme relatou o arcebispo ao jornalista Celso Miranda. “A estratégia dos manifestantes era chegar à praça em pequenos grupos, evitando aglomerações”, contou.

 
Em sua última aparição pública, Dom Paulo Evaristo Arns veste boné do MST e canta "Hino de São Francisco", no TUCA





Fonte: Homenagem de dom Paulo a Herzog foi o maior ato contra a ditadura

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