29 de mai. de 2019

Nota de repudio da Associação Mulheres na Comunicação - Susy, PRESENTE!




A Associação Mulheres na Comunicação vem a público REPUDIAR o crime de ESTUPRO e a MORTE, da jovem estudante de arquitetura, de 21 anos, ocorrido no mês em curso, na UTI do Hospital Goiânia Leste, por um funcionário daquele hospital. A jovem veio a óbito dias depois do ocorrido.

A violência contra as mulheres ganhou em proporção e naturalização! Uma verdadeira epidemia, que precisa de mecanismos mais eficazes no enfrentamento e na prevenção. A apreensão das mulheres aumenta face a inércia e gravidade do último acontecimento: um ESTUPRO de uma jovem, por um funcionário do hospital, fato ocorrido enquanto a mesma se convalescia na UTI da instituição.

A jovem mulher, assim como qualquer pessoa, ao dar entrada em um hospital, foi em busca de cuidados, tratamento para o mal estar que estava sofrendo, estando portanto, em seu momento de maior fragilidade e vulnerabilidade. Entregou-se a uma estrutura, que se pressupõe em condições de garantir a segurança de suas e seus pacientes! Uma estrutura composta por profissionais e pessoas providas de ética, conscientes de seus deveres e do cuidado com a VIDA.

Antes de falecer, a jovem, segundo informações da mídia local, nos seus poucos momentos de lucidez, falou do ocorrido com outra servidora do hospital. A família só soube do estupro, depois que o corpo foi periciado pelo Instituto Médico Legal! Ainda que o hospital tenha feito ocorrência e demitido o servidor por justa causa, é preciso investigar, esclarecer os fatos e punir os responsáveis!

A vida de uma jovem foi ceifada. Dizer agora, que a causa da morte não foi devido ao estupro sofrido, não ameniza a gravidade do fato! Não tira a responsabilidade por negligência e omissão, muito menos não tira a pena de quem provocou o crime. Câmeras de vídeos podem colaborar na identificação do culpado, mas não são suficientes para conscientizar profissionais da saúde e sociedade em geral de que as vidas das mulheres importam!

Queremos justiça!
As vidas das mulheres importam!

Associação Mulheres na Comunicação
Goiânia, 29 de Maio de 2019.

Susy, PRESENTE!      

27 de mai. de 2019

Seminário: Lei da Alienação Parental: (des)proteção de crianças? 4 de junho em Goiânia



O presente seminário tem por objetivo trazer à luz do conhecimento público o crescente número de casos em que mães são afastadas ou perdem a guarda de seus filhos e filhas, quando as mesmas demandam ao sistema de justiça medidas protetivas que interditam supostas situações de violências intrafamiliares, tais como: negligências, violências físicas, psicológicas e sexuais cometidas por um genitor ou alguém da família deste.
"É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão" (Artigo 227, Constituição Federal, 1988).
Sob a égide do princípio da prioridade absoluta que a Constituição Federal assegura às nossas crianças e adolescentes, o referido seminário pretende desenvolver uma reflexão crítica sobre o uso da Lei de Alienação Parental nos casos que envolvam situações de prováveis violências intrafamiliares contra crianças e adolescentes.
O Seminário: “Lei da Alienação Parental: (des)proteção de crianças?” integra a programação expandida do 18 de maio 2019 - Dia Nacional de Enfrentamento às Violências Sexuais Contra Crianças e Adolescentes.



Maria Clara Sottomayor, juíza do Tribunal Constitucional de Portugal, por via digital participará do Seminário: Lei da Alienação Parental: (des)proteção de crianças? 





Presenças Confirmadas:




Ana Maria Brayner Iencarelli – Psicóloga com Pós Graduação em Psicologia Clínica pela Sorbonne, Diplôme d’Études Superieures Spécialisées, Université René Descartes, Paris. Psicanalista clínica de criança e adolescente, pela International Psychoanalytical Association, Londres. Docente e Didata em Psicanálise. Fundadora e atual Presidente da OSCIP “Vozes de Anjos”, Maternidade, Criança e Adolescente. Co-autora do livro “A Invisibilidade de Crianças e Mulheres Vítimas da Perversidade da Lei de Alienação Parental”.




Valéria Diez Scarance Fernandes - Doutora em Direito e Professora de Processo Penal - PUC de São Paulo. Especialista em Vitimologia pela IUC na Croácia. Em 2013, representou o Brasil junto à ONU em Bangkok, para se aprovar um Manual de Atuação em Violência contra a Mulher. Criadora do site Lei Maria da Penha para Todas (www.valeriascarance.com.br). Promotora de Justiça especializada em Gênero e Enfrentamento à Violência contra a Mulher. Autora dos livros "Lei Maria da Penha: o Processo Penal no Caminho da Efetividade" e "Tortura e Prova no Processo Penal", da Editora Atlas.

 


 




Michelle Bitta Alencar de Sousa - Defensora Pública, titular da 2ª Defensoria Especializada em Saúde, Diretora do Centro de Atendimento Multidisciplinar da Defensoria Pública do Estado de Goiás. Bacharel em direito e ciências sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), pós-graduada em Direito Tributário e Financeiro pela Universidade Federal Fluminense (UFF), especialista em direito Processual Civil pela Universidade Católica de Petrópolis (UCP), mestranda em direito Constitucional pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP). 













Karen Michel Esber - Doutora em sociologia pela Universidade Federal de Goiás. Especialista em Terapia de Famílias e Casais, com formação em Terapia Sexual Conjugal (2005). Especialista em Psicologia Jurídica e servidora da Escola de Saúde Pública Candido Santiago da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás.






















Simone dos Santos Abadia – Psicóloga e especialista em Violência e Exploração Sexual Infanto-Juvenil, pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás – PUC. Especialista em Teoria Lacaniana pela Faculdade de Medicina e Saúde Pública – BA. Coordenadora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social; Psicanalista. 



Data: 04 de junho de 2019

Local: Teatro Madre Tereza Esperança Garrido

Endereço: Av. Contorno, 241 - St. Central, Goiânia – GO
REALIZAÇÃO:
Rede de Atenção a Crianças, Adolescente, Mulheres e Idosos em Situação de Violência de Goiânia
Fórum Goiano pelo Fim da Violência e Exploração Sexual Infanto Juvenil

PARCEIROS:

Associação Mulheres na Comunicação
Coletivo de Mulheres da Região Noroeste - Goiânia (Goiás)
Comitê Goiano de Direitos Humanos Dom Tomás Balduíno
Comitê Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes
Conselho Estadual de Direitos da Crianças e do Adolescentes de Goiás (CEDCA-GO)
Conselho Regional de Serviço Social (CRESS)
Conselheiros Tutelares de Goiânia
Defensoria Pública do Estado de Goiás
Governo do Estado de Goiás - Viva Goiás – SUVISA e SEST-SUS\SES – SUDUC\SUPI
Mandato Adriana Accorsi
Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO)
Movimento de Meninos e Meninas de Rua (MMMR-GO)
Prefeitura Municipal de Goiânia – SMS\SME\SEMAS\AMMA - Núcleo de Vigilância às Violências e Promoção da Saúde de Goiânia - SMS de Goiânia
Polícia Rodoviária Federal (PRF)
Projeto Vira Vida
Rede um GRITO PELA VIDA da CRB - Conferência dos Religiosos do Brasil
SEST/SENAT

 
Em breve mais informações sobre a programação completa e link de inscrições.


Imagem: Larissa Ribeiro/ Revista AzMina

25 de mai. de 2019

A mãe e o pai dos direitos civis - La mamá y el papá de los derechos civiles, por Eduardo Galeano



A mãe e o pai dos direitos civis

Num ônibus que circulava pelas ruas de Montgomery, Alabama, uma passageira negra, Rosa Parks, negou-se a ceder seu assento a um passageiro branco.
O motorista chamou a polícia.
Chegaram os guardas, disseram: lei é lei, e prenderam Rosa por perturbar a ordem pública.
Então um pastor desconhecido, Martin Luther King, propôs, em sua igreja, um boicote contra os ônibus. E propôs assim:

A Covardia pergunta:
– É seguro?
A Conveniência pergunta:
– É oportuno?
E a Vaidade pergunta:
– É popular?
Mas a Consciência pergunta:
– É justo?

Ele também foi preso. O boicote durou mais de um ano e desencadeou uma maré irrefreável, de costa a costa, contra a discriminação racial.
Em 1968, na cidade sulina de Memphis, um tiro arrebentou o rosto do pastor King, quando ele estava denunciando que a máquina militar comia negros no Vietnã.
De acordo com o FBI, ele era um sujeito perigoso.
Como Rosa. E como muitos outros pulmões do vento.
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La mamá y el papá de los derechos civiles

En un autobús que circulaba por las calles de Montgomery, Alabama, una pasajera negra, Rosa Parks, se negó a ceder su asiento a un pasajero blanco.
El chófer llamó a la policía.
Llegaron los agentes, dijeron: La ley es la ley, y arrestaron a Rosa por perturbar el orden.
Entonces un pastor desconocido, Martin Luther King, lanzó, desde su iglesia, un boicot contra los autobuses. Lo propuso así:
La Cobardía pregunta:
—¿Es seguro?
La Conveniencia pregunta:
—¿Es oportuno?
Y la Vanidad pregunta:
—¿Es popular?
Pero la Conciencia pregunta:
—¿Es justo?
Y también él marchó preso. El boicot duró más de un año y desencadenó un oleaje incontenible, de costa a costa, contra la discriminación racial.
En 1968, en la ciudad sureña de Memphis, un balazo rompió la cara del pastor King, cuando estaba denunciando que la máquina militar comía negros en Vietnam.
Según el FBI, él era un tipo peligroso.
Como Rosa. Y como muchos otros pulmones del viento.
               
Eduardo Galeano