25 de nov. de 2013

Seminário: "Notificação de Violências Físicas e Psicológicas - Estratégias e Desafio na defesa dos Direitos Humanos" – 25 de novembro

Seminário Notificação Violências Físicas e Psicológicas 7

Professora Célia Maria Stolze Silvany expôs o tema: “Violência física e psicológica: entendendo suas repercussões”. Auditório do Ministério Público do Estado de Goiás, 25 de novembro de 2013.


 

Seminário Notificação Violências Físicas e Psicológicas

Railda Martins, coordenadora da Divisão de Vigilâncias em Violências e Promoção da Saúde,  realizou a Abertura do Seminário

 

“O seminário: ‘Notificação de Violências Físicas e Psicológicas - Estratégias e Desafio na defesa dos Direitos Humanos’ encerra o ciclo de 4 encontros que teve com objetivo principal sensibilizar e mobilizar os profissionais que atendem pessoas em situação de violência sobre a importância da notificação compulsória de casos de violências domésticas/sexuais e outras.

O tema de hoje visa alertar os profissionais para o impacto na saúde e no desenvolvimento humano das violências físicas e psicológicas. Por força da luta de movimentos de direitos humanos e de profissionais comprometidos com a saúde das pessoas em situação de vulnerabilidades, existe na atualidade uma consciência sobre os danos que a violência sexual causa nas pessoas.

E mais, uma significativa parcela da sociedade se indigna e a atua no sentido de denunciar as diversas formas de negligências e violências psicológicas. Todavia isso não ocorre em relação às violências físicas, em especial quando ocorre na esfera familiar sob a justificativa de prática educativa. Como toda forma de violência, a física apresenta características próprias, mas algo em particular faz com que ela seja o nosso alvo de atenção nesse momento:

1) Dentre as violências sofridas por crianças, adolescentes, mulheres e idosos, a violência física é a que APRESENTA MAIOR FREQUÊNCIA DE NOTIFICAÇÃO;

2) A maioria dos casos notificados de violência física contra crianças tem como PRINCIPAL AUTOR DA VIOLÊNCIA OS PRÓPRIOS PAIS BIOLÓGICOS;

3) A violência física tendem a resultar em CASOS GRAVES E DE ALTA LETALIDADE.


O número de mortes decorrente da violência física predomina em relação às outras formas de violência (AZEVEDO; GUERRA, 1995);

“A cada dois dias, em média, cinco crianças de até 14 anos morrem vítimas de agressão. Ou seja, a cada dez horas, uma criança é assassinada no Brasil” (SIM, 2008).

“10% das crianças que se apresentam nas urgências dos hospitais no Brasil, com menos de 5 anos, são vítimas de abuso físico. Nas internações hospitalares, verifica-se elevada ocorrência de traumatismo craniano em crianças” (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2004)


4) MAIS NATURALIZADA dentre as violências intrafamiliares;

5) A violência física intrafamiliar como método punitivo disciplinar, aliada a violência psicológica, é um dos instrumentos chaves para a edificação e manutenção da SOCIABILIDADE ESTRUTURADA NA RELAÇÃO COMANDO-OBEDIÊNCIA/DOMINAÇÃO-SUBORDINAÇÃO.

(Fragmento do pronunciamento de abertura do seminário realizado por Railda Martins – Coordenadora da Divisão de Vigilâncias em Violências e Promoção da Saúde/Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia)

 

Seminário Notificação Violências Físicas e Psicológicas 18

Cida Alves apresentou as estatísticas nacionais e locais das Notificações Compulsórias de Violências Domésticas/Sexuais e Outras (veja abaixo as estatísticas apresentadas)

 

Seminário Notificação Violências Físicas e Psicológicas 8

A professora Célia Maria Stolze Silvany apresentou as diferentes codificações de violências e as pesquisas atuais que evidênciam o impacto na saúde de pessoas que vivem situações de violências

Seminário Notificação Violências Físicas e Psicológicas 6

ATENÇÃO: a professora Célia Silvany disponibilizou a sua apresentação, caso tenha interesse em obtê-la envie para o blog EDUCAR SEM VIOLÊNCIA o seu e-mail.

 

Seminário Notificação Violências Físicas e Psicológicas 15

Ao final foi realizado o relançamento do livro “Quebrando o silêncio – Disque”. Exemplares do livro foram distribuídos para a instituições presentes.

 


Apresentação das estatísticas nacionais e locais das notificações compulsórias

 

image

 

image

 

image

 

image

 

image

 

image

 

image

 

image

 

image

 

image

 

image

 

image

 

image

 

image

 

image

 

image

image

image


Os dados estatísticos de Goiânia foram sistematizados pela psicóloga Ionara Rabelo - da Divisão de Vigilâncias em Violências e Promoção da Saúde.

24 de nov. de 2013

“Ordinary Love” - U2

Estimado(a) leitor(a),

Na última quinta-feira ( 21 de novembro) o U2 liberou a íntegra da letra e o clipe da música "Ordinary Love". Essa canção foi composta para o filme que conta a história do sul-africano Nelson Mandela, baseado na autobiografia dele, "Longa Caminhada até a Liberdade" (1994).

 

 

Acompanhe a letra de "Ordinary Love":

The sea wants to kiss the golden shore
The sunlight warms your skin
All the beauty that's been list before
Wants to find us again

I can't fight you anymore
It's you I'm fighting for
The sea throws rocks together
But time leaves us polished stones

We can't fall any further if
We can't feel ordinary love
We cannot reach any higher
If we can't deal with ordinary love

Birds fly high in the summer sky
And rest on the breeze
The same wind will take care of you and I
We'll build our house in the trees

Your heart is on my sleeve
Did you put it there with a magic marker
For years I would believe
That the world couldn't wash it away

We can't fall any further
If can't feel ordinary love
We cannot reach any higher
If we can't deal with ordinary love

Are we tough enough
For ordinary love?

We can't fall any further
If can't feel ordinary love
We cannot reach any higher
If we can't deal with ordinary love

We can't fall any further
If can't feel ordinary love
We cannot reach any higher
If we can't deal with ordinary love

 

 


Fonte: UOL, em São Paulo 21/11/2013

22 de nov. de 2013

Seminário discute notificação de violências físicas e psíquicas na próxima segunda-feira (25)

notificacao-violencias-fisicas-psiquicas

No evento serão discutidas estratégias e desafios na defesa dos direitos humanos e, ao final, será relançado o livro "Quebrando o silêncio – Disque 100"


Texto: Lorraine Carla

A Divisão de Vigilância às Violências e Promoção da Saúde, em parceria com a Escola Municipal de Saúde Pública, promove na próxima segunda-feira (25) o quarto módulo do seminário "Notificação de violências física e psicológica: estratégias e desafios na defesa dos direitos humanos".

O público-alvo do evento são profissionais e estudantes das áreas da saúde, educação, assistência social, segurança pública, operadores do direito e diversos conselhos de saúde da cidade de Goiânia. Em virtude da programação do seminário, médicos pediatras e psicólogos (que atendem crianças) da Secretaria Municipal de Saúde são especialmente convidados.

Esse seminário vai ser o último de uma série de quatro seminários sobre notificação de violências. Durante todas as etapas, foi discutida a temática da violência com enfoque em crianças, adolescentes, mulheres e idosos.

Programação

08h – Recepção

08h30 – Mesa de abertura

09h – As violências físicas intrafamiliares: apresentação das estatísticas nacionais e locais – Psicóloga Maria Aparecida Alves da Silva (Cida Alves), doutora pelo Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Educação/UFG; psicóloga da Divisão de Vigilâncias às Violências e Promoção da Saúde da Secretaria Municipal de Saúde/Goiânia; consultora colaboradora do Ministério da Saúde; integrante da Rede "Não Bata: Eduque"; administradora do blog "Educar Sem Violência".

09h20 – Violência física e psicológica: entendendo suas repercussões – Dra. Célia Maria Stolze Silvany – coordenadora da Residência Médica e Internato em Pediatria das Obras Sociais de Irmã Dulce – Salvador/BA; médica do Ministério da Saúde; membro do Conselho Editorial da Revista da Sociedade Baiana de Pediatria; professora do Departamento de Pediatria da Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública e da Faculdade de Ciência e Tecnologia/BA.

10h20 – Coffee break

11h – Debate

11h40 – Encerramento: relançamento do livro "Quebrando o silêncio – disque 100", com a presença dos autores.

Serviço
Seminário "Notificação de violências física e psicológica: estratégias e desafios na defesa dos direitos humanos"
Dia: 25 de novembro
Local: Auditório do Ministério Público do Estado de Goiás
Endereço: Rua 23, esquina com Fued Sebba, Qd. A-06, Lts. 15-24, Jardim Goiás
Telefone: 3524-3399


Fonte: site da Secretaria Municipal da Saúde de Goiânia, em 20 de novembro de 2013.

19 de nov. de 2013

Urge frenar violencia contra niños y jóvenes: Martha Santos en Aristegui - CNN

Marta Santos

La representante de Naciones Unidas sobre violencia contra menores lamenta que los padres golpeen a sus hijos para aleccionarlos; afirma que el maltrato es tolerado socialmente.

Es urgente elaborar una agenda política enfocada a combatir la violencia contra la niñez y la adolescencia, aseguró la representante de las Naciones Unidas sobre la niñez y la adolescencia, Marta Santos País.

En entrevista con Aristegui-CNN, la experta aseguró que actualmente los derechos de la infancia es un tema que debe discutirse.

“Sabemos lo suficiente para no postergar la discusión, será fundamental que en cada país se tenga una agenda política que identifique las oportunidades de intervención para que haya una sociedad en la que la violencia no sea una realidad”, dijo.

En todos los países, la incidencia de la violencia sigue presente. “Hay una aceptación en la sociedad, la disciplina del niño está asociada con una forma del violencia”, que es tolerada.

Según cifras de la representante del organismo internacional, más de 50 por ciento de las familias pensaban que era natural pegarle a un niño para que fuera educado.

Además, nueve de cada diez familias no promueven la ternura como una forma de convivencia entre padres e hijos, ni como una forma aleccionadora.

“Es muy importante reconocer a los jóvenes o niños que no están en la escuela o que no siguen una educación de calidad”, dijo Santos.

En este escenario, los menores son víctimas fáciles para grupos de crimen organizado, en los países en los que la criminalización es una constante, como ocurre en México.

Santos propuso un programa de capacitación profesional que ofrezca alternativas para el futuro de la niñez, además de capacitar a los niños en la primera infancia para disminuir los niveles de delincuencia y criminalidad.

 

AQUI, el video de la entrevista:

Fonte: Aristegui Notícias – México, martes 19 de noviembre de 2013

17 de nov. de 2013

20 de novembro – Dia da Consciência Negra

Estimado(a) leitor(a),

Iniciando as comemorações do dia da Consciência Negra, deixo com você nesse domingo um belo mito africano sobre a sabedoria e duas encantadoras animações infantis.

 

 

 

11 de nov. de 2013

Garcia Marquez não reconhece como sua a carta de despedida aos amigos

Estimado(a) Leitor(a),

No domingo passado postei o texto da carta de despedida de Gabriel Garcia Marquez que recebi de uma amiga muito querida. Esse texto me encanto e compartilhei com você. Mas me sinto na obrigação de fazer um esclarecimento sobre o texto da referida carta. Agora de manhã recebi do conceituado jornalista - Cido Araujo (Blogueiro Progressista), uma reportagem que desmente a autoria de Garcia Marquez.

 

Veja abaixo o conteúdo da matéria “La Marioneta, a falsa despedida de Gabriel García Márquez”.

Desde 1999, circula pela Internet poema atribuído ao escritor colombiano Gabriel García Márquez ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1982. O poema é intitulado La Marioneta ou "A despedida de Gabriel García Marquez" e é apócrifo.

Tudo teria começado com a notícia, divulgada pelo jornal peruano La República, que o escritor contraíra câncer linfático e estaria em estado terminal. Pouco tempo depois, o texto começou a ser divulgado. O próprio escritor desmentiu, posteriormente, as duas coisas: não se encontrava em estado terminal e não havia escrito a tal despedida. Confirmou, no entanto, que estava se submetendo a tratamento contra câncer linfático. (Em setembro de 1999, ele internou-se numa clínica de Los Angeles.)

O texto apócrifo tem circulado bastante na Internet e em alguns jornais. O Globo do Rio de Janeiro e o Jornal do Commercio do Recife - JC (edição de 06 de setembro de 2000) o divulgaram. Para o JC, o texto é "emocionante e inesquecível".

Segundo a Crônica do falso adeus de Orlando Maretti, "Gabriel García Márquez, ou Gabo, para os amigos, [...] não apenas negou, pela imprensa, que estivesse em estado terminal como também espinafrou a pieguice do texto e seu autor, identificando-o como um subliterato latino-americano. Em recente entrevista ao jornal espanhol El País, o escritor colombiano lamenta a repercussão do texto."

Orlando Maretti acrescenta: "...a primeira pista para duvidar da autoria é a insistência na citação vocativa de Deus. Pelo que se sabe, García Márquez é um escritor de esquerda, simpatizante do marxismo, amigo de Fidel Castro, militante de causas sociais. Enfim, um humanista engajado, mas nem de longe seu perfil lembra um religioso."

Em La Marioneta encontra-se a versão "original" do poema em espanhol com a afirmação de que o texto não foi escrito por Gabriel Garcia Márquez.

No artigo Marquez's 'latest poem' is a hoax (Calcuta on Line) o autor esclarece a origem do poema. O poema La Marioneta foi escrito por Johnny Welch, um ventríloquo que trabalha no México, para o seu boneco de nome Mofles. "Estou muito desapontado por haver escrito alguma coisa e não receber o crédito" disse Johnny Welch, o verdadeiro autor do poema.

Em maio de 2008, o texto intitulado Despedidadeumgénio_Paris circulou em versão .pps. Imagens maravilhosas da cidade de Paris. O fundo musical é a bela Hier encore cantada pelo excepcional Charles Aznavour. Tudo muito bonito, mas o texto é apócrifo.

Fonte: Quatrocantos.com

10 de nov. de 2013

Carta de despedida de Gabriel Garcia Marquez.

 

CARTA DE DESPEDIDA (GABRIEL GARCIA MARQUEZ)

"Si por un instante Dios se olvidara de que soy una marioneta de trapo y me regalara un trozo de vida, posiblemente no diría todo lo que pienso, pero en definitiva pensaría todo lo que digo.

Daría valor a las cosas, no por lo que valen, sino por lo que significan.

Dormiría poco, soñaría más, entiendo que por cada minuto que cerramos los ojos, perdemos sesenta segundos de luz. Andaría cuando los demás se detienen, despertaría cuando los demás duermen. Escucharía cuando los demás hablan y cómo disfrutaría de un buen helado de chocolate!

Si Dios me obsequiara un trozo de vida, vestiría sencillo, me tiraría de bruces al sol, dejando descubierto, no solamente mi cuerpo, sino mi alma.

Dios mío si yo tuviera un corazón, escribiría mi odio sobre el hielo, y esperaría a que saliera el sol. Pintaría con un sueño de Van Gogh sobre las estrellas un poema de Benedetti, y una canción de Serrat sería la serenata que le ofrecería a la luna. Regaría con mis lágrimas las rosas, para sentir el dolor de sus espinas, y el encarnado beso de sus pétalos...

Dios mío, si yo tuviera un trozo de vida... No dejaría pasar un sólo día sin decirle a la gente que quiero, que la quiero. Convencería a cada mujer u hombre que son mis favoritos y viviría enamorado del amor.

A los hombres les probaría cuán equivocados están al pensar que dejan de enamorarse cuando envejecen, sin saber que envejecen cuando dejan de enamorarse! A un niño le daría alas, pero le dejaría que él solo aprendiese a volar. A los viejos les enseñaría que la muerte no llega con la vejez, sino con el olvido. Tantas cosas he aprendido de ustedes, los hombres... He aprendido que todo el mundo quiere vivir en la cima de la montaña, sin saber que la verdadera felicidad está en la forma de subir la escarpada. He aprendido que cuando un recién nacido aprieta con su pequeño puño, por primera vez, el dedo de su padre, lo tiene atrapado por siempre.

He aprendido que un hombre sólo tiene derecho a mirar a otro hacia abajo, cuando ha de ayudarle a levantarse. Son tantas cosas las que he podido aprender de ustedes, pero realmente de mucho no habrán de servir, porque cuando me guarden dentro de esa maleta, infelizmente me estaré muriendo.

Siempre di lo que sientes y haz lo que piensas. Si supiera que hoy fuera la última vez que te voy a ver dormir, te abrazaría fuertemente y rezaría al Señor para poder ser el guardián de tu alma. Si supiera que esta fuera la última vez que te vea salir por la puerta, te daría un abrazo, uno beso y te llamaría de nuevo para darte más. Si supiera que esta fuera la última vez que voy a oír tu voz, grabaría cada una de tus palabras para poder oírlas una y otra vez indefinidamente. Si supiera que estos son los últimos minutos que te veo diría "te quiero" y no asumiría, tontamente, que ya lo sabes.

Siempre hay un mañana y la vida nos da otra oportunidad para hacer las cosas bien, pero por si me equivoco y hoy es todo lo que nos queda, me gustaría decirte cuanto te quiero, que nunca te olvidaré.

El mañana no le está asegurado a nadie, joven o viejo. Hoy puede ser la última vez que veas a los que amas. Por eso no esperes más, hazlo hoy, ya que si el mañana nunca llega, seguramente lamentarás el día que no tomaste tiempo para una sonrisa, un abrazo, un beso y que estuviste muy ocupado para concederles un último deseo. Mantén a los que amas cerca de ti, diles al oído lo mucho que los necesitas, quiérelos y trátalos bien, toma tiempo para decirles "lo siento", "perdóname", "por favor", "gracias" y todas las palabras de amor que conoces.

Nadie te recordará por tus pensamientos secretos. Pide al Señor la fuerza y sabiduría para expresarlos. Demuestra a tus amigos cuanto te importan."

9 de nov. de 2013

Um precioso presente feito de palavras e comoção

Estimado(a) leitor(a),

Compartilho com você uma grande alegria, recebi no dia de ontem o texto completo do comentário que o prof. Dr. Marcos Loureiro fez sobre a tese ALFORRIA PELO SENSÍVEL - CORPOREIDADE DA CRIANÇA E FORMAÇÃO DOCENTE” de minha autoria.

 

Marcos Loureiro

COMENTÁRIO DO PROFESSOR MARCOS LOUREIRO

Com certeza, vou repetir aqui muito do que disse na qualificação, até porque, naquela oportunidade, o público se reduzia aos colegas do grupo de pesquisa da Cida. Penso que essa repetição se faz necessária porque o que foi dito deva ser ouvido por uma plateia mais ampliada do que aquela que aqui se encontrava naquela ocasião.

Em primeiro lugar, quero ressaltar o mérito deste trabalho, com certeza ligado a sua sensibilidade, cujo tema é a violência contra a criança, todo e qualquer tipo de violência, seja ela física ou psicológica. Através dele, você entra fundo na discussão sobre a violência dentro da família, que é onde mais se perpetra a violência contra a criança, grande parte das vezes, sob o pretexto de que se trata de um método educativo eficaz. Você se posiciona em seu trabalho radicalmente contra todo e qualquer tipo de violência, mesmo, e principalmente, aquele que você denominou já em sua dissertação de mestrado e continua denominando aqui método educativo punitivo-disciplinar. Isto porque esse método é, muitas vezes, a porta de entrada para a aceitação de outros tipos de violência, mais pronunciadas do que a palmada que educa, frequentemente justificados porque a criança teima em não se submeter aos ditames dos adultos.

O tema é, portanto, muito significativo não só para a educação familiar como para a educação como um todo, em especial para a formação de professores. Como você deixa transparecer em alguns depoimentos, a violência contra a criança é assunto sobre o qual essa formação tem se calado. Como mais um depoimento a corroborar os seus argumentos, fico impressionado como este tema esteve ausente durante tanto tempo dos programas de Psicologia da Educação, como se não se tratasse de uma realidade insistentemente presente na vida das crianças. Isso mostra que ainda não estamos convencidos de que a violência contra a criança deixa marcas, se não indeléveis, muito difíceis de apagar e que, por isso, é inaceitável sob qualquer pretexto.

Tentar convencer o leitor sobre essa realidade você persegue do início ao fim do seu trabalho. E o faz através de um texto extremamente atraente, com qualidade literária, mesclando com maestria duas formas de conhecimento: a arte, por meio da literatura, e a ciência. Coisa que pode causar espécie a mentalidades exacerbadamente positivistas, que não aceitam a inclusão da emoção em áreas cujo espaço deveria ser domínio da razão. Em seu texto você demonstra que razão e emoção devem caminhar juntas. A propósito, mesmo que você não o tenha citado, ao preparar essa arguição, lembrei-me de uma passagem de Gramsci, autor de base materialista dialética, corrente teórica cujos pressupostos você afirma adotar em seu trabalho. Mesmo que ele não esteja entre suas referências, ele apoiaria essa sua atitude intelectual. Não me lembro exatamente de suas palavras, mas ele disse algo mais ou menos assim: É impossível compreender sem estar apaixonado não só pelo saber como também pelo objeto desse saber; é impossível fazer ciência sem essa paixão. Ele se refere, é claro, à ciência na concepção materialista, como aquela à qual importa não só interpretar o mundo, mas transformá-lo, ou seja fazer história; então, o que ele diz, literalmente, é impossível fazer política-história sem essa paixão. Paixão pelo objeto do seu saber que você demonstra do início ao fim do trabalho. Mas essa paixão, oriunda da sua sensibilidade para perceber os problemas está aliada à argúcia para defini-los e pesquisá-los, outra qualidade que você demonstra com muita força neste trabalho.

Pessoalmente, sinto minha percepção da criança mudada a partir da leitura de seu trabalho. Sinto-me mais sensível à criança como um OUTRO EM PROCESSO, e não apenas como um vir-a-ser. Nesse sentido, passei a ter uma percepção mais aguda de sua desvalia diante do adulto forte e opressor. A revisão que você faz do grito do Marcos, de la Rioja, ao Jesus maltratado e açoitado na procissão da semana santa: defende-se!, que no caso de uma criança diante dos maus tratos de um adulto deveria ser defende-me! é emblemática dessa mudança. É claro que minha leitura pode ser interpretada como reação de alguém que já demonstra alguma sensibilidade à violência contra a criança, mas nunca a reação de alguém é única; com certeza muitas outras pessoas poderão sensibilizar-se em defesa das crianças. Como a quantidade é elemento fundamental para a transformação da qualidade, com certeza, este trabalho pode ter papel importante nessa transformação.

Essa paixão pelo objeto resultou em outra característica extremamente positiva do trabalho: ter dado continuidade ao tema trabalhado no mestrado, assimilando à tese partes importantes da dissertação, que receberam interpretação em novo contexto. No trabalho científico, é importante essa continuidade no aprofundamento de uma temática, o que só propicia maior compreensão do objeto.

Outra qualidade, à qual já havia me referido na qualificação, e que é extremamente positiva do seu trabalho é a autoria. Você não deixa dúvida em qualquer momento de que as posições aqui expostas são suas. O eixo condutor do trabalho é seu. Apesar das interlocuções com inúmeros autores, estes são trazidos ao texto para confirmar os seus raciocínios ou para contestá-los.

Você faz um trabalho de revisão bibliográfica e fundamentação teórica primoroso, que não deixa passar por menos nenhum conceito. Vai a fundo na busca das concepções teóricas que podem ajudá-la a melhor entender e explicar o seu tema.

É gratificante, tendo participado do seu exame de qualificação, perceber a medida em que você soube apropriar-se das nossas contribuições; enfim, como você acata com maestria e discernimento as sugestões e o conteúdo das discussões realizadas durante a qualificação.

Creio que seu objetivo geral com a pesquisa, de construir fundamentos pedagógicos para uma formação docente que contribua para a desnaturalização da violência física intrafamiliar como método educativo punitivo disciplinar foi atingido. Nos objetivos específicos, essa tese buscou identificar e analisar experiências formativas que realizaram em sua proposta pedagógica uma integração entre conhecimentos objetivos e subjetivos na formação docente. Buscou-se ainda investigar os conhecimentos construídos pelos profissionais que atuam como formadores de referência nos temas que envolvem situações de violências contra crianças

O que digo a partir daqui, e que se trata de minha arguição propriamente dita, tome apenas como sugestões para trabalhos futuros. O primeiro aspecto que para mim se destaca no seu trabalho e, talvez, derive da própria paixão com que você o trata, é que, no capítulo em que você apresenta os dados das entrevistas e das observações, embora não tenhamos a transcrição completa das entrevistas, creio que você tenha explorado pouco os seus dados. Enfim, senti dificuldade de que você deixasse os dados falar mais, conduzidos, é claro, pelas suas interpretações teóricas e não mais pelo aporte da interpretação de outros autores ao interior do capítulo, o que algumas vezes aconteceu. Acredito que essas entrevistas poderão servir para trabalhos futuros seus, onde poderiam ser melhor exploradas.

Um grande mérito do seu trabalho foi sua capacidade de inserir a violência no interior da dialética social mais ampla da qual a primeira é uma expressão. Você não usa, como é comum a pessoas que tratam do tema, o contexto social apenas como pano de fundo, mas você insere a questão da violência como parte constitutiva desse contexto social.

Só tenho, portanto, que parabenizá-la pelo seu trabalho e já que em defesa de dissertações questionar é preciso, concluo minha participação nessa banca com uma questão que me intriga e à qual já havia chamado sua atenção no exame de qualificação. Você sinta-se à vontade para comentá-la. Você escreveu: “Os pressupostos teóricos e o caminho metodológico adotado na pesquisa foram norteados por uma concepção de mundo e de homem que nega a naturalização dos fenômenos sociais e compreende que a realidade imediata esconde desigualdades historicamente construídas que são justificadas ou ocultadas por ideologias”. E, logo a seguir, “Realizou-se a discussão sobre o conceito de violência no sentido de contribuir para a desconstrução do mito de que o homem é naturalmente violento”.

A observação que faço a respeito é que essa negação tem que ser uma negação dialética, qual seja, que implica a transformação da natureza. Trata-se aqui de reconhecer a dialética natureza-cultura: o que impera no mundo natural é a lei da selva, segundo o qual os mais fortes sobrevivem, mesmo que sob o uso da violência. A transformação em cooperação da agressividade natural, que, como tem acontecido, pode desaguar em violência, é fundamental para a existência do homem enquanto espécie e essa transformação é fruto das condições materiais de existência. Portanto é a transformação dessas condições que deve ser o alvo final de nossa teoria e nossa prática. O “homem naturalmente violento não é apenas mito”, mas fruto de condições materiais de existência que não só permitem, mas, muitas vezes, o incitam à violência.

Era isso o que eu tinha a comentar. Mais uma vez, meus parabéns pelo trabalho. E não se iluda. Este é apenas um ponto de passagem, não um ponto de chegada. Novos desafios virão e espero que se dedique a eles com a mesma garra que, até agora, tem-se dedicado.

Goiânia, 30 de agosto de 2013

Prof. Dr. Marcos Corrêa da Silva Loureiro

 


Foto: Osair Manassan, 30 de agosto de 2013.

Prof. Dr. Marcos Corrêa da Silva Loureiro - possui graduação em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1971), mestrado em Educação, área de concentração em Psicologia da Educação, pelo Instituto de Estudos Avançados em Educação da Fundação Getúlio Vargas - IESAE-FGV, Rio de Janeiro (1982), e doutorado em Psicologia, área de concentração em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano, pela Universidade de São Paulo (1997). Atualmente é professor titular da Universidade Federal de Goiás, de cujo Programa de Pós-graduação em Educação foi coordenador de 1998 a 2002 e de cuja Faculdade de Educação, de 2002 a 2006, foi diretor. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Psicologia da Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: formação de professores e representações sociais. (Fonte: currículo lattes – atualizado em 18/09/2008.

8 de nov. de 2013

Seminário: "Notificação de violências física e psicológica: estratégias e desafios na defesa dos direitos humanos"

Dra. Celia Silvany em Goiânia
Celia Silvany
A professora Célia Silvany é uma das pioneiras no Brasil a realizar estudos sobre os maus tratos infantis e suas repercussões na saúde e no desenvolvimento humano. O inicio de suas pesquisas ocorreu ainda em sua formação acadêmica, na Faculdade de medicina de Salvador em 1969. Em 1974 publica o seu primeiro artigo com tema dos maus tratos infantis, nele a professora Célia Silvany aprofunda a discussão sobre o diagnóstico diferencial de casos de violências contra crianças.

A Divisão de Vigilância às Violências e Promoção da Saúde, em parceria com a Escola Municipal de Saúde Pública, realizará - no próximo dia 25 - seminário sobre Notificação de Violências. O tema deste módulo é "Notificação de violências física e psicológica: estratégias e desafios na defesa dos direitos humanos".
As inscrições estão abertas e podem ser feitas até o dia 20 de novembro. Os interessados devem enviar e-mail para emspinscricao@gmail.com. Na mensagem, deve conter o número de matrícula, nome completo, função, unidade de lotação e e-mail pessoal para contato.
O público-alvo do evento é o profissional e estudantes das áreas da saúde, educação, assistência social, segurança pública, além de operadores do Direito e membros dos diversos conselhos da cidade de Goiânia.
Este seminário vai ser o último de uma série de quatro seminários sobre notificação de violências. Durante todas as etapas, foi discutida a temática da violência com enfoque em crianças, adolescentes, mulheres e idosos.


Programação
8 horas – Inscrições
8h30 - Mesa de Abertura
9 horas - As violências físicas intrafamiliares: apresentação das estatísticas nacionais e locais - psicóloga Maria Aparecida Alves da Silva (Cida Alves) – doutora pelo Programa de Pós-graduação da Faculdade de Educação/UFG, psicóloga da Divisão de Vigilâncias das Violências e Promoção da Saúde da Secretaria Municipal de Goiânia, consultora colaboradora do Ministério da Saúde, integrante da Rede Não Bata Eduque e administradora do blog Educar Sem Violência
9 horas - Violência física e psíquica, entendendo suas repercussões – Doutora Célia Maria Stolze Silvany - coordenadora da residência médica e internato em Pediatria das Obras Sociais de Irmã Dulce, Salvador/Ba, médica do Ministério da Saúde, membro conselho editorial da revista da Sociedade Baiana de Pediatria, professora do Departamento de Pediatria da Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública e da Faculdade de Ciência e Tecnologia /BA.
10h20 - Coffee Break
11 horas – Debate
11h40 - Enceramento: Relançamento do livro "Quebrando o silêncio - Disque 100" com a presença dos autores


 
Seminário "Notificação de violências física e psicológica: estratégias e desafios na defesa dos direitos humanos"Data: segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Horário: 8h00min as 12h:00min
Local: Auditório do Ministério Público do Estado de Goiás (Rua 23, esquina com Fued Sebba, Quadra A-06, Lotes 15-24, Jardim Goiás)

Serviço
Contato: 3524-3399
npvsgoiania@yahoo.com.br

5 de nov. de 2013

Esclarecimento sobre reportagem que circula na mídia brasileira que, equivocadamente, correlaciona a erradicação dos castigos físicos e o aumento do consumismo infantil na Suécia

naobataeduque2

“O artigo (em sueco abaixo) menciona os comentários equivocados a respeito do livro do psiquiatra David Eberhard que aborda o tema do “controle que as crianças exercem na família”. Algumas pessoas estão correlacionando esse fato ao fim das punições físicas adotada desde 1979 na Suécia.

Por favor, as agências de propaganda já sabem que as crianças têm enorme influencia no poder de compra das famílias há anos, inclusive desenvolvem produtos pensando nisso, não só no Brasil como em todo o mundo. Assim, não vale usar esse argumento para justificar a banalização do uso dos castigos físicos contra crianças. Educar sem bater dá certo e ajuda a construir uma cultura de paz” (REDE NÃO BATA EDUQUE).

“E o próprio escritor disse nessa entrevista que não faz a defesa dos castigos físicos no livro, nem nas entrevistas que concedeu”, ressalta Hans Lind - Technical Advisor On Regional Advocacy · Lima · Peru.

 


Acesse o artigo acima citado traduzido para o português  AQUI


Veja abaixo o texo do artigo em sueco

Internationella medier: Svensk uppfostran skapar snorungar

”Svensk uppfostran har skapat en nation av snorungar”, är rubriken i engelska Telegraph medan South China Morning Post konstaterar: ”Svenska barn bortskämda på grund av förbud mot aga”. Roten till dessa och många andra artiklar runt världen de senaste dagarna är en ny svensk bok om barnuppfostran.

David Eberhard har skrivit flera uppmärksammade böcker förr. Exempelvis ”I trygghetsnarkomanernas land”, och ”Ingen tar skit i de lättkränktas land”, böcker som väckt viss debatt i Sverige. Med sin senaste bok ”Hur barnen tog makten” kommer reaktionerna från hela världen.

Förutom de rubriker som nämns uppe i denna artikels ingress har boken uppmärksammats i länder som Malaysia, Ecuador och Brasilien. Författaren, psykiatern och sexbarnspappan Eberhard berättar för DN hur han själv upplevt de senaste dagarna.

ANNONS:

– Tidningar, radio och tv från flera länder har hört av sig. Det var jag inte riktigt beredd på. Att bli uppringd av en radiostation i Australien gör en lite förvånad. Även BBC och fransk tv har ringt och bett mig medverka framöver.

Eberhards nya bok har som utgångspunkt att barn får bestämma för mycket i svenska familjer. Det, menar han, är vare sig bra för barn eller föräldrar.

Vad kan det vara som gjort det här till en internationell nyhet?

– Två saker. En uppskattar jag, den andra inte. För det första så är det ett internationellt fenomen jag skriver om. Man ser det påtagligt i framför allt anglosaxiska länder och i västvärlden, att barnen styr. Den andra sidan är att Sverige ofta anses vara ett föredöme. Då används min bok av vissa som ett varnande exempel: Se hur det gick i Sverige.

En brasiliansk kristen nyhetssajt, Gospel Prime, skriver att ”Eberhard skrivit en bok som kritiserar landets förbud mot barnaga”. Vad säger du om beskrivningen?

– Ingenstans i min bok och aldrig i någon intervju har jag sagt att jag är för barnaga. Men nu har jag börjat få en del mejl från upprörda personer i Brasilien. Jag visste inte om att det vinklats så. Folk läser in vad de vill i texter, det är uppenbart.

Samma sajt kallar din bok för ”en väckarklocka för det brasilianska samhället där kongressen är i färd med att rösta om en lag om barnaga”. Vad tänker du om det?

– Det är olyckligt. Min bok handlar inte om barnaga eller inte. Den handlar om uppfostran eller fullständig brist på uppfostran.

Vad hoppas du att boken ska leda till?

– Min förhoppning är att föräldrar ska få tillbaka lite självförtroende och våga fatta beslut och säga ifrån. Barnen far inte så illa av tillsägelser som man lätt har för sig.

Bland den internationella fokuseringen på svenska ”snorungar” i kölvattnet av Eberhards bok så påpekar ändå engelska The Independent att Sverige nyligen rankades femma av FN-organet Unicef när det kommer till barns allmänna välfärd.

Sujay Dutt

Fonte: perfil do Facebook da Rede Não Bata Eduque, em 04 de novembro de 2013.

3 de nov. de 2013

Celebrações do mês da Consciência Negra em Goiânia

Divulgando a 6ª Mostra de Capoeira Angola

mostra de capoeira

APRESENTAÇÃO

O Grupo Calunga de Capoeira Angola é um dos referenciais desta legítima manifestação da cultura afrobrasileira no Estado de Goiás, tendo como objetivos principais promover e valorizar a capoeira angola e manifestações irmãs, como forma de contribuir para a melhoria da qualidade de vida e a inclusão artístico cultural de comunidades marginalizadas e o combate ao racismo.

Em 2013 completa 15 anos de ginga e resistência, momento em que promove a sua 6ª Mostra de Capoeira Angola – Culturas Negras em Goiás. O evento tem com proposta a manutenção da tradição da capoeira angola, bem como proporcionar a experimentação e a ampliação dos conhecimentos de várias manifestações artísticas de matrizes africanas, que tanto contribuem para formação da identidade brasileira.

A Mostra de Capoeira Angola é um espaço de interação, vivência e roda de prosa, entre representantes das expressões culturais envolvidas e público em geral, importante ação sociocultural e educativa: que contribui para a promoção da diversidade e valorização das culturas negras.

Neste momento especial, que ocorre durante as celebrações do mês da Consciência Negra, o Calunga convida a todos, angoleiros e angoleiras, meninos e meninas, homens e mulheres, praticantes e iniciantes, a vadiar, vivenciar, dialogar, trocar experiências, com ginga e mandinga, colaborando na perpetuação da prática da capoeira e das tradições afrobrasileiras em Goiás e no Brasil. “Vem jogar mais eu, mano...” Sejam todos bem-vind@S!

Axé!

Mestre Guaraná

Dançando na sala, no quarto ou no palco - pouco importa, eles sempre encantam!!!

 

 

 

 

 

 

Para Pensar

Existe apenas uma idade para sermos felizes, apenas uma epoca da vida de cada pessoa em que é possível sonhar, fazer planos e ter energia suficiente para os realizar apesar de todas as dificuldades e todos os obstáculos. Uma só idade para nos encantarmos com a vida, para vivermos apaixonadamente e aproveitarmos tudo com toda a intensidade, sem medo nem culpa de sentir prazer. Fase dourada em que podemos criar e recriar a vida à nossa propria imagem e semelhança, vestirmo-nos de todas as cores, experimentar todos os sabores e entregarmo-nos a todos os amores sem preconceitos nem pudor. Tempo de entusiasmo e coragem em que toda a disposição de tentar algo de novo e de novo quantas vezes for preciso. Essa idade tão fugaz na nossa vida chama-se presente e tem a duração do instante que passa.

Mario Quintana

 


Colaboração: perfil do facebook de Dais Gonçalves Rocha, em 29 de outubro de 2013.

31 de out. de 2013

"No Brasil, em média 18 Amarildos desaparecem nas mãos do Estado por mês" (Francisco Silva)

Imperdível a entrevista do historiador Francisco Carlos Teixeira da Silva sobre a prática institucionalizada de tortura na Polícia Militar e a criminalização dos movimentos sociais no Brasil.

 

“Entrevista com Francisco Carlos Teixeira da Silva, historiador da UFRJ e IUPERJ (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro) dedicado aos estudos de assuntos contemporâneos, fala dos resquicios da ditadura militar nas ações da polícia e das ameaças da lei de terrorismo para a luta popular” (Causa Operaria TV).

 


Enviado pelo professor Marcos Loureiro, em 31 de outubro de 2013.

29 de out. de 2013

Carta de repúdio à declaração preconceituosa do Sr. Claudio de Moura Castro

CARTA ABERTA AO SENADO FEDERAL EM REPÚDIO À DECLARAÇÃO PRECONCEITUOSA DO SR. CLAUDIO DE MOURA CASTRO

Brasil, 28 de outubro de 2013.

As entidades e os movimentos da sociedade civil que participam dos debates para a construção do novo Plano Nacional de Educação (PNE), desde a I Conae (Conferência Nacional de Educação, 2010), manifestam seu repúdio e exigem retratação pública à “proposição” desrespeitosa apresentada pelo Sr. Claudio de Moura Castro, em audiência pública realizada no dia 22 de outubro de 2013, na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal.

Na ocasião, buscando reforçar seu argumento de que o PNE é inconsistente devido à participação da sociedade civil, o referido expositor sugeriu, em tom de deboche, que sua proposta ao plano seria oferecer “um bônus para as ‘caboclinhas’ de Pernambuco e do Ceará se casarem com os engenheiros estrangeiros, porque aí eles ficam e aumenta o capital humano no Brasil, aumenta a nossa oferta de engenheiros” (sic).

Preconceituosa, a “proposição” é inadmissivelmente machista e discriminatória. Constitui-se em uma ofensa às mulheres e à educação brasileira, inclusive sugerindo a subjugação das mesmas por estrangeiros. Além disso, manifesta um preconceito regional e racial inaceitável, especialmente em uma sociedade democrática. Entendemos que a diversidade de opiniões não pode significar, de forma alguma, o desrespeito a qualquer pessoa ou grupo social.

Compreendemos, ainda, que tal manifestação representa um desrespeito ao próprio Senado Federal, como Casa Legislativa que deve ser dedicada ao profícuo debate democrático, pautado pela ética e pelo compromisso político, orientado pelos princípios da Constituição Federal de 1988 e de convenções internacionais de Direitos Humanos. A elaboração do PNE, demandado pelo Art. 214 da Carta Magna, não deve ceder à galhofa, muito menos quando preconceituosa.

Por esta razão, os signatários desta Carta esperam contar com o compromisso dos parlamentares e das parlamentares em contestar esse tipo de manifestação ofensiva aos brasileiros e às brasileiras. Nesse sentido, esperamos as devidas escusas do Sr. Claudio de Moura Castro, que com seus comentários discriminatórios desrespeitou profundamente nossa democracia e a sociedade.

Movimentos e entidades signatárias (por ordem alfabética):

ABdC (Associação Brasileira de Currículo)

Ação Educativa - Assessoria, Pesquisa e Informação

ActionAid Brasil

Aliança pela Infância

Anfope (Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação)

Anpae/DF (Associação Nacional de Política e Administração da Educação – Distrito Federal)

Anped (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação)

Assopaes (Associação de Pais de Alunos do Espírito Santo)

Auçuba Comunicação Educação

Campanha Nacional pelo Direito à Educação

CCLF-PE (Centro de Cultura Luiz Freire – Pernambuco)

Cedeca-CE (Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará)

Cedes (Centro de Estudos Educação e Sociedade)

Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária)

CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação)

Contee (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino)

Escola de Gente - Comunicação e Inclusão

Fineduca (Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação)

Flacso Brasil (Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais)

Fojupe (Fórum das Juventudes de Pernambuco)

FOMEJA (Fórum Mineiro de Educação de Jovens e Adultos)

Fóruns de Educação de Jovens e Adultos do Brasil

Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e do Adolescente

Geledés - Instituto da Mulher Negra

Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos)

Instituto Avisa Lá

IPF (Instituto Paulo Freire)

Mieib (Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil)

Mova Brasil (Movimentos de Alfabetização de Jovens e Adultos do Brasil)

Movimento Mulheres em Luta do Ceará

MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra)

Omep/Brasil/RS – Novo Hamburgo (Organização Mundial Para Educação Pré-Escolar)

RedEstrado (Rede Latino-americana de Estudos Sobre Trabalho Docente)

Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos

Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação).

Unipop (Instituto Universidade Popular)

27 de out. de 2013

Genesis por Sebastião Salgado

Genesis 1

 

Genesis 2

 

Genesis 3

 

Genesis 4

 

Genesis 5

 

Genesis 6

 

Genesis 7

 

Genesis 8

 

Genesis 9

 

Genesis 10

 

Nos vídeos abaixos Sebastião Salgado comenta algumas de suas fotos

 

 

 

 

 

 


Sebastião Salgado

 

 

 

 

 

“Você não fotografa com sua máquina. Você fotografa com toda sua cultura” (Sebastião Salgado).

 

 

 


Foto capturada na Revista TAM, edição de junho de 2013.