15 de jul. de 2011

Marcha não, Maratona das Vadias em Goiânia!

Foram 7 horas ininterruptas de manifestações
contra o preconceito e a violência!











Atividades do Dia


Oficina de Cartazes










Caminhada pelo Campos Samambaia - UFG










Visitas aos stands da SBPC 2011













Atividades da noite


Carreata do Campus II até a Praça Universitária
(essa atividade não deu para fazer as fotos)


Passeata na Praça Universitária












Veja aqui album completo:




Veja também as belas fotos postadas no Paralelo Mundi

Veja outras notícias:

Fotos: Cida e Claras Alves.

14 de jul. de 2011

XXVI Congresso de Educação do Sudoeste Goiano




Prezad@s,

É com imensa satisfação que convidamos V. Sa. para participar do XXVI Congresso de Educação do Sudoeste Goiano – Formação, conhecimento e ética: a educação na contemporaneidade, em sua 2º edição nacional, que será realizado entre os dias 08 e 11 de novembro de 2011.

Enviado por Halline Maria em 7 de julho de 2011.







Para maiores informações acesse o site do congresso ou o e-mail congressoeducacaojatai@gmail.com
Comissão de divulgação - Universidade Federal de Goiás/CAJ - Curso de Pedagogia
Rua Riachuelo, 1530, Setor Samuel Graham
CEP 75804-020 Jataí - GO
64 3606 8129 62 9983 6402

12 de jul. de 2011

Marcha das Vadias: fina ironia das mulheres contra a violência de gênero




Estarei,
junto com minhas irmãs, filhas, sobrinhas e amigas, na Marcha das Vadias de Goiânia (SBPC 2011) por discordar frontalmente dos velhos e toscos discursos que culpabilizam a vítima pela violência sofrida.








A primeira "marcha das vadias" realizou-se em 3 de Abril, em Toronto, e foi originada pelas declarações do policial Michael Sanguinetti, durante uma palestra com estudantes universitários, na qual recomendou às mulheres que não se vestissem "como prostitutas" para evitarem serem vítimas de violência sexual.


Marcha de Florianópolis


Marcha de São Paulo

No Brasil temos inúmeros exemplos semelhante. Por exemplo a fala do humorista e apresentador dos programas da Band CQC e A Liga, Rafinha Bastos: “Toda mulher que eu vejo na rua reclamando que foi estuprada é feia... Tá reclamando do quê? Deveria dar graças a Deus. Isso pra você não foi um crime, e sim uma oportunidade. Homem que fez isso não merece cadeia, merece um abraço".

Marcha de Copacabana

Marcha de Recife

Marcha de São Paulo

Por estas e outras, a onda de indignação se espalha e realizam-se marchas semelhantes no Reino Unido, Nicarágua, Honduras, México, São Paulo e Recife.


Marcha do México


Agora é nossa vez!


Dia: 14 de julho
Horário: 14:00 as 17:00
Na SBPC 2011 – Campos II (palco central)




QUEM NÃO SE MOVIMENTA, NÃO SENTE AS CORRENTES QUE O PRENDE"
Rosa Luxemburgo
(Enviado por Kelly Gonçalves em 03 de julho de 2011)


Veja abaixo alguns argumentos que tentam
desresponsabilizar o autor da violência de gênero


De acordo com Suely Souza de Almeida (2007), argumentos desta natureza, são constantemente repostos e reatualizados – o que é próprio de um campo definido a partir das disputas pelo poder e das lutas simbólicas e materiais travadas. Eis algumas das tendências identificadas na atualidade:

  • justificativas assentadas no alcoolismo, na loucura, na patologia, na paixão e/ou na frustração sexual;
  • tentativas de medicalização/tratamento dos autores de violência, que deixam de ser passíveis de punição e passam a requerer tratamento;
  • táticas de transferência de responsabilidade do agressor para a vítima, considerada frágil, irresponsável, provocadora, descumpridora dos seus papéis, atribuídos com base na tradicional divisão sexual do trabalho: boa mãe, boa esposa, boa dona-de-casa etc;
  • substituição das táticas anteriores, na medida em que são denunciadas, por outras da mesma natureza: mulher é incapaz de reagir, de abandonar a relação violenta, de manter a queixa, ou seja, ela é acusada de conformismo e de não usar a sua “liberdade” para dar fim à violência;
  • insistência no fato de que os agressores foram vítimas de violência na infância, não tiveram uma imagem positiva da figura paterna, conviveram com mães abusadoras ou coniventes com o abuso;
  • utilização de grupos de reflexão para agressores – iniciativa em si muito positiva, mas que, no limite, podem produzir o efeito de associar a reflexão crítica – cujo princípio ineliminável é a liberdade – à punição – cujo princípio indiscutível é a necessidade de controle próprio à limitação da liberdade.

"Há de se enfatizar que todas as medidas inovadoras que visem a ou que produzam o efeito de desresponsabilizar o agressor, de minimizar a violência e os seus efeitos deletérios para enormes contingentes humanos, assim como abordar este fenômeno – de enorme complexidade – de forma reducionista, fragmentada e individualizante constituem a face moderna das estratégias de restauração da ordem vigente" (ALMEIDA, 2007).

Participação na SBPC - Goiânia 2011




No dia 13 de julho estarei na programação científica da SBPC apresentando o estudo realizado sobre a crítica de Theodor Adorno à educação pela dor.



Veja a programação abaixo


VIII SEMINÁRIO DE PÓS GRADUAÇÃO da FE/UFG

Apresentações orais:

Diretrizes curriculares para cursos de biologia – a licenciatura sob a égide do mercado - ADRIANO DE MELO FERREIRA

Autonomia docente: concepções na formação de professores - JOSÉ CARLOS DA SILVEIRA FREIRE

Educação contra barbárie: a crítica de adorno à educação pela dor - MARIA APARECIDA ALVES DA SILVA

Cultura, criação e o privilégio da experiência - NATÁSSIA DUARTE GARCIA LEITE DE OLIVEIRA

Raça e educação: perfil dos candidatos cotistas autonomeados negros de escola pública do programa UFGINCLUI - RACHEL BENTA MESSIAS BASTOS

As Políticas de Educação a Distância: Programas e ações para a Formação de Professores da Educação Básica no Governo Lula da Silva (2003-2010) - SIMONE MEDEIROS

Tempo e psicologia: a concepção de desenvolvimento na teoria de Wallon - SORAYA VIEIRA SANTOS

Data: 13 de julho
Horário: 14h00min às 18h00min
Local: Centro de Aulas “Baru” – sala 109
Coordenadores: Prof. Dr. Manuel Ferreira Lima Filho e Prof. Dra. Marília Gouvêa de Miranda.

10 de jul. de 2011

Profissionais de Saúde discutem atendimento às pessoas em situação de violências

A Escola de Saúde Pública de Mato Grosso, em Cuiabá, recebeu os profissionais
de saúde do estado para a capacitação em atendimento às pessoas em situação de violência.


De 04 a 08 de julho a Gerência da Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis da Secretaria Municipal da Saúde de Cuiabá, em parceria com a Gerência da Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso, promoveu a “1ª Capacitação em atendimento às pessoas em situação de violência para os profissionais de saúde das Policlínicas, HPSMC, SAE e CEM”.

Participaram da capacitação 100 profissionais da saúde que atuam em Policlínicas, Unidades Hospitalares de Urgências, Unidades Básicas de Saúde e Centros Psicossociais de Atenção a Saúde Mental da cidade de Cuiabá e de outros municípios do estado de Mato Grosso.


Mais que turma bonita essa da saúde de Mato Grosso!!!



A abertura do evento contou com a presença de Benedito Oscar Fernandes Campos - Diretor de Vigilância à Saúde e Ambiente. SMS – Cuiabá, de Ivaneti Laura Fortunato - Coord. De Vigilância de Doenças, Agravos e Eventos Vitais. SMS – Cuiabá, de Josiane Maximiano Rodrigues - Gerente da Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis/SMS de Cuiabá, de Tânia Maria do Rosário - Gerente da Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis – SES, de Rosane Meciano - diretora de atenção secundária e de Michele Kim de Oliveira Rosa - coordenadora de Atenção Secundária.

Os temas trabalhados nos dias 04, 05 e 06 de julho foram a “Conceituações, Natureza e tipologia da violência doméstica e sexual”, a “Articulação em Rede de Atenção Integral às Pessoas em Situação de Violência” e “Notificação e Encaminhamento dos Casos de Violência Sexual Doméstica e outras Violências Interpessoais”.


A psicopedagoga e coordenadora do Núcleo de Prevenção à Violência e Promoção da Saúde da Secretaria Municipal da Saúde de Campo Grande (MS) Sueli M. Nogueira foi a expositora destes três temas abordados na Capacitação em atendimento às pessoas em situação de violência.



Nos dias, 07 e 08 de julho, Cida Alves, psicóloga de Goiânia expôs os temas “Impactos da Violência na Saúde: conseqüências físicas e psicológicas” e “Intervenções necessárias no projeto terapêutico de pessoas que sofreram violências sexuais e físicas”.





Cida Alves, psicóloga, doutoranda em Educação pela UFG e técnica do Núcleo de Prevenção das Violências e Promoção da Saúde da Secretaria Municipal da Saúde de Goiânia, foi a palestrante dos dois últimos dias da capacitação na capital matogrossense.




A exposição do dia 07 teve como foco os sinais, sintomas e conseqüências físicas e psicológicas da violência sexual cometida contra crianças, adolescentes ou adultos.







No dia 08 foram apresentados os indicadores de morbimortalidade e os dados da notificação compulsória de casos de violências que têm como causa principal a física contra crianças, adolescentes, mulheres e idosos e as conseqüências físicas e psicológicas da prática de bater para educar crianças e adolescentes.







Fotos de Josiane M. Rodrigues.

O Educar Sem Violência apóia a campanha do desarmamento


Campanha Nacional do Desarmamento 2011:
Tire uma arma do futuro do Brasil





Para estimular e facilitar o recolhimento, a campanha apresenta quatro novidades:

o anonimato para quem entregar a arma;

a inutilização da arma já no ato da entrega;

a agilidade no pagamento da indenização, realizado no máximo até 30 dias após a entrega;

e a ampliação da rede de recolhimento para além das delegacias da Polícia Federal.


O Ministério da Justiça informou que, em dois meses, a Campanha Nacional do Desarmamento 2011 já recebeu 9.160 armas e 30.901 munições. Até agora, os revólveres calibre 38 lideram a lista dos armamentos recebidos pelas Polícias Federal e Rodoviária Federal. São 2.436, o que representa 26,5% do total. Depois vêm os revólveres calibre 32, com 1.110 unidades (12%). Foram entregues ainda 32 fuzis, quatro metralhadoras e duas submetralhadoras. Veja mais no Hnews


No Guará (DF), uma escola fez uma gincana inspirada na Campanha Nacional de Desarmamento (veja vídeo). Os alunos foram incentivados a se desfazer de armas de brinquedo e de jogos violentos. Fonte: G1 em 07 de julho de 2011.


A campanha será realizada até o dia 31 de dezembro.
Depois dessa data, ainda será possível entregar as armas.


Veja ainda

Maioria das brasileiras mortas por arma de fogo e vítima de violência doméstica

Brasil tem o maior número de mortes por armas de fogo


Nordeste é líder em mortes por arma de fogo

5 de jul. de 2011

Professor racista é processado por aluno africano no Maranhão




Reprodução: TV Globo





O estudante nigeriano
Nuhu Ayúba, de 21 anos
é natural da Nigéria.







O aluno de engenharia química da Universidade Federal do Maranhão denunciou na polícia o professor José Clóvis Saraiva na polícia por racismo.

"Tirei nota baixa na prova e ele falou para eu voltar para a África", conta Nuhu Ayúba, universitário. A polêmica começou com um abaixo assinado dos colegas de Nuhu denunciando o fato. Ganhou a internet e foi parar na mídia nacional. O professor, em entrevista à televisão, tentou se explicar e mostrou mais racismo. Veja filme abaixo.

Solidariedade
O blog educar Sem Violência se solidariza com o estudante Nuhu Ayúba e parabeniza os colegas de Nuhu que não aceitaram a discriminação e denunciaram o fato.






Colegas do aluno
Nigeriano falam
sobre a discriminação
do professor.











Essa aluna relata que

também foi vítima
de
discriminação do professor

José
Clóvis Saraiva











José Clóvis Saraiva,
Professor universitário,
será investigado pela
Federal do Maranhão,
acusado de racismo em
sala de aula





A história
Nuhu diz que "nunca sofreu tanta humilhação na vida" como os momentos em que diz ter sido alvo de preconceito e racismo em sala de aula na Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Ele está há três meses no Brasil para estudar e, em entrevista ao G1 (portal de notícias da Globo), afirma que não pretende retornar à África mesmo após a polêmica.

"Acho que isso pode não dar em nada na faculdade, mas espero que a Justiça faça alguma coisa. Meu advogado abriu um processo criminal contra o professor. Mesmo com tudo isso, não vou voltar para a Nigéria agora, tenho que terminar o curso. Só volto para lá depois, para ajudar meu país", afirmou Ayúba. Natural de Bauchi, a nordeste da capital Abuja, o jovem está em São Luís estudando engenharia química, curso que tem duração de cinco anos na UFMA.

Ele veio ao Brasil por meio do Programa de Estudante-Convênio de Graduação (PEC-G), do Ministério da Educação, que oferece oportunidades de formação superior no Brasil para alunos de países em desenvolvimento.

“Nunca passei por uma humilhação como essa na minha vida, me senti muito mal. Essa pessoa não sabe o que faz, e é só ele que faz isso. As outras pessoas aqui gostam de mim, me querem muito bem", acrescenta Ayúba.

Colaborou: G1


Saiba mais:


A história ensinada às crianças e adolescentes dos colégios militares

Em 13 de junho de 2010, a jornalista Ana Pinho trouxe à tona, em reportagem da Folha de São Paulo, mais um problema envolvendo política, memória e ensino de História: o livro didático adotado pelos Colégios Militares traz uma versão antidemocrática sobre a ditadura militar brasileira. O material que orienta o ensino de história de filhos de militares do exército e outros alunos admitidos por concurso é produzido pela Bibliex - Biblioteca do Exército - e vendido aos estudantes.

Trata-se da obra "História do Brasil: Império e República", de Aldo Fernandes, Maurício Soares e Neide Annarumma, que integra a Coleção Marechal Trompowsky. A primeira edição é de 2001 e a que temos em mãos é a quarta, revisada, de 2005. Na obra, afirma-se que o 31 de Março de 1964 foi uma revolução democrática, reagindo às orquestrações do Partido Comunista, e também para moralizar a administração pública, e, portanto não se configuraria como um golpe contra um governo democraticamente eleito. O fechamento do regime é explicado como intransigência da oposição emedebista. As torturas e assassinatos cometidos por setores das Forças Armadas no período não são mencionados.

Veja matéria completa aqui

Enviado por Cyntia Ap. de Araújo Bernardes professora e mestranda do Programa de Pós-graduação da Faculdade de Educação - UFG, em 01 de julho de 2011.

4 de jul. de 2011

MAG ABRE INDIVIDUAIS SIMULTÂNEAS

O Museu de Arte de Goiânia (MAG) abre dia 5 de julho de 2011, terça-feira, às 20h, na Sala Reinaldo Barbalho as individuais simultâneas com as artistas Alice Ricci, Karina Zen, Roberta Tassinari e Vula Toubas.

As artistas apresentam trabalhos com temas e linguagens diversificadas envolvendo questões relacionadas à sociedade de consumo, natureza da imagem, espaço pictórico e, também, à tridimensionalidade no desenho.

A instalação de
Alice Ricci trata de questões sobre o universo de consumo reunindo embalagens em preto e branco de produtos e mercadorias que tiveram sua cor comercial alterada.

As fotografias de
Karina Zen apresentam retratos feitos pela artista de imagens de arte sacra de um museu. Segundo a artista, a obra “O Sujeito Depois de Esculpido e Fotografado atualiza o sujeito e recupera ele enquanto imagem que passa por várias instâncias: escultor, escultura, fotografia, fotografado.

Roberta Tassinari
explora o espaço expositivo também como espacialidade da pintura. A artista cria diálogos entre a estrutura arquitetônica e a pintura ao aplicar diretamente sobre a superfície parietal massas de cor que escorrem deixando veladuras ao atingirem o solo.

Vula Toubas
apresenta uma série com desenhos tridimensionais onde a artista manipula as folhas de papel instalando-as em formas cônicas e retangulares. As artistas fazem parte do Programa de Exposições de 2011 lançado no ano passado pelo edital do MAG.

CONVITE

A Prefeitura de Goiânia, a Secretaria Municipal de Cultura e o Museu de Arte de Goiânia/MAG convidam para a abertura da exposição Painel de Arte Contemporânea Brasileira, na Sala Reinaldo Barbalho

Dia 05 de julho, terça-feira, às 20h
Sala Reinaldo Barbalho do Museu de Arte de Goiânia/MAG
Endereço: Rua 01, 605, Bosque dos Buritis, Setor Oeste,
Goiânia, Goiás, Brasil, Cep.: 74.115-040


Mais informações:
Telefone: 55 62 3524.1196


3 de jul. de 2011

Saral Cultural: etnocentrismo e racismo são o tema de hoje

Abaixo segue algumas sugestões de livros e filme

Zarité Sendella,

“En mis carenta años, yo Zaritê, he tenido mejor suerte que otras esclavas. Voy a vivir largamente y mi vejez será contenta porque mi estrella – mi z’etoile – brilla tambíen cuando la noche está nublada. Conozco el gusto de estar con el hombre escogido por mi corazón cuando sus manos grandes me despiertan la piel. He tenido cuatro hijos y un nieto, y los que están vivos son libres. Mi primer recuerdo de felicidad, cuando era una mocosa huesuda y desgreñada, es moverme al son de los tambores y ésa es también mi más reciente felicidad, porque anoche estuve em La Plaza Del Congo bailando y bailando, sin pensamientos em la cabeza, y hoy mi cuerpo está caliente y cansado. La música es un viento que se lleva los años, los recuerdos y el temor, esse animal agazapado que tengo adentro. Con los tambores desaparece la Zarité de todos los dias y vuelvo a ser la niña que danzaba cuando apenas sabía caminar. Golpeo el suelo com las plantas de los pies y la vida me sube por las piernas, me recorre el esqueleto, se apodera de mi, me quita la desazón y me endulza la memória. El mundo se estremece. El ritmo nace en la isla bajo el mar, sacude la tierra, me atraviesa como um relámpago y se va al cielo llevándose mis pesares para que Papa Bondye los mastique, se los trague y me deje limpia y contenta. Los tambores vencen al miedo. Los tambores son la herencia de mi madre, la fuerza de Guinea que está en sangre. Nadie puede comigo (...) Baila, baila, Zarité, por que esclavo que baila es libre... mientras baila. (...) Yo he bailado siempre” (ALLENDE, 2009, p. 9 a 11).

Com essas palavras Isabel Allende inicia o livro La isla bajo el mar. Um livro maravilhoso que conta a saga da escrava Zarité e de seus filhos e tem como pano de fundo a revolução de Saint-Domingue (hoje Haiti). Uma leitura indispensável!




A resposta de Kathryn Stockett, em sua 15ª edição, passou cem semanas consecutivas na lista dos mais vendidos do "The New York Times". Lançado no Brasil pela editora Bertrand Brasil, A resposta conta a história de empregadas domésticas negras que trabalhavam em casas de famílias brancas no ano de 1962, no Mississipi, terra natal da autora. A trama é contada pelo ponto de vista de Eugenia "Skeeter" Phelan, uma moça branca, que passa a reunir relatos de domésticas em uma época em que os negros ainda enfrentavam o racismo agressivo do sul dos Estados Unidos.





Com Venus Noire, o francês (nascido na Tunísia) Abdellatif Kechiche conta uma história pavorosa. Na Europa do século 19, a africana Saartjie (Yahima Torres) era exibida como curiosidade de feira, a Vênus Hotentote, mulher gorila, uma fera em forma feminina. Passou por Londres e fez sucesso nos salões parisienses, saindo de uma jaula, com uma corrente presa ao pescoço, dançando e, no fim, sendo tocada pelos incrédulos espectadores. Seu empresário recebeu uma nota alta do Museu do Homem para que ela se submetesse a um exame físico. Só que ela se recusou a mostrar uma parte íntima.

Quando morreu em Paris, depois de decair e se tornar prostituta, Saartjie foi parar no mesmo museu. Os cientistas dissecaram o corpo, devassaram seus mistérios, construíram uma estátua de gesso e conservaram esqueleto e órgãos.
Exibida num museu francês até a década de 1980, a Vênus Hotentote virou símbolo na luta pelos direitos humanos: governo sul-africano, na figura de Nelson Mandela, exigiu a repatriação de seus restos mortais. Isso só aconteceu em 2002, quando o corpo recebeu recepção de chefe de estado. Final feliz na vida real, que não tira o gosto amargo da boca.

Abaixo o trailer de Venus Noire




Veja mais

Vênus negra, o racismo de ontem e de hoje

"Vênus Negra" aborda colonialismo e racismo na Europa

2 de jul. de 2011

Crime de Racismo na UFMA

CARTA ABAIXO ASSINADO

Para a Universidade Federal do Maranhão/UFMA

Nós, estudantes do curso de Engenharia Química da Universidade Federal do Maranhão/UFMA, matriculados na disciplina Cálculo Vetorial, informamos que o professor Cloves Saraiva vem sistematicamente agredindo nosso colega de turma Nuhu Ayuba humilhando-o na frente de todos os alunos da turma. Na entrega da primeira nota o professor não anunciou a nota de nenhum outro aluno, apenas a de Nuhu, bradando em voz alta que “tirou uma péssima nota”; por mais de uma vez o professor interpelou nosso colega dizendo que deveria “voltar à África” e que deveria “clarear a sua cor”;em um outro trabalho de sala o professor não corrigiu se limitando a rasurar com a inscrição “está tudo errado” e ainda faz chacota com a pronúncia do nome do colega relacionando com o palavrão “no cu”; disse que o colega é péssimo aluno por que “somos de mundos diferentes” e que “aqui diferente da África somos civilizados” inclusive perguntando “com quantas onças já brigou na África?”. Nuhu não retruca nenhuma das agressões e está psicologicamente abalado, motivo pelo qual solicitamos que esta instituição tome as providências que a lei requer para o caso.

Leitores Amig@s

Acabei de ler e assinar este abaixo-assinado online:

Pessoalmente, concordo com este abaixo-assinado e acho que você também pode concordar.

Assine o abaixo-assinado e divulgue para seus contatos.

Petição Pública

Enviado por Cecília Maria Vieira, psicólogo e mestre em Educação Brasileira pelo Programa de Pós-graduação da Faculdade de Educação da UFG.

Contato para apoio aos alunos do Maranhão:

Irismar Santana
Bolsista do Programa Internacional de Bolsas
de Pós-graduação da Fundação Ford
Mestrado em Intervenção Social, Inovação e
Empreendedorismo Universidade de Coimbra- Portugal
Fones: 00351 9117. 80853 (Portugal)
005581 87336222 (Brasil)

1 de jul. de 2011

Apoio a Aung San Suu Kyi de Mianmar

Caros amigos,



O movimento liderado pela ganhadora do Prêmio Nobel Aung San Suu Kyi em prol da democracia em Mianmar está por um fio nesta semana: o regime autoritário que governa o país ameaça reagir brutalmente ao apelo de Suu Kyi pela libertação de presos políticos. Ativistas já pediram ajuda ao resto do mundo, dizendo que a pressão internacional é decisiva para mudar a maré em seu favor. Vamos apoiar Suu Kyi e o bravo povo de Mianmar:
O futuro de Aung San Suu Kyi e seu extraordinário movimento pela democracia em Mianmar está por um fio nesta semana, e nós poderemos fazer a diferença.

Suu Kyi tem lutado bravamente para que o regime militar liberte os milhares de monges e ativistas pacíficos que estão sendo mantidos em prisões desumanas, alguns em exíguas gaiolas de cão. De forma sem precedentes, milhares de cidadãos de Mianmar arriscaram sua própria segurança para se juntar ao apelo de Suu Kyi em prol da liberdade através de uma petição on-line! Ontem o regime emitiu uma ameaçadora advertência dirigida a Suu Kyi. Neste exato momento, os generais podem estar decidindo entre optar pelo diálogo ou por outras brutais medidas repressivas.

É aí que podemos entrar. Os ativistas de Mianmar já pediram ajuda ao resto do mundo, dizendo que a pressão exercida pela comunidade internacional é decisiva para evitar violência e libertar os presos políticos.

A pressão internacional, inclusive de uma gigantesca campanha da Avaaz, ajudou a libertar Aung San Suu Kyi, que passou 15 anos em detenção. Mas mais de 2000 presos políticos continuam em prisões imundas, alguns em exíguos canis infestados de piolhos e normalmente usados para cães militares. Suu Kyi tem realizado amplas consultas ao povo de Mianmar desde que foi libertada e agora, ao fazer pressão para a libertação de presos políticos, está dando seu primeiro grande passo para exigir do regime autoritário uma reforma. O futuro de Mianmar pode depender da reação do atual governo.

Suu Kyi liderou o partido que venceu a última eleição verdadeira e democrática em Mianmar, em 1992. Após um golpe militar, o bravo povo de Mianmar manteve um movimento pacífico e não-violento pela democracia e direitos, ganhando em troca assassinatos, tortura e intimidação. Sob a pressão de adversidades econômicas, sanções internacionais e disputas internas no país, a junta militar tem tentado estabelecer uma falsa democracia, mas o movimento de Suu Kyi ainda está banido e a campanha pela libertação de prisioneiros é um teste decisivo para ver se os generais permitirão uma reforma real.

Mianmar já sofreu demais. Vamos apoiar esta mulher incrível e ajudá-la a pôr seu país no caminho da democracia.

FONTES

Mianmar adverte Nobel da Paz sobre atividades políticas

Conflito entre Exército e minorias se intensifica em Mianmar

Governo de Miamar exige o fim das atividades políticas de Suu Kyi

Suu Kyi pede comissão de investigação da ONU sobre DH em Mianmar

Birmânia: Governo avisou Suu Kyi que lidera partido ilegal


Com esperança e determinação,

Stephanie, Alex, Pascal, Giulia, Ricken, Brianna, Morgan, Emma e o resto da equipe da Avaaz

Meus sinceros agradecimentos a tod@s que enviaram o seu apoio ao blog Educar Sem Violência

Informo aos leitores e seguidores do blog Educar Sem Violência que o acesso já está normalizado.


Música para comemorar o retorno do Blog


Caminhos do Coração

"(...) E aprendi que se depende sempre
De tanta, muita, diferente gente
Toda pessoa sempre é as marcas
Das lições diárias de outras tantas pessoas

E é tão bonito quando a gente entende
Que a gente é tanta gente onde quer que a gente vá
E é tão bonito quando a gente sente
Que nunca está sozinho por mais que pense estar (...)".

Gonzaguinha